Operação da Polícia Civil prende cinco por homicídios no interior

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A Polícia Civil, com apoio da Polícia  Militar, prendeu cinco pessoas na manhã desta quinta-feira (29), em São Paulo do Potengi, localizado na região Agreste do estado. A Operação Boldness cumpriu cinco mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão domiciliar.
 
A ação policial desarticulou uma organização criminosa que agia na região do Potengi na prática de homicídios. Os presos são investigados pela prática de seis assassinatos ao todo, dentre os quais o do agente penitenciário David Max Silva Ramos, ocorrido em maio deste ano, quando foi alvejado  por mais de quinze tiros.
 
Os suspeitos ainda são investigados pelos homicídios de Francisco Moneilson Dantas Coelho, ocorrido em 12 de novembro deste ano; Marcílio Carlos de Medeiros, ocorrido no último dia 3 de dezembro; Francisco de Assis Gomes dos Santos, ocorrido no último dia 22, além dos homicídios tentados de José Carlos do Nascimento, em 10 de dezembro e William José de Lima, ocorrido em 17 de outubro. Todos os crimes foram praticados em São Paulo do Potengi.
 
A maioria dos homicídios estão relacionados com o tráfico de drogas na região. Foram presos: Renato da Silva Medeiros, 26 anos; José Erick Dantas Sales, 29; Alison Cosme, 24; Diego Salviano da Silva, 25; e Valdenilson da Silva Quirino, 21.
 
A Operação Boldness aconteceu nas primeiras horas desta manhã, com a participação de policiais civis da 1° Regional de São Paulo do Potengi (com apoio das Delegacias Municipais de Lajes, Bom Jesus, Santa Maria, São Tomé e Riachuelo) juntamente com auxílio da Polícia Militar de São Paulo do Potengi, Eloi de Souza, Serra Caiada, São Tomé e o Grupo Tático Operacional (GTO) de João Câmara.
 
 

Defesa de viúva de empresário presa questiona investigação policial

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O advogado de defesa de Martha Renatta Borsatto, suspeita de ter sido mentora intelectual do assassinato de seu ex-marido, o empresário Ademar Miranda Neto, questiona o trabalho de investigação da Polícia Civil e as alegações que basearam a prisão de sua cliente. Fernandes Braga assumiu há cinco dias a representação legal da mulher de 36 anos, no dia em que ela foi detida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em 8 de dezembro. Ele alega que o trabalho investigativo policial foi falho e que a mulher foi presa como "bode expiatório".

O crime que matou Ademar Miranda, 58, ocorreu na noite do dia 7 de junho deste ano. A vítima dirigia na Avenida Engenheiro Roberto Freire, Zona Sul, quando foi assassinada a tiros por dois criminosos em uma motocicleta. Renatta foi presa temporariamente (por 30 dias) e agora aguarda, no Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino de Parnamirim, decisão do Judiciário quanto a um Habeas Corpus, pedido por seu novo representante.

Segundo Braga, a prisão de sua cliente foi indevida, já que haveria indícios de que uma outra pessoa apresentava uma conduta de ameaça ao empresário, com problemas de relacionamente desde 2010: a ex-esposa de Ademar (companheira dele antes de Renatta). De acordo com documentos apresentados pelo advogado, a outra mulher já teria solicitado, há seis anos, para seu então namorado matar o hoteleiro.

Essa informação teria sido ocultada à Justiça no pedido de prisão emitido pela polícia, revela o advogado. Martha Renatta foi presa na última quinta-feira após prestar um depoimento na DHPP. Os investigadores alegam que ela, além de se contradizer em suas oitivas, ainda tentou interferir no inquérito após buscar testemunhas e pedir que elas contratarem um advogado de sua confiança e combinar depoimentos.

Fernandes Braga questiona essa alegação, defendendo que não há qualquer registro legal dessa acusação por parte da Polícia Civil. "Não houve obstáculo, é uma alegação inverídica", acusa o defensor.

Acusado de atirar em vigilante que ficou paraplégico é preso

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Um homem preso pelos policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar (9ºBPM) na madrugadada terça-feira (10), após roubar um bar próximo ao viaduto da Urbana e colocar objetos na Avenida Bernardo Vieira, no bairro das Quintas, em Natal, no intuito de praticar assaltos contra os motoristas que trafegassem naquela via, confessou ao delegado Jodelcir Pinheiro, da 12ª Delegacia de Polícia Civil, que foi o responsável pelo tiro que deixou um vigilante paraplégico durante assalto a uma farmácia, no dia 4 de abril deste ano, no bairro de Igapó, na zona Norte de Natal. A informação é da assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança

Glaydson Emanuel Rosendo da Silva, de 18 anos, tinha na época do crime 17 anos. Um adolescente, também envolvido no crime contra o vigilante Jeimyson Nunes de Azevedo, de 26 anos, já havia sido detido e cumpre medidas sócio-educativas.

No dia do crime, Glaydson Emanoel Rosendo da Silva, acompanhado de outro adolescente, rendeu o vigilante e após retirar o colete e a arma da vítima atirou contra Jeimyson Azevedo, que ficou com sequelas. Ao delegado, o suspeito negou que tivesse intenção de atingir o vigilante.

“Nossos policiais já haviam identificado que ele tinha efetuado o disparo, mas não tínhamos ainda o localizado. Ao serem presos pela Polícia Militar, nossos policiais tiveram a preocupação de observar e confirmar que realmente foi ele quem atirou. Ele diz que seu interesse era amedrontar as pessoas presentes no estabelecimento”, disse o delegado.

De acordo com o delegado Jodelcir Pinheiro, a comprovação já consta no inquérito. “Já é certo que foi ele quem atirou. Ele já confessou”, disse o delegado da 12ª Delegacia de Polícia Civil.

Como Gleydson Emanuel foi preso em flagrante por roubo à mão armada nesta segunda-feira, ele agora responderá separadamente pelos dois crimes cometidos.

Saiba mais

Nesta terça-feira, Glaydson Emanoel Rosendo da Silva foi preso de posse de um revólver calibre 32, duas TVs roubada de um bar, garrafas de bebidas, dinheiro e outros pertences de vítimas roubadas em um estabelecimento nas Quintas. No momento da prisão, o infrator estava acompanhado de Iraclan do Nascimento Queiroz, também com 18 anos.

Diárias operacionais no Carnaval custarão mais de R$ 700 mil ao Estado

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A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) apresentou na manhã desta sexta-feira (5), durante entrevista coletiva, o plano de segurança pública para desenvolver a Operação “Carnaval Mais Seguro”. O investimento feito pelo Governo do Estado em diárias operacionais e viagens para agentes de segurança no período será de R$721 mil, sendo R$ 600 mil para a Polícia Militar, R$ 21.200 mil para o Corpo de Bombeiros e R$ 100 mil para a Polícia Civil.

A operação "Carnaval Mais Seguro" contará com um efetivo diário de 1.598 policiais militares. Destes, 334 atuarão na região Metropolitana, 1.109 no interior e outros 155 especificamente no policiamento de trânsito.

O planejamento operacional será promovido com ações conjuntas da Policia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Técnico-Científico de Polícia do RN, integradas a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal, Guardas Municipais e Serviço Móvel de Urgência (SAMU). As ações começam na noite desta sexta-feira (05) e se estendem até a Quarta-feira de Cinzas (10).

Mais de cinco mil policiais militares trabalharão durante o carnaval   
 
O Comando Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte empregará um efetivo de 1.598 policiais, diariamente, na prestação de serviços de policiamento preventivo, ostensivo e de orientação do trânsito em Natal e no interior do Rio Grande do Norte. A PM garantirá um reforço extra no policiamento em cidades polos do interior do estado, além de Natal e Parnamirim e as praias dos litorais Sul e Norte.   
 
No interior do estado, o efetivo será reforçado nas principais cidades do Estado, como Caicó, Nova Cruz, Pipa, Tibau do Sul, Sabaúma, Barra do Cunhaú, Canguaretama (Centro e no Balneário de Piquiri), Baia Formosa, Sagi, Pedro Velho, Goianinha, Lagoa Salgada, Santo Antônio, Macau, Mossoró, Gov. Dix-Sept Rosado, Baraúna, Apodi, Felipe Guerra, Itaú, Rodolfo Fernandes, Severiano Melo, João Câmara, Bento Fernandes, Caiçara do Norte, Pedra Grande, Touros, Rio do Fogo, São Miguel do Gostoso, Maxaranguape, Pureza, Ielmo Marinho e Poço Branco.
 
Em Caicó, onde está previsto para ocorrer eventos na Ilha de Santana e nas praças do Coreto e José Augusto, a PM terá a sua disposição a Plataforma de Observação Elevada (POE) para ser utilizada como Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICCM), com a finalidade de melhorar a comunicação entre a PM, a Policia Civil e os demais órgãos envolvidos, e o desempenho operacional.   
 
Já o Comando de Policia Rodoviária Estadual (CPRE) trabalhará no sentido de interditar o tráfego de veículos os locais reservados aos festejos carnavalescos, efetuar o controle e desvio de tráfego, a fim de permitir uma maior fluidez no trânsito e na proteção aos pedestres. Ao todo, o CPRE contará com 155 policiais militares, diariamente, que atuarão distribuídos nas cidades de Natal, Extremoz, Guamaré, Areia Branca, Assu, Touros, Macau, Tibau, Lajes, Porto do Mangue, Jardim do Seridó, Jardim de Piranhas, Currais Novos, Parelhas, Cerro Cora, Pau dos Ferros , Almino Afonso, Frutuoso Gomes, Riacho da Cruz, Tenente Ananias, Nova Cruz, Santa Cruz, Pipa, Barra de Cunhaú, Baia Formosa, entre outros.  
 
Policia Civil terá 20 delegacias trabalhando em regime de plantão 24 horas   
 
O Plano Operacional da Delegacia Geral da Policia Civil (Degepol) para o carnaval pretende garantir a segurança e tranquilidade dos veranistas, moradores e comerciantes, tanto da Região Metropolitana de Natal, quanto do interior do Estado, desenvolvendo as funções de Policia Judiciária, visando a confecção de boletins de ocorrência e lavratura de autos de prisão em flagrante delito, termos e boletins circunstanciados de ocorrência.   
 
Para a Operação Carnaval 2016, a Diretoria de Policiamento do Interior (DPCIN) contará com um efetivo de 388 policiais civis e a Diretoria de Polícia Civil da Grande Natal (DPGRAN) terá 100 totalizando 488 policiais civis, entre agentes, escrivães e delegados.   
 
Durante o período, as delegacias localizadas nos municípios de São Paulo do Potengi, Mossoró, Assú, Apodi, Tibau, Caicó, Pau dos Ferros, Macau, Pipa, Nova Cruz, Patu, Alexandria, Santa Cruz, João Câmara estarão de plantão 24 horas, além das delegacias de Touros, Muriu, Pirangi e das especializadas DENARC (Narcóticos), DCA (Exploração sexual de crianças e adolescentes) e DEATUR (Turista).   
 
Em Natal, as delegacias de plantão da Zona Norte e Zona Sul funcionarão normalmente.  
 
Corpo de Bombeiros contará com 14 postos de guarda-vidas no litoral durante o Carnaval   
 
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) contará com 150 militares, diariamente, que atuarão na Região Metropolitana de Natal e no interior do Estado.   
A Operação Litoral Mais Seguro contará com um efetivo de 46 guarda-vidas, diariamente, que atuarão em 14 postos distribuídos nas praias da Redinha, Praia do Forte, Praia do Meio, Praia dos Artistas, Praia de Areia Preta, Ponta Negra, Búzios, Camurupim, Praia da Barra (Tibau do Sul), Praia do Amor (Tibau do Sul), Emanuelas e Ceará (Tibau). O objetivo é desenvolver ações de prevenção, fiscalização, orientação e resgate nas diversas praias do litoral potiguar.   
 
Regional de Caicó do ITEP terá equipe de perícia no período de momo  
 
O Chefe de Gabinete do Instituto Técnico-Científico de Polícia, Marcos Brandão, confirmou nesta sexta-feira (5), durante coletiva na Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Defesa Social, o reforço do efetivo da Regional de Caicó e o emprego de quase 180 servidores para atender a demanda de exames e perícias nas três unidades do Instituto (Natal, Caicó e Mossoró) durante o período carnavalesco.  
 
De acordo com Marcos Brandão, nos quatro dias da operação "Carnaval 2016" cada uma das unidades do ITEP contará com pelo menos uma equipe de perícia escalada, diariamente, de plantão, para atender as solicitações das autoridades policiais e do Judiciário.  
 
"Habitualmente a Regional de Caicó não conta com essa equipe de perícia, mas em razão do aumento do fluxo de pessoas na cidade e da probabilidade  de acionamentos nesses dias de momo, decidimos escalar um perito extra, em caráter preventivo", explicou. 
 

Promotores criminais criticam exoneração de comandante da PM

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Um nota publicada nesta sexta-feira (22) por promotores de justiça com atuação na área criminal lança criticas à mudança na cúpula da Polícia Militar no Rio Grande do Norte. A alteração no comando, segundo o governador Robinson Faria, é uma resposta à escalada de violência que assola o Estado. No entanto, os promotores tratam a demissão como "deselegante".
 
A nota diz que saída do coronel pode ser eleita "como bode expiatório pelo o fracasso das políticas governamentais na área de Segurança Pública". O texto é assinado pelos promotores Fausto F. de França Júnior, Sílvio Ricardo de Andrade Brito, Emanuel Dhayan Bezerra de Almeida e Márcio Cardoso Santos.
 
Os autore do texto classificaram o atual Governo como o “pior dos últimos tempos em matéria de Segurança Pública”.
 
Ainda de acordo com os promotores,  o atual governo tem procurado isolar a Polícia Militar. "Tudo em nome de uma hegemonia bacharelesca na política da segurança pública, onde alguns sem nenhum trabalho relevante no exercício profissional, ditam unilateralmente a gestão do sistema", detalha o texto. 
 
A nota também lança críticas em direção à Polícia Civil do Estado, que passou incólume pelas recenets mudanças no sistema de segurança. "A Polícia Civil tem se mostrado uma instituição deficiente e incapaz de combater a macrocriminalidade", afirmam os promotores.
 
Leia a nota:
 
Nós, Promotores de Justiça com atuação na área criminal, assistimos ontem constrangidos a notícia de demissão do Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte - PMRN, Coronel Ângelo. A demissão, para dizer o mínimo, foi deselegante.
 
Vimos, mais uma vez, a PMRN, na figura do seu Comandante Geral, ser eleita como bode expiatório do fracasso das políticas governamentais na área de Segurança Pública, justamente a PM que é a instituição que ainda consegue, com toda dificuldade, prestar algum serviço à segurança publica potiguar.
 
A atual política de segurança do Governo Robinson Farias tem procurado a todo custo isolar e apequenar a Polícia Militar, tudo em nome de uma hegemonia bacharelesca na política da segurança pública, onde alguns sem nenhum trabalho relevante no exercício profissional, ditam unilateralmente a gestão do sistema.
 
O Governo atual é sem dúvida o PIOR dos últimos tempos em matéria de Segurança Pública. Conseguiu enfraquecer ainda mais a PM e, para piorar, perdeu totalmente o controle do Sistema Penitenciário - SISPEN, despejando nas ruas bandidos de alta periculosidade, retroalimentando assim a criminalidade.
 
A PM, o MP ou mesmo o Judiciário são incapazes de dar conta da segurança pública se o SISPEN não conseguir sequer manter os atuais presos encarcerados.
 
Não há planejamento claro, não há projetos, não há metas e tarefas transparentes para serem cobradas e, sobretudo, não há disposição para enfrentar os vícios do sistema. Tem-se, por exemplo, uma Polícia Civil com centenas de novos profissionais, nomeados nos últimos 02 anos, porém com o mesmo grau de ineficiência, dada sobretudo a falta de impessoalidade na gestão de pessoal, de controle de resultados, de comando, sem treinamento adequado, sem doutrina inicial e muitas das vezes sem boas referências profissionais. Por tudo isso, a Polícia Civil tem se mostrado uma instituição deficiente e incapaz de combater a macrocriminalidade, o que tem sobrecarregado a Polícia Militar.
 
O pouco que vemos de trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil é fruto do esforço pessoal de algum delegado ou de uma equipe, e não de uma postura da instituição de busca por resultados.
 
Também, não é para menos. O próprio Delegado-Geral é réu em ação de improbidade emblemática, que expressa a velha prática do compadrio e da ausência de impessoalidade na gestão Robinson Farias.
 
Deixamos aqui, portanto, nossa solidariedade à PMRN, instituição que, no dia de ontem, foi mais uma vez ultrajada pela política clientelista do Governo Robinson Faria na segurança pública.
 
Fausto F. de França Júnior
Promotor de Justiça
 
Sílvio Ricardo G. De Andrade Brito
Promotor de Justiça
 
Emanuel Dhayan Bezerra de Almeida
Promotor de Justiça
 
Márcio Cardoso Santos
Promotor de Justiça

Justiça determina retorno de delegado ao comando da Dehom

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O delegado Fábio Rogério, afastado desde outubro do ano passado da Delegacia Especializada em Homicídios (Dehom), deve voltar a reassumir o cargo nos próximos dias. O retorno acontece por força de uma decisão judicial, expedida na tarde da última terça-feira (19), suspendendo os efeitos da portaria que tirava dele a titularidade da delegacia.
 
Nas redes sociais, Fábio Rogério comemorou a determinação do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Dr. Airton Pinheiro, que sentenciou o retorno imediato do delegado à titularidade Dehom.  Segundo ele, o processo que o transferiu da Homicídios para a Delegacia de Parnamirim foi motivada “por pura perseguição da Degepol [Delegacia Geral da Polícia Civil no Rio Grande do Norte]”.
 
A Ação Ordinária nº 0800305-92.2016.8.205001 tornam inválidos os efeitos da Portaria de nº 634, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 17 de outubro de 2015, que transferiu o delegado para a 1ª DP de Parnamirim. A decisão, porém, data de antes (15 de outubro de 2015), apenas dois dias após Fábio Rogério ter feito duras críticas à Degepol, revelando a falta de estrutura e efetivo que, de acordo com ele, impossibilitava a resolução rápida dos casos investigados.
 
De licença médica em Pernambuco, o delegado conversou por telefone com a reportagem do NOVO. Ele relata ter recebido com “muita alegria” a decisão do juiz Airton Pinheiro, que teria retirado um “grande peso” de suas costas. “Sinto um alívio grande, porque o juiz entendeu, com base nas provas, que tudo isso que inventaram eram informações falsas, mentiras”, afirma Fábio. “Eu nunca me conformei com as acusações contra mim e, por isso, eu trato esse retorno como uma vitória”, complementa.
 
As “informações falsas”, citadas pelo delegado, diz respeito às suspeitas de que ele estaria envolvido com a venda de dois inquéritos, que estavam na Dehom, para traficantes de drogas. A negociação, segundo denúncias da época, teria custado aproximadamente R$ 150 mil. O crime teria acontecido durante a gestão de Fábio Rogério à frente da delegacia especializada.
 
Ele acredita que a queixa foi uma forma de represália por ter levado a público a situação da Homicídios e acusar a Degepol de promover, o que chamou na época, de “terrorismo administrativo”. 
 
“Como o delegado-geral [Stênio Pimentel] não me recebia para conversar, decidi expor a situação para a imprensa, e tudo isso aconteceu como uma retaliação”, explica.
O delegado também informa que o processo contra ele ainda não terminou. A ação é apenas uma medida suspensiva para que ele possa retornar ao trabalho na Dehom.
 
Não há, porém, uma data exata para que Fábio Rogério reassuma a pasta. O delegado deve retornar para a capital potiguar ainda nesta semana e, somente então, deve ser iniciado os trâmites para sua transferência de volta para a Delegacia Especializada de Homicídios.
 
De acordo com a assessoria de imprensa da Degepol, a decisão judicial que determina o retorno do delegado afastado deve ser cumprida para, apenas depois, ser contestada.
No entanto, até o momento do fechamento desta reportagem, o delegado-geral Stênio Pimentel ainda não havia sido notificado oficialmente da resolução da Ação Ordinária. De acordo com o setor de comunicação, a primeira decisão, a que desliga Fábio Rogério da Dehom, é a que continua valendo.
 
A Portaria nº 634, que aponta a dispensa do ex-delegado da Homicídios, cita como um dos motivos para o afastamento de Fábio Rogério a “insatisfação em desempenhar suas funções naquela unidade policial”.
 
MEMÓRIA
 
Em outubro do ano passado, o então delegado da Dehom, Fábio Rogério, fez duras críticas à Degepol, após o órgão ter transferido diversos agentes do efetivo da Homicídios para a Divisão Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deicor). As declarações causaram um mal-estar, que resultou na exoneração do titular.
 
Em novembro, surgiu a denúncia de que dois inquéritos policiais teriam sido vendidos para traficantes de drogas por R$ 150 mil, enquanto Fábio Rogério ainda estava a frente da Dehom. A informação foi apontada como uma das justificativas para que ele fosse retirado do comando.
 
Na época, o delegado se defendeu, dizendo à reportagem do NOVO: “Sou honesto, tenho um nome a zelar. Isso é tudo mentira da Degepol. Vou processar quem falou, o policial que disse isso. E o delegado geral provavelmente também será processado, porque está me difamando pela cidade”.