O presidente eleito dos Estados Unidos, Trump diz que a ONU é 'perda de tempo e dinheiro'

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donaldo Trump, fez algumas declarações pôlemicas com relação às Nações Unidas. "A ONU tem um tremendo potencial, mas não aproveita este potencial", disse Trump a jornalistas diante de sua residência na Flórida. "Quando vocês viram as Nações Unidas resolver problemas?! Não fazem isto. Eles causam problemas".

Ele ainda completou dizendo, "Se aproveitasse seu potencial, seria algo grandioso, mas não faz isto e é uma perda de tempo e dinheiro''.
 
 
 

 

Donald Trump diz na primeira entrevista que filhos vão administrar seus negócios

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump disse, em sua primeira entrevista à imprensa nessa quarta-feira (11), que enquanto estiver governando o país seus filhos Eric e Donald Jr vão administrar seus negócios particulares. Com isso, o magnata respondeu a um dos maiores questionamentos da mídia, que seria a existência de um possível conflito entre os seus interesses particulares e o interesse do país.
 
Trump destacou, porém, que seria capaz, se quisesse, de administrar o país e as suas empresas simultaneamente. "Eu poderia, realmente, comandar o meu negócio e o governo ao mesmo tempo", disse, dando a entender que, se optasse por continuar também no comando das empresas, não haveria conflito de interesses.
 
Rússia e Putin
 
Alguns jornalistas insistiram para que Trump comentasse sobre as alegações de que a Rússia teria informações comprometedoras sobre seus negócios ou sobre seus planos para o futuro. “Alguém realmente acredita nessa história?" questionou o presidente eleito. "Eu [já] postei no Twitter que não tenho nenhum negócio com a Rússia", disse.
 
Um jornalista perguntou ao bilionário sobre uma declaração do presidente russo, Vladimir Putin, o elogiando como um incentivador das relações entre o seu país e os EUA. "Se Putin gosta de Donald Trump eu considero [isso] um ativo, não um passivo, porque temos um relacionamento horrível com a Rússia. Agora, eu não sei se vou me dar bem com Vladimir Putin. Eu espero que sim, mas... você honestamente acredita que Hillary [Clinton] seria mais dura com Putin do que eu?", perguntou Trump.
 
Agências de inteligência
 
Ao responder a perguntas sobre a conclusão de agências de inteligência de que a Rússia trabalhou ativamente para influenciar as eleições americanas de 2016, Trump disse acreditar que os russos possam ter alguma responsabilidade sobre o hackeamento (invasão de computadores) durante a campanha eleitoral, como outros países também tiveram. Ele porém deixou claro que não acredita na influência russa. Segundo ele, o sucesso de sua eleição foi decorrência da boa campanha eleitoral.
 

Em discurso emocionado de despedida, Obama pede união pela democracia

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O presidente dos Estados Unidos Barack Obama fez um discurso de despedida na noite desta terça-feira (9), em Chicago, a poucos dias de deixar o cargo após oito anos de mandato. Durante quase uma hora de fala, Obama pediu aos americanos que se unam para lutar contra os desafios que ameaçam a democracia norte-americana. Em um discurso emocionado transmitido para todo o país, ele alertou o povo americano que uma mudança nos rumos do país só ocorrem "quando as pessoas comuns se envolvem para exigi-la". No próximo dia 20, Obama deixará a presidência dos Estados Unidos. O presidente eleito Donald Trump assumirá no seu lugar.
 
Obama falou no centro de convenções McCormick Place, o maior dos Estados Unidos, perante 20 mil pessoas. Em alguns momentos, os aplausos soaram tão alto que Obama teve de interromper a fala e se esforçar para continuar.
 
O teor do discurso de Obama focou mais no futuro do que nos feitos alcançados nos últimos oito anos. Em alguns momentos, Obama lembrou conquistas alcançadas e disse que a população ainda precisa superar os desafios raciais, políticos e econômicos existentes. O presidente norte-americano disse que é possível vencer os desafios. "Depois de oito anos como presidente, eu ainda acredito nisso". E prosseguiu: "E não é apenas a minha crença, é o coração palpitante da nossa ideia americana - a nossa ousada experiência de autogoverno".
 
Sobre as questões raciais que ainda incomodam o povo norte-americano, Obama disse que houve um progresso significativo nessa tema nas últimas décadas. Mas, segundo ele, esse progresso não foi suficiente para superar todos os problemas. Obama defendeu que acreditar na superação seria "irrealista".
 
"Temos de defender as leis contra a discriminação, na contratação [trabalhista], na habitação, na educação e no sistema de justiça criminal. Isso é o que exige nossa Constituição e os ideais mais elevados. Mas as leis sozinhas não serão suficientes. Os corações precisam mudar ", disse Obama.
 
Além da questão racial, Obama citou a defesa dos direitos de outras minorias que vivem no país. "Para negros e outras minorias, [nosso desafio] significa amarrar nossas próprias lutas pela Justiça aos desafios que muitas pessoas neste país enfrentam - não apenas os refugiados, os imigrantes, os pobres rurais, os transgêneros americanos, mas também os de meia-idade. O homem branco, de fora, pode parecer que tem todas as vantagens, mas ele viu seu mundo revirado por mudanças econômicas, culturais e tecnológicas".
 
Obama falou também sobre as desigualdades econômicas. "A desigualdade absoluta também é corrosiva para nossos ideiais democráticos", disse ao criticar a crescente separação entre ricos e pobres nos Estados Unidos. "Enquanto a parte superior de um 1% acumulou uma maior parcela de riqueza e renda, muitas das nossas famílias, nas cidades e municípios rurais, foram deixadas para trás.  O trabalhador de fábrica despedido,  a garçonete e os trabalhadores de saúde que lutam para pagar as contas - convencidos de que o jogo é fixado contra eles, que seu governo serve apenas os interesses dos poderosos - isso é uma receita para mais cinismo e polarização em nossa política ", disse ele.
 
Ao citar suas filhas e a primeira-dama, Michelle Obama, o presidente se emocionou e agradeceu o apoio da família durantes os oito anos de mandato. Ele encerrou o discurso repetindo a frase que o consagrou em sua primeira campanha eleitoral: sim, nós podemos (Yes, we can).

 

América está melhor e mais forte agora do que há oito anos, diz Obama

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na noite desta terça-feira, em seu discurso de despedida em Chicago, que o país está "melhor e mais forte" agora do que quando entrou na Casa Branca, há oito anos, por quase qualquer critério que se avalie.

"Hoje, a economia está crescendo novamente", afirmou Obama, arrancando muitos aplausos da plateia. O presidente disse em seguida que vai assegurar que a transição para o governo de Donald Trump seja a mais "suave" possível, assim como ocorreu quando George Bush deixou o comando do país para ele assumir. 

"Hoje é minha noite de dizer obrigado", disse Obama logo no começo de seu discurso, após ser bastante aplaudido pelos cerca de 20 mil presentes na arena em Chicago. "As coisas só acontecem quando pessoas normais se juntam. Após oito anos como presidente ainda acredito nisso", disse ele. 

"Se eu dissesse há oito anos que a América iria reverter a recessão, abrir um novo capítulo com Cuba, criar emprego, teriam nos falado que estávamos querendo algo demasiadamente alto, mas foi isso que fizemos, foi isso que vocês fizeram", ressaltou o presidente. Obama destacou, no entanto, que apesar da melhora da economia, é preciso fazer mais, para ampliar o sistema de saúde e a igualdade social. 

Ele afirmou ainda que as relações raciais no país estão melhores agora do que há 20, 30 anos. "Afinal de contas, é por isso que servimos, não para ganhar pontos ou crédito, mas para melhorar a vida das pessoas."

 

 

Trump responde crítica de Meryl Streep e diz que a atriz é ''superestimada''

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"As palavras de alguém do movimento liberal não me espantam". Esta foi a resposta do presidente eleito dos EUA Donald Trump ao discurso de Meryl Streep, proferido durante a noite de desta domingo, 8, na cerimônia dos Globo de Ouro.

Ele também definiu a atriz como uma 'Hillary Lover' (uma amante de Hillary Clinton) após Meryl o denunciar como uma valentão que desrespeitou e humilhou os outros.

Nesta segunda-feira, Trump escreveu no Twitter: “Meryl Streep, uma das atrizes mais superestimadas em Hollywood, não me conhece, mas me atacou ontem à noite no Globo de Ouro”.

Em entrevista ao jornal "The New York Times, Trump disse que não tinha visto as observações da atriz ou outras partes da cerimônia, que foram transmitidas pela NBC, mas acrescentou que "não estava surpreso com os liberais de cinema".

O Globo de Ouro foi o último grande evento em Hollywood antes da posse de Trump, que será em 20 de janeiro, uma transferência de poder que muitos na indústria do entretenimento têm lamentado.

No discurso a atriz disse: "se os deportássemos (os estrangeiros), estaríamos só vendo futebol e artes marciais." A fala de Meryl soou como recado ao presidente eleito. Ela se lembrou ainda que o Globo de Ouro é entregue pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla original).

Outra crítica da atriz foi sobre o episódio em que Trump imitou o repórter Serge Kovaleski, do The New York Times, que sofre de uma doença congênita.