Novo RN discute alternativas à crise

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O economista Marcos Nóbrega é o convidado para a próxima edição do seminário Novo RN. A palestra “Um olhar diferenciado sobre a crise” será ministrada na segunda-feira (26) para empresários, lideranças políticas e representantes da sociedade civil, no Holliday Inn, durante almoço que começa às 12h.

Pós-doutor pelas Universidades de Harvard e Lisboa e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Marcos vai mostrar no evento promovido pelo NOVO as razões da crise atual, as semelhanças com recessões passadas e alternativas para sair dela. O especialista também vai opinar sobre o desenho do crescimento do país nos próximos anos, sobretudo do Nordeste, região que ele vê com otimismo.

“O Nordeste ainda é pobre, mas muito menos pobre do que era há 20 anos. O crescimento da região comparado com outras foi enorme”, disse em entrevista ao Novo, publicada na edição de 11 de outubro.
Agora, Marcos Nóbrega, que assina coluna no jornal, acredita que falta um “debate maduro” acerca dos problemas econômicos do Brasil. “Há muito pessimismo infundado e temos que discutir as saídas para esse imbróglio”, diz ele, adiantando que é difícil prever se os índices de confiança no empresariado voltarão a subir neste governo.“Temos que sair da crise política para clarear a economia. Enquanto isso, o empresariado estará em compasso de espera”, alerta.

O evento será aberto pelo jornalista Cassiano Arruda, que vai mediar a conversa entre Marcos Nóbrega e os formadores de opinião presentes. Após a exposição inicial (30 minutos) do palestrante, é aberto espaço para que os convidados façam perguntas. A duração média do evento é de duas horas.

O “NOVO RN” foi criado em março de 2013 com o nome de Novo Fórum e sua proposta se alinha à missão do jornal, que é de ser “novo” pela forma diferenciada de apresentar a informação, com uma equipe comprometida com a verdade e também com o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.A ideia é discutir de forma ampla temas interessantes ao estado e buscar soluções, a partir de oportunidades. 
O primeiro encontro foi com o empresário Flávio Rocha, do grupo Guararapes. Depois participaram o atual procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis; os diretores da OAS Arenas – responsáveis pelo estádio Arena das Dunas.

Quem também teve voz à mesa do projeto foi o governo do RN. A conversa foi sobre o “Mais RN” – projeto criado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação das Indústrias do RN (Fiern) para servir de referência ao estado pelos próximos 20 anos.

O Instituto Metrópole Digital (IMD) e as contribuições da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para a expansão da área de tecnologia da informação (TI) também foram pautas de discussões com os empresários. O ciclo do primeiro ano do projeto foi encerrado com o empresário Gabriel Calzavara, da Atlântico Tuna.

Depois de pausa em 2014, o NOVO RN foi retomado em setembro de 2015 com o advogado paulista Terence Trennepohl, especialista em direito ambiental. A volta do projeto foi parte de uma série de mudanças do jornal, que teve reformulado o projeto gráfico, design do portal, organização do trabalho e até ganhou nova sede.
Flávio Azevedo foi o segundo convidado da nova etapa, em setembro.

PERFIL

Marcos Nóbrega é economista formado pela UFPE, administrador de empresas pela Unicap e Bacharel em Direito (UFPE), tendo mestrado e doutorado pela Faculdade de Direito do Recife, UFPE – da qual também é professor. Além disso, é Conselheiro Substituto do Tribunal de Contas de Pernambuco. Tem ainda dois pós-doutorados na Universidade de Harvard, na Harvard Law School e na Harvard Kennedy School of Government, bem como na Faculdade de Direito de Lisboa (FDUL). Publicou onze livros, destacando-se “Infrastructure in Emerging Markets: Theory and Practice” , publicado na Alemanha e em parceria com o advogado Terence Trennepol.

 

 

Turismo no RN não sofreu queda por causa dos ataques, aponta setor

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O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH). José Odécio Rodrigues Júnior, disse que até o momento não há notícias de cancelamentos de hospedagem na rede hoteleira do estado em face da onda de ataques a ônibus e prédios públicos que Natal e cidades do interior sofreram de sexta-feira até ontem, por grupos criminosos.

José Odécio Rodrigues Júnior disse que a crise que o setor vive é devido a crise econômica nacional, mas que não há nenhuma relação da ocupação hoje com a violência pontual dos ataques.

Mesmo sem cancelamentos, ele disse que a repercussão negativa na imprensa é preocupante para o estado.

O secretário de Turismo do RN, Ruy Gaspar, cuja família é tradicional do ramo hoteleiro no estado, disse que não houve nenhum cancelamento por causa das notícias. “Não houve ataques à população e a situação está voltando ao normal, principalmente, agora, com a presença do Exército”, comentou.

Segundo ele, não houve nenhum registro de ataques a pessoas e isso deve ser considerado na situação pontual. Ruy Gaspar disse que em conversas com pessoal do setor, por enquanto, a informação é que não houve nenhum impacto negativo para o turismo em razão dos ataques que não aconteceram em nenhum ponto de visitação turística. 

Cresce procura pelo RN entre turistas brasileiros e da América do Sul

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Natal na rota da valorização do turismo. A capital potiguar já aparece como terceiro maior destino do Nordeste, ficando atrás apenas de Porto Seguro e Fortaleza, de acordo com a lista da operadora de turismo CVC. A capital potiguar foi, inclusive, o destino que mais apresentou crescimento na região, com o aumento de 26% no ano de 2015 se comparado com o mesmo período de 2014.
 
Somente em janeiro deste ano, Natal registrou 86% de ocupação hoteleira. O número é 5% superior a 2015, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte. Pegando carona em uma série histórica, a ocupação média aumentou 20% levando em conta os anos de 2014 e 2015, que apresentaram 48% e 55,42%, respectivamente. Os dados também são da ABIH.
 
A arrecadação do turismo potiguar no ano passado foi de cerca de R$ 3,9 bilhões. Em 2014 foi de R$ 800 milhões. E mesmo em meio à instabilidade econômica que vivência o país, o último feriado apresentou índice satisfatório. A ocupação hoteleira na Semana Santa deste ano foi de 80%. No ano anterior foi de 73%.
 
A notícia foi compartilhada e comemorada pelo governador Robinson Faria em rede social. “Estou satisfeito em ver o resultado do nosso trabalho fortalecendo a atividade turística, fomentando a economia do nosso estado, gerando empresa e renda aos potiguares”, disse ele na publicação.
 
Outro dado é que uma das principais agências virtuais de viagem, a Decolar.com, também mostrou planilha em que Natal aparece como destino mais procurado do Nordeste em 2015. Segundo pesquisa deles, fora o turista brasileiro, com 58,69% da demanda, o argentino é quem mais procurou Natal, com praticamente o restante do percentual: 38,64%, seguido do Chile, com 1,87%.
 
Todos esses números foram apresentados pelo governo do estado durante o 45º Encontro Comercial Braztoa promovido dentro do WTM Latin America 2016, que ocorreu em São Paulo na última semana e reuniu mais de 650 expositores de diversos países.
 
O Estado foi representado por uma comitiva de 30 pessoas, entre empresários do setor, servidores da pasta de turismo do RN e o governador do Estado.
“No ano passado já registramos um crescimento no turismo do RN superior a 20%, mas meu principal ob-jetivo é fortalecer cada vez mais a atividade, gerando emprego e renda para o povo potiguar. Especialmente em um ano difícil para a econo-mia, o turismo precisa e deve receber uma atenção especial”, declarou o governador Robinson Faria.
Fatores para crescimento
 
Para o secretário de Turismo do estado, os números refletem o trabalho que o governo vem fazendo desde o início da gestão. 
“Desde o começo o governador sabia da importância de investir no turismo muito pela sua importância e reflexos diretos na economia”, disse. Ele ainda destacou que esse tipo de trabalho é novo no estado. “Antes nenhum outro governo investiu tanto no turismo”.
Para Ruy Gaspar, alguns fatores colaboraram para o crescimento, dentre eles a redução do ICMS incidente sobre o querosene de aviação, passando de 17% para 12%, o que propiciou ao governo assegurar 11 novos voos nacionais (quatro para São Paulo, quatro para Belo Horizonte, um para Campinas (SP), um para Goiânia e um para Brasília), a retomada das parcerias com as principais operadoras do Brasil (CVC, Visual, Tam Viagens, Azul Viagens e Hotel Urbano), pela primeira vez o RN participou da Feira de Lisboa com estande próprio e a articula-ção para o HUB da Latam.
Além desses, o governo assegurou 600 voos extras com a CVC durante o período de alta estação 2015/2016 (de dezembro ao final de fevereiro), o montante gerado pelos eventos captados pelo Natal Convention Bureau, por exemplo, subiu de R$ 63,6 milhões, em 2014, para R$ 77,8 milhões em 2015, revelou a gestão. 
Com os recursos próprios do governo, segundo projetos previstos para este ano pela Secretaria Estadual do Turismo, estão as melhorias para o Centro de Convenções, com  um novo pórtico, reforma do auditório principal, pintura de estruturas metálicas do pavilhão Morton Mariz e reforma dos banheiros.
Feira de oportunidades
No estande do RN, que contou com 50 metros quadrados, os visitantes receberam informações sobre o destino, as praias, cidades e as diversas vertentes oferecidas para atender aos turistas, como a gastronomia, o turismo de aventura, religioso, entre outros. Além disso, puderam degustar da castanha de caju, mel, caipifrutas de frutas regionais, a famosa paçoca de pilão e o camarão na manteiga da Dona Adalva, que atua há anos na culinária regional com restaurante em Pirangi.
Também foram divulgados os municípios de Mossoró e Santa Cruz, que trataram diretamente com as operadoras de todo o mundo sobre os potenciais desses municípios. Com isso, destaca Ruy Gaspar, titular da Secretaria Estadual do Turismo (Setur), foi possível contatar parceiros e futuros parceiros nacionais e internacionais do setor para alavancar ainda mais o turismo no Estado, “o que o torna o evento mais uma grande exibição dos potenciais do estado”. Segundo ele, uma comotiva formada por agentes de viagens e jornalistas peruanos vêm a Natal em setembro para conhecer o destino. O objetivo é apresentar as belezas do estado para, na sequência, poder vendê-lo.
“Recebi visita de pelo menos dez operadores perua-nos em nosso estande. Eles estão em busca de novos destinos no Brasil e Natal está na preferência”, complementou a presidente da Empresa Po-tiguar de Promoção Turística (Emprotur), Aninha Costa, que também ressaltou a participação do RN nesses eventos de turismo e o foco em alguns mercados potenciais ao fomento do turismo potiguar.
De acordo com ela, a gestão vai buscar viabilizar famtours e press trips, para “também consolidar esse mercado para nosso Estado”, comemorou ela, que também recebeu operadores de outros países latino americanos, além da Alemanha, Espanha e Itália. E além de fechar esse city tour, o secretário teve uma reunião com representantes da presidência da Inframérica. “Eles disseram que está caminhando”, referiu-se a definição do local onde será instalado o primeiro hub doméstico e internacional do grupo Latan no Nordeste, no qual o estado participa da seleção.
Além de Natal, Fortaleza e Recife estão na disputa para receber o centro de conexões de voos. O projeto prevê a geração de 10 mil empregos diretos e indiretos, bem como vai trazer um aporte de investimentos na ordem de R$ 5 bilhões de reais. E no último estudo sobre hub da Latam Airlines, em 2018, o número de passageiros no aeroporto que ganhar o hub deverá chegar a 3,2 milhões por ano, em 36 aeronaves operadas diariamente através do terminal escolhido.
 

Governança Inovadora vai apresentar 20 projetos prioritários para o RN

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O governo do estado vai enviar ainda neste semestre, à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), projetos de lei que deverão promover uma reforma administrativa na máquina pública potiguar. A informação partiu do próprio secretário de Planejamento do RN, Gustavo Nogueira, que comanda a implementação do projeto Governança Inovadora, com a proposta de modernizar a administração do estado. “Estamos agora nesse processo de redesenho da máquina pública”, afirmou. A previsão é que as mensagens sejam enviadas ao Legislativo em dois ou três meses.

O projeto foi tema da palestra proferida nesta segunda-feira (29), por Nogueira, a cerca de 50 convidados que participaram da primeira edição do fórum NOVO RN em 2016, promovido pelo NOVO. Por cerca de uma hora o secretário apresentou uma situação dramática das contas do estado e as soluções a médio e longo prazo, que só surgirão, segundo defende, com uma mudança estrutural na gestão, historicamente arcaica. “O estado é ineficiente, sedentário e muito burocrático”, taxou.

O Governança Inovadora foi iniciado há seis meses. De acordo com o secretário, ao longo desse tempo, 65 entidades e mais de 100 pessoas ligadas ao governo, à iniciativa privada e sociedade civil organizada participaram de reuniões e debates opinando a respeito dos projetos necessários para a reforma estrutural do estado. O plano vai estabelecer metas até o ano de 2035. Cada secretaria e órgão de governo vai ter suas próprias metas. O estado, entretanto, contará com uma carteira de 20 projetos prioritários que vão compor uma carteira principal. Eles serão acompanhados por um gabinete formado dentro do próprio governo.

“São vários projetos na área de saúde, educação, segurança, na área de geração de emprego, de renda e de melhoria do ambiente de negócios para empresas que queiram vir se instalar no Rio Grande do Norte. Projetos que foram discutidos tecnicamente, que agora serão discutidos no nível estratégico com os secretários e serão levados ao governador. Essa é uma carteira prioritária inicial”, explicou.

RN investe R$ 7,4 milhões para governança de longo prazo

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O governo do estado quer construir a partir de agora o Rio Grande do Norte das próximas duas décadas. O Governança Inovadora: projeto de modernização da gestão pública do estado que vai mudar o modelo administrativo do poder público  com foco no melhor gerenciamento dos recursos públicos, redução de gastos, profissionalização dos serviços e aplicação de metas e medição de resultados, explica o secretário de Planejamento do RN, Gustavo Nogueira. De acordo com ele, a sociedade tem papel fundamental nessa reestruturação. 
 
É o próprio Gustavo Nogueira quem vai explicar amanhã (29), a cerca de 50 convidados representantes de vários segmentos da sociedade civil organizada potiguar, a implantação e funcionamento do projeto. Ele será o palestrante da primeira edição do NOVO RN 2016. O fórum promovido pelo NOVO acontece ao meio-dia no hotel Holliday Inn na avenida Salgado Filho, em Natal. O evento terá duração de cerca de duas horas.
 
“Vamos apresentar o processo de elaboração do plano estratégico de desenvolvimento do Estado em parceria com a sociedade. O Governança Inovadora é um projeto que vai fortalecer a capacidade de governo para a adoção de um novo padrão de desenvolvimento para o Estado. Significa elaborar um plano estratégico e, ao mesmo tempo, modernizar a gestão pública”, afirma. 
 
O assunto vira tema de debate justamente no momento em que o estado enfrenta dificuldade orçamentária e financeira para fechar as contas mensais. Esse é um dos passos, aposta o governo, para se adaptar à nova realidade da economia do país e do mundo. 
 
“Conhecer o que o governo está planejando para os próximos anos interessa não somente aos servidores públicos, mas a todos, inclusive à iniciativa privada, porque, independentemente da crise, o estado continua sendo um importante indutor do desenvolvimento”, diz o jornalista Carlos Magno Araújo, conselheiro de relacionamento de comunidades e Marcas do NOVO.
 
ENTREVISTA
Gustavo Nogueira
Secretário de Planejamento do RN 
 
A governança inovadora já existe em outros locais do país ou do mundo?
Com esta configuração não. O projeto obviamente levou em consideração lições aprendidas de outras experiências de modernização da gestão e foi concebido, por um lado, a partir de componentes clássicos previstos nos termos de referência. Por outro lado, teve um caráter peculiar na definição da sua estratégia, metodologia e plano de trabalho buscando uma adequação às especificidades do Estado. Por isto recebeu a denominação de Governança Inovador. É acima de tudo um projeto criado para quebrar paradigmas e refundar o Estado do Rio Grande do Norte a partir do diálogo com a sociedade, uma determinação expressa do governador Robinson Faria. 
O senhor pode citar “cases” de sucesso?
São vários, especialmente no nível estadual. Destacaria as experiências de Pernambuco e de Minas Gerais. Pernambuco partiu de uma abordagem típica da governança contemporânea e teve como marca distintiva as reuniões de monitoramento e avaliação lideradas pelo governador, modelo que será também referência para o nosso projeto.  No caso de Minas Gerais, teve como característica marcante a adoção de uma estratégia dual baseada na combinação de medidas emergenciais de enfrentamento da crise fiscal de então, com medidas estruturantes voltadas para o estabelecimento de uma agenda de desenvolvimento de longo prazo sustentada num processo de inovação gerencial. Nos dois casos o desafio era o de introduzir uma nova cultura de gestão orientada para resultados de criação de valor público.
 
Qual o objetivo de implantar esse projeto aqui?
Por orientação do governador Robinson Faria, busca-se dotar o Estado de uma nova capacidade de governar orientada para o estabelecimento de um novo padrão de governança para o desenvolvimento numa perspectiva de longo prazo. Mais do que um projeto de Governo, o desafio é o de construir junto com a sociedade, um projeto de Estado, orientado para a geração de valor público.
 
De quanto é o investimento nesse projeto? E como isso foi possível?
O projeto surgiu a partir de uma licitação pública envolvendo seis empresas de consultoria reconhecidas no Brasil e fora do país. Dessa concorrência, o Instituto Publix saiu vencedor com a melhor nota técnica e a melhor proposta financeira no valor de R$ 7.485.357,48. Vale salientar que o valor da proposta inicial da Publix foi de R$ 8,8 milhões, mas após uma negociação com o governo a empresa aceitou reduzí-la, gerando uma economia de R$ 1,4 milhão para o Estado.  O projeto é financiado com recurso do Banco Mundial/RN Sustentável.  
 
Desde quando o governo começou a implantar esse projeto? 
Desde o dia 26 de agosto de 2015.
 
Em que fase está?
Nas frentes de processo e de estrutura estamos concluindo os estudos diagnósticos para em seguida adotar medidas visando promover maior racionalização e eficiência no funcionamento do Estado. Na frente de estratégia, estamos concluindo a etapa de formulação da nova agenda de desenvolvimento sustentável para, em seguida, encararmos o desafio da implementação.
 
Quando ele deverá estar pronto? É um processo contínuo?
Como diria um dos mais conceituados estudiosos no campo da gestão estratégica governamental, o chileno Carlo Matus: “o plano está sempre pronto e sempre por se fazer”. Trata-se de um processo de melhoria contínua que pressupõe ajustes em função de mudanças ocorridas nos ambientes externo e interno. 
 
Já existe algum resultado? Quais são as mudanças que o cidadão pode esperar? 
Do ponto de vista da gestão o principal resultado é a definição de uma estratégia que estabelece os rumos para a atuação do Estado nos próximos 20 anos. As principais mudanças estão relacionadas à simplificação e melhoria da qualidade dos serviços entregues ao cidadão, no ambiente de negócios e na eficiência operacional.
 
O que o estado vai ganhar com isso?
A existência de um plano de longo prazo contribui para a melhoria da confiança na relação do Estado com a sociedade. Contribui para a integração e sinergia de outras iniciativas visando a atração de investimento e o desenvolvimento do RN. Ou seja, o Estado brasileiro precisa superar a cultura da suspeita construindo um novo ambiente de confiança. 
 
Que mudanças práticas isso traz para o governo e para o cidadão em geral?
Maior racionalização no uso dos recursos públicos, mensuração do desempenho, responsabilização dos agentes públicos, adoção de ações corretivas, maior transparência na medida em que o governo passa a ter um referencial estratégico que vai orientar o seu funcionamento. A expectativa é a de que este padrão de governança produza impactos positivos nos principais indicadores do Estado.
 
Qual a participação do cidadão nesse processo?
O Projeto foi concebido em linha com o novo paradigma: governar com a sociedade. Por determinação do governador Robinson Faria, desde o inicio foram estabelecidos mecanismos de interlocução com os diversos segmentos da sociedade, quer sob a forma de grupos focais com a participação de 65 instituições públicas e privadas em 17 encontros, quer sob a forma de pesquisas interativas via internet envolvendo aproximadamente 400 pessoas com o propósito de ouvir expectativas e sugestões da população. 
 
Quem é o responsável pela governança inovadora? Quem trabalha nesse projeto?
Governança significa uma nova forma de governar baseada no desenvolvimento de capacidades para construir, implementar e avaliar a ação governamental. Assim, todos são co-criadores do processo de governar e, por conseguinte, corresponsáveis pelos seus resultados. Dentro do Governo o processo pressupõe a liderança do Governador e dos dirigentes de órgãos e implica no comprometimento de todos os servidores públicos. Na sociedade o processo pressupõe o exercício da cidadania ativa, a partir de diálogos permanentes com o governo na construção das agendas e na cobrança de resultados.
 
Quais são as perspectivas futuras?
As perspectivas vão depender do grau de apropriação do Projeto por parte da sociedade. Quanto maior o empoderamento, maior a legitimação para proceder às mudanças necessárias para a geração de valor público. 
 
 
 
 

Secretário de Planejamento fala ao NOVO RN sobre inovação

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A prometida modernização da gestão pública estadual será o tema do primeiro encontro do NOVO RN em 2016, marcado para a próxima segunda-feira (29), às 12h, no hotel Holliday Inn, em Natal. A palestra “Governança Inovadora: projeto de Modernização da Gestão Pública do Estado do Rio Grande do Norte” será apresentada pelo secretário de Planejamento do RN, Gustavo Nogueira, a uma plateia composta de autoridades e representantes dos segmentos público e privado potiguares. A entrada é exclusiva para convidados.
 
Nogueira afirma que durante o encontro vai apresentar o processo de elaboração do plano estratégico de desenvolvimento do estado em parceria com a sociedade, que terá uma visão de longo prazo: o ano de 2035.
 
“É um projeto que vai fortalecer a capacidade de governo para a adoção de um novo padrão de desenvolvimento para o Estado. Significa elaborar um Plano Estratégico de Desenvolvimento e, ao mesmo tempo, modernizar a gestão pública do estado por meio da revisão de processos e adoção de uma nova estrutura organizacional”, diz o secretário.
 
A partir disso, afirma, o estado deverá alcançar vários resultados. Além da definição de um rumo estratégico, melhoria da gestão, com maior racionalidade, profissionalização e valorização dos servidores, entre outros. Todo esse projeto, leva em consideração expectativas e demandas dos segmentos da sociedade, garante Nogueira. 
 
A implantação do projeto leva em conta três frentes específicas. A primeira é a estratégia, que visa estabelecer um plano de longo prazo. “Leva em consideração expectativas e demandas dos diversos segmentos da sociedade potiguar de forma a orientar a atuação do Estado para resultados que promovam o bem-estar da população”, explica.
 
A segunda frente são os processos, o que significa a revisão e aprimoramento dos macroprocessos e processos de oito órgãos do Estado: Educação, Saúde, Segurança, Assistência Social, Planejamento e Finanças, Recursos Humanos, Procuradoria e Controladoria.
 
A última frente é a estrutura.  “Visa realizar diagnóstico e proposição de realinhamento da estrutura organizacional, de todo o Estado, para a melhoria da eficiência operacional e alcance dos objetivos da nova estratégia”, diz.
 
O evento
 
O NOVO RN é uma ideia do fundador e colunista do NOVO, Cassiano Arruda Câmara. O projeto começou em março de 2013 sob o nome Novo Fórum, com objetivo de debater os principais questões que envolvem o Rio Grande do Norte. 
 
A ideia é discutir de forma ampla temas interessantes ao estado e buscar soluções, a partir de oportunidades e diálogo. “O debate acerca do tamanho do estado, e do papel dele, é predominante hoje em todo o país, tanto em razão da crise por que passa o Brasil, como pela qualidade da prestação do serviço público, que nunca foi a ideal”, diz o jornalista Carlos Magno Aráujo, conselheiro de relacionamento com comunidades e marcas do NOVO. “É também por isso que o tema apresentado pelo secretário Gustavo Nogueira é importante, sobretudo porque afeta não somente quem é servidor público, mas todo cidadão que deseja ver um estado mais eficiente”.
 
No primeiro ano do projeto, diversos encontros foram promovidos. O primeiro, com o empresário Flávio Rocha, do grupo Guararapes. Depois participaram o atual procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis; os diretores da OAS Arenas – responsáveis pelo estádio Arena das Dunas.
 
Quem também teve voz à mesa do projeto foi o Governo do RN. A conversa foi sobre o “Mais RN” – projeto econômico criado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômi-co (Sedec) e a Federação das Indústrias do RN (Fiern) para nortear o estado pelos próximos 20 anos.
 
O Instituto Metrópole Digital (IMD) e as contribuições da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para a expansão da área de tecnologia da informação (TI) também foram objetos centrais de discussão com os empresários promovida pelo NOVO. O ciclo foi encerrado com o empresário Gabriel Calzavara, da Atlântico Tuna.
 
Oficinas iniciais acabam amanhã 
 
As oficinas de detalhamento de projetos estratégicos promovidas pelo Governança Inovadora seguem até amanhã (26), quando as sugestões debatidas nos grupos de trabalho serão apresentadas aos técnicos do Estado. Os grupos vão propor nos próximos dias os projetos a curto, médio e longo prazo para as áreas de desenvolvimento, infraestrutura, rede de serviços e governança do RN. As oficinas acontecem nos períodos da manhã e tarde, na Escola de Governo.
 
Após essa fase, a carteira de projetos será encaminhada às respectivas secretarias e órgãos para análise dos gestores. 
 
O projeto conta com consultoria do Instituto Publix e é custeado com recursos do tesouro estadual por meio de financiamento do Banco Mundial, através do RN Sustentável.
 
“Essa etapa do projeto é muito importante porque vai direcionar os debates que fizemos até aqui com a sociedade para os projetos estratégicos elaborados a partir das demandas identificadas. A carteira de projetos vai pensar o Rio Grande do Norte a curto, médio e longo prazo. Entramos numa fase decisiva”, salienta Gustavo Nogueira.