[VÍDEO] Presos fogem de CDP depois de atirarem em agente penitenciário

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Dois presidiários conseguiram escapar do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Potengi, na Zona Norte de Natal. A fuga aconteceu na noite deste domingo (17), depois que um dos presos atirou em um agente penitenciário.
 
 

VÍDEO REGISTRA FUGA DE PRESIDIÁRIOS DO CDP DA ZONA NORTE 

Publicado por NOVO Jornal em Segunda, 18 de janeiro de 2016

De acordo com o que informou o diretor da unidade, Gilmar Carvalho, na cela onde estavam Daniel Saulo de Queiroz Lourenço e Jangledson de Oliveira havia outros nove detentos, que não conseguiram escapar.
 
 
Gilmar conta que um dos presidiários fingiu estar passando mal, e solicitou a ajuda dos agentes penitenciários. “Ao abrir a cela para socorrer, o agente foi recebido a tiros”, detalha o diretor. O disparo atingiu o braço do agente, que passa bem.
 
Segundo ele, os presos tinham uma pistola em mãos. Eles atiraram contra o agente e correram em direção à porta da unidade. No caminho, ainda acertaram um policial militar que auxilia na guarda. O tiro pegou no colete à prova de balas.
 
Em seguida os homens pularam o portão e ganharam a rua. “Equipe ainda conseguiu conter os outros nove”, acrescenta Gilmar Carvalho.
 
Ainda de acordo com o diretor do CDP, são dois agentes penitenciários que trabalham por turno, com o auxílio de dois policiais militares, que não podem ir até o local onde ficam as carceragens. Antes da fuga, a unidade abrigava 133 presos.
 
Questionado sobre a origem da arma que estava com os detentos, Gilmar Carvalho disse que será aberta uma sindicância para apurar como a pistola entrou no Centro de Detenção e foi parar nas mãos dos presidiários. Daniel Lourenço e Jangledson Oliveira permanecem foragidos.

Por celular, detento fala em pelo menos quatro mortos

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Novas mortes foram registradas ontem na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. A guerra entre membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Sindicato do Crime do RN deixou um saldo de pelo menos quatro mortes, segundo relatou por celular um preso de dentro da unidade. Durante a manhã, a situação voltou a ficar tensa e os dois grupos criminosos chegaram a se enfrentar.
 
Segundo disse o preso à reportagem, pelo aparelho de um familiar, o clima era de horror. Ele frisou que a situação está praticamente insustentável. “A situação aqui tá f.... Hoje o negócio foi pesado. A gente não vai descansar até que ‘esses PCC’ saia daqui”, afirmou.
 
O preso, membro do Sindicato, contou que havia, pelo menos, dois mortos de cada facção. “Eles [PCC] perderam uns dois. Conseguimos pegar uns dois deles. A gente perdeu uns dois irmãos também”, confirmou o interno.
 
As mortes foram confirmadas ontem pelo secretário da Justiça e da Cidadania, Wallber Virgolino. O Estado só não fechou um número que indique ao certo quantos morreram.
 
O apenado que falou com o NOVO também relatou como está a situação dentro dos pavilhões. Os apenados tomaram praticamente toda a comida da cozinha. Faz tempo que ele não come direito também, conta. O interno também destacou estar há três dias sem tomar banho.
 
Os presos também  buscam ser observados. A todo momento acenam para familiares que estão no morro onde a imprensa também se concentra para ter uma visão privilegiada da unidade. Também acenam para os fotógrafos. Foi o caso do detento que conversou com a reportagem do NOVO. Ele estava sobre o telhado do Pavilhão 1, quando entrou em contato com um parente. Na conversa, eles combinaram de acenar para que o apenado fosse fotografado pelos fotógrafos que cobrem a rebelião.

Crise em Alcaçuz - Cenas de guerra dentro da penitenciária

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O sexto dia de crise do sistema prisional do Rio Grande do Norte foi marcado por conflitos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, Grande Natal. No final da tarde, o BP Choque entrou no presídio para negociar com os detentos e acalmar a tensão entre as duas facções rivais, que entraram em confronto durante a manhã. A rebelião foi responsável pela morte de detentos, mas ainda não é possível precisar quantos presos foram mortos.
 
O BP Choque entrou na unidade prisional por volta das 17h e permaneceu cerca de 20 minutos para reorganizar os apenados. No entanto, quando a força especial da Polícia Militar chegou à unidade, a situação já havia sido controlada pelos próprios detentos, que atearam fogo dentro do Pavilhão 3, possivelmente com o intuito de dispersar o motim.
 
Ainda no final da tarde, agentes da Força Nacional que trabalham no policiamento externo de Alcaçuz prenderam um homem que portava munições nas proximidades da penitenciária. Após a saída do Batalhão de Choque da Polícia, os detentos passaram a noite sozinhos no presídio. A Polícia Militar e a Força Nacional permaneceram no entorno de Alcaçuz para evitar fugas.
 
Ontem pela manhã a Penitenciária de Alcaçuz voltou a ser palco de uma verdadeira guerra entre facções criminosas. Por volta de 10h30 a movimentação se intensificou dentro do presídio. Os disparos e bombas de efeito moral por parte dos guariteiros demonstravam que a situação não estava tranquila. Logo uma correria tomou conta do lugar.
 
Os internos do Pavilhão 5, também conhecido como Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, filiados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), conseguiram avançar sobre o território onde estavam os membros do Sindicato do RN, grupo criado no estado. Foi então que começaram as cenas de barbárie, novamente.
 
O Pavilhão 3 teria sido tomado durante a ofensiva do PCC. Até então, o prédio era dominado pela facção potiguar. O Sindicato recuou durante a invasão. Bombas e disparos eram ouvidos vindos das guaritas. Os detentos dos dois grupos arremessavam pedras ou quaisquer objetos que estivessem próximo contra o outro lado. Era uma verdadeira batalha por território, imagens muito parecidas com o visto em cenas de guerra na televisão. Os feridos eram retirados do conflito por companheiros, carregados em carrinhos de mão. Eram deixados mais afastados, mas sem ajuda médica.
 
Após a correria cessar, cada facção foi para um lado. De longe, onde a reportagem estava, em cima de um morro próximo à penitenciária, a impressão é que as facções se concentravam para montar defesas e planejar um possível ataque. Presos, como é uma das cenas mais vistas nesses últimos dias, permaneciam sobre os telhados das pavilhões, assim como as bandeiras tremulando.
 
O helicóptero Potiguar 1, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), mais uma vez foi acionado para dar apoio aéreo pela manhã. Após o fim do confronto, o clima permaneceu tenso, mas poucos disparos foram ouvidos. Depois do combate campal, cada facção parecia tentar demonstrar força com a voz: o que se ouvia era muitas ofensas de lado a lado. “Uh, vai morrer!” era um dos gritos de guerra mais proferidos de dentro da unidade.
 
“Trabalho é tentar conter uma carnificina”, diz diretor
 
Durante o conflito de ontem em Alcaçuz, a informação era a de que o diretor da unidade, Ivo Freire, havia sido atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça. Teria sido por raspão. Depois, a informação era de que teria sido uma pedrada. Contudo, o diretor negou a informação. Em contato com a reportagem do NOVO, por telefone, no início da tarde, Ivo confirmou que foi alvo do ataque dos presos, mas disse que passa bem.
 
“Eles jogaram pedaços de pau e pedra contra mim e agentes penitenciários. Nós voltamos para o interior da parte administrativa do presídio, mas ninguém ficou ferido com gravidade. Eu estou bem. Não fui baleado”, contou Freire.
 
Ainda segundo ele, o clima no interior da penitenciária era muito tenso. “Os detentos continuam brigando e trocando ameaças. O trabalho da polícia e dos agentes penitenciários é de tentar conter uma carnificina dentro da unidade”.
 
Alcaçuz vive momentos de tensão desde o último sábado, quando membros do PCC, no Pavilhão 5, aproveitaram o final do período de visitas para tomar o prédio e avançar sobre o Pavilhão 4, ocupado por integrantes do Sindicato. O resultado foi uma matança de 26 detentos filiados à faccão potiguar.
 

Polícia prende nove suspeitos de participação nos ataques a ônibus em Natal

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O delegado geral adjunto da Polícia Civil do RN, Correia Júnior, anunciou que 10 pessoas foram presos e um homem morreu em confronto com forças policiais por envolvimento nos ataques operados no estado.
 
O delegado informou que os suspeitos portavam gasolina e objetivavam incendiar veículos por Natal. No celular deles, informou Correia, havia registros de contatos de ordens para a prática dos crimes nas ruas. Todo o material apreendido será investigado pela polícia.
 
O suspeito que morreu após reagir à prisão, de acordo com o delegado Correia Júnior, foi baleado pelos policiais na Avenida Engenheiro Roberto Frente, em Capim Macio, na Zona Sul de Natal.
 
O delegado geral adjunto informou que as investigações prosseguem, para a identificação e prisão de mais gente envolvida nos atentados, que estão cooperando com as ações orquestradas por membros da facção Sindicato do Crime do RN.
 
Entre os detidos está também um homem apontado como o autor de um vídeo postado no YouTube em que ameaça policiais. Além dos celulares, também foram apreendidos galões de gasolina com os suspeitos.

Sejuc confirma mais mortos e feridos no Alcaçuz

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O secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino, confirmou que há mais mortos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz após a rebelião ocorrida ontem.
 
O secretário afirmou ainda que no motim registrado na Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó, um detento morreu e sete ficaram feridos. “Não vou dizer um número sobre os de Alcaçuz para depois não me chamarem de mentiroso”, disse.
 
Wallber Virgolino negou ainda as declarações a ele imputadas pela Época, no site da revista, ontem. “Jamais falaria que o governador Robinson Faria, um homem por quem tenho grande respeito e a quem devo lealdade, desrespeitou o setor de inteligência, que tem trabalhado firme para contornar essa crise em que vivemos. Opiniões diferentes podem existir, mas o espírito é de união na busca de soluções. Eu entrei nessa batalha junto com o governador e vamos sair dela juntos”, declarou Virgolino, em nota enviada à imprensa.
 
A publicação diz que o secretário afirmou que o governador desrespeitou o Setor de Inteligência do sistema prisional ao aprovar a transferência de detentos da facção potiguar Sindicato do Crime (SDC), rival da paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).

Itep identifica mais três corpos de detentos da Penitenciária de Alcaçuz

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O Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) identificou nesta quinta-feira (19), mais três corpos dentre os 26 retirados da Penitenciária Estadual de Alcaçuz durante a rebelião na unidade prisional ocorrida no domingo passado.  Os corpos foram identificados como Carlos Cleyton Paixão, Francisco Adriano Morais dos Santos e Anderson Matheus Félix dos Santos. Todos foram reconhecidos graças a exames papiloscópicos. Até o momento o Itep conseguiu fazer a identificação de 19 dos 26 corpos.  
 
Os outros 16 são de Tarcisio Bernardino da Silva, Antônio Barbosa do Nascimento Neto, Jefferson Souza dos Santos, Jefferson Pedroza Cardoso, Anderson Barbalho da Silva, George Santos de Lima, Diego de Melo Ferreira, Luiz Carlos da Costa, Eduardo Reis, Charmon Chagas da Silva, Diego Felipe Pereira, Lenílson de Oliveira Pereira da Silva, Marlon Pietro do Nascimento, Cícero Israel de Santana, Felipe René Silva de Oliveira e Willian Andrei Santos de Lima.
 
O trabalho de identificação conta com o apoio da Polícia Federal, que enviou papiloscopistas para ajudar no processo. A expectativa é de que mais corpos sejam identificados na quinta (19) e sexta-feira (20).