10 sinais de que você está em um relacionamento abusivo!

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Em tempos de relacionamento sério  como anda o seu amor?Hoje as relações são medidas em número de likes e começam avassaladores e 3 meses depois se encerram com um block.  As pessoas tem corrido em busca do amor da sua vida desesperadamente, em um eterno teste drive de  namorados. Estamos nos tornando zumbis afetivos, onde nossa capacidade de cultivar sentimentos está morta e seguimos incansavelmente devorando qualquer emoção alheia  que se pareça com o amor . 
Nessa busca do príncipe ou princesa encantada , que vai preencher o vazio do status de relacionamento e tornar seus Snaps mais fofos acabamos  entrando em relações com vida útil reduzida.  É como se mergulhássemos de cabeça em um balde d'agua achando ser  um oceano. E quando quebramos a cara culpamos a outra pessoa pelas expectativas que nós criamos. Ou pior, nos culpamos por ter fracassado em um relacionamento. Ninguém tem culpa, na verdade a culpa nem existe. O que não dá é para viver na ilusão do  antes triste do que desacompanhado. 
Muita gente vive um relacionamento abusivo porque aprendeu que ser solteiro é ruim, que ir ao cinema, restaurante só é indigno, que depois de certa idade você já deveria estar casado, bem sucedido e com uma rede social cheia de fotos para provar isso. Não importa se seu companheiro ou companheira lhe subjuga, aprisiona, maltrata, agride física ou moralmente, o importante é não passar o dia dos namorados sozinho. E tem gente que se dispõe a viver assim por desconhecer que seu relacionamento é abusivo ou mesmo por não saber  como se desvencilhar. Então preste atenção e veja dez sinais que sua relação está acabando com você:
 
 
1- Seu parceiro ou parceira põe uma lupa permanente nos seus "defeitos"
Seu namorado faz questão de lhe lembrar que você não é a pessoa mais inteligente, a mais  sensata, que está gorda ou magra demais, que não é a mais  bela,  recatada e do lar  e  deixa de ver o quanto você é bom em outras coisas? Péssimo sinal! Talvez você não seja o melhor em raciocínio lógico e nem conheça as obras de Tarantino, mas corta as unhas da mão direita como ninguém. Talvez você não use  um jeans 38, mas quem disse que 46 não pode ser um número mágico?
 
 
 
2- Você sente que não consegue viver sem el@
Quando alguém me diz: "não consegue viver sem ele", prefiro pensar que estão falando do oxigênio. Lind@, o mundo tem cerca de 7 bilhões de pessoas, provavelmente alguém nesse meio vai  admirar algo em você. E se não encontrar de cara outra pessoa, relaxa  e vai fazer suas coisas, estudar, bater cabelo, fazer pegação, sei lá... faça o que você antes não "podia" fazer.
 
 
 
3- Você  sempre está errado
Se seu ou sua companheir@ tem um dom natural de inverter o jogo e colocar você como o vilão da relação, é melhor ligar o sinal de alerta. Não é possível que  só um membro do namoro  esteja sempre certo, as coisas tem que ser analisadas. Claro, que é bem melhor procurar solução para os conflitos do que procurar um culpado.
 
 
4- "Eu sempre cedo"
Em qualquer relação que envolva duas ou mais pessoas vai haver conflitos. O segredo para que o amor não acabe na primeira briga é um ceder, que pode ser totalmente ou parcialmente. Mas o perigo é quando só um lado cede, só um dos dois está disposto a abrir mão de algo pelo casal. Costumo dizer que cada pessoa deve criar uma lista de coisas que não faz nem sob tortura e ser bem franco sobre elas com seu parceiro ou parceira. Feita essa seleção, tudo que ficar de fora desta blacklist  é sinalizado como possível de ser feito, mesmo que não seja seu hobby favorito, mas que não vai tirar pedaço se fizer para felicidade  da relação.
 
 
 
5-  Não pode, não pode, não pode!
Partindo do principio que você não é obrigad@ a nada, é bom ficar atento se seu namorado se auto-promoveu a seu  dono e proprietário . Claro que tem coisas que fazendo uma auto avaliação sabemos que vale a pena abrir mão para que a relação não fique estremecida, mas isso tem que ser fruto da sua vontade, não porque alguém mandou.  Se você tem que mentir ou esconder que faz algo que gosta muito é hora de repensar se vale a pena  ser podado assim.
 
 
 
6- Bela, recatada e escrava do lar
Esse é um  dos sinais mais comuns de que você está sendo dominado e não amado. Ajudar nas tarefas? Nada disso, se a casa ou a vida é dos dois, o ônus disso deve ser dividido com justiça e não de acordo com o humor de um. Sem falar que pesquisas indicam que fazer coisas juntos fortalece a relação. A situação também pode ser inversa, fuja também das situações que tudo é controlado pelo outro e você acaba sendo conduzido à uma dependência.
 
 
7- Seu mundo gira em torno da outra pessoa
Esqueceu seus amigos e familiares porque seu namoro demanda muito do seu tempo? Que onda é essa meu irmão? Namorar não é profissão, não tem que bater ponto e dedicação total e exclusiva. Deve-se passar tempo juntos sim, e se rolar de incluir outras pessoas que você ama nos programas de vocês, melhor ainda, mas se você é obrigado a escolher entre um e outro repense isso ai. Até porque, namoros vem e vão, valorize o que ficar.
 
 
8- Na próxima você goza
Sexo é bom e todo mundo gosta. Existem milhares de formas de ter e dar prazer em uma relação, então não há desculpa para que só um "chegue lá". Claro que sempre vai haver pessoas mais fogosas e outras menos e isso deve ser respeitado, mas se o sexo não ta lhe agradando  melhor sentar e conversar. Não faça nada por obrigação, principalmente sexo.
 
 
9- O que é seu é nosso. O que é meu é meu!
Estamos no século XXI, pare de machismos e  achar que um tem mais obrigações por ser homem ou mulher, ativo ou passivo. Namoro é parceria, um dia um ajuda mais, outra vez menos e ambos vão se apoiando. Quando a prioridade das suas finanças ou do seu tempo é para o outro e não a si próprio, fuja para as colinas. Isso se chama abuso.
 
 
10- Privacidade pra que?
Uma dica importante: o Facebook e outras redes são na maioria grátis , não precisa criar perfil de casal. Não é porque temos senhas  espaços exclusivos que significa que escondemos algo. Você pode até compartilhar os mesmo espaços, redes sociais, senhas, mas isso não deve ser uma imposição. Tudo tem que se medido pelo bom senso.
 

Ivete Sangalo e Joelma lançam ''hino'' para grudar na sua cabeça

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Saiu clipe novo de Joelma com participação mais do que especial: Ivete Sangalo. Lançado na manhã desta sexta-feira, 13, Amor Novo é o primeiro clipe da carreira solo de Joelma, que deixou o Calypso no ano passado após se divorciar de Chimbinha.

O clipe faz parte do próximo DVD da cantora paraense, intitulado Avante, que deve ser lançado nas próximas semanas. A gravação foi feita em novembro de 2016 e, além de Ivete, também teve participação de Solange Almeida e dos três filhos, Yago, Yasmim e Natália.

No Twitter, o nome da canção foi parar nos tópicos mais comentados pelos brasileiros.

Marca de maquiagem internacional escolhe homem como garoto propaganda

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Quando a bicha é ''bem'', a bicha é ''bem'', meu amor! Conheça Manny Gutierrez, o novo porta-voz da marca de maquiagem Maybelline. Ele é vlogger, tem mais de 3 milhões de seguidores na web, que acompanham fielmente vídeos de dicas de make bapho postados regularmente, veja aqui
 
Além de Gutierrez, outra blogueira de beleza com nome de peso, Shayla Mitchell, que faz o canal Makeup Shayla, também irá participar das propagandas. Isso só vem para somar a tendência de que gosto e estilo independem de gênero.
 
Sobre a escolha, a vice presidente senior de marketing da Maybelline NY, Anne Marie Nelson-Bogle, mandou o recado ''Ele tem uma personalidade única, em que assumidamente sabe o que fazer quando o assunto é maquiagem e sua vida profissional. Ele é perfeito para esse papel. Ele representa o padrão atitude de beleza nesta campanha que ninguém mais poderia. Também é verdadeiramente inspirador em seu canal, que traz mensagem que queremos passar deste rímel à vida".
 
Bogle completou dizendo ''Os meninos merecem o reconhecimento das empresas de cosméticos". E aí, vai comprar sua make quando?

Ator Leonardo Vieira fala sobre flagra do beijo gay em carta aberta

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Após ter fotos expostas na internet beijando outro homem, o ator Leonardo Vieira, de 48 anos, resolveu esclarecer várias questões sobre o assunto através de uma carta aberta. As fotos foram feitas no dia 28 de dezembro, em uma festa no Rio de Janeiro.

Em sua carta, Vieira fala que o homem visto com ele na foto era apenas um amigo e que ambos estavam comemorando o aniversário do ator. Em outro trecho, ele diz "E não escolhi ser gay. Se pudesse escolher, escolheria ser heterossexual, com certeza''.

Para quem não lembra desse sapão, Leonardo Vieira já participou de diversas novelas tanto da Globo quanto da Record, como “Renascer”, “Sonho meu” e “Senhora do destino”.

Na tarde dessa sexta-feira (06), Vieira esteve na Delegacia de Repressão a Crimes virtuais, no Rio de Janeiro denunciando os ataques homofóbicos que vem sofrendo nas redes sociais após os cliques.

Pois bem, seja bem vindo ao vale, mana!

Confira o texto na íntegra:

Manifesto contra a homofobia.

“Quero iniciar essa carta primeiramente desejando a todos um feliz 2017! Desejo que o ano novo seja cheio de realizações para todos, mas que seja principalmente um ano de mais tolerância, respeito e amor entre todos os povos, crenças, religiões, cores, classes sociais, ideologias e orientações sexuais.

O ano de 2016 terminou e com ele recebi uma tarefa para enfrentar em 2017, a qual quero dividir com vocês. Encarar essa missão será uma grande mudança em minha vida, talvez a maior e uma efetiva quebra de um paradigma. Ainda não sei que consequências estão por vir, mas quero transformar o episódio e as consequências que vivencio em algo que tenha algum valor para um número maior de pessoas.

No dia 28 de dezembro, comemorei meu aniversário e, para celebrar, fui a uma festa privada de um conhecido. Lá reencontrei um amigo que já não mora mais no Brasil e acabamos nos beijando. Um fotógrafo não perdeu a oportunidade e disparou uma rajada de cliques registrando a situação. O que era para ser um momento meu, acabou se tornando público. No dia seguinte, a foto do beijo entre dois homens estava estampada na capa de um grande site de celebridades e replicada em diversos outros espaços.

Nunca escondi minha sexualidade, quem me conhece sabe disso. Não estou “saindo do armário”, porque nunca estive dentro de um. Também nunca fui um enrustido. Meus pais souberam da minha orientação sexual desde quando eu ainda era muito jovem. No início não foi fácil pra eles, pois somos de famílias católicas e com características bem conservadoras, mas com o tempo eles passaram a me respeitar e aceitar a minha orientação. Eles puderam perceber através da minha conduta que isso era apenas um detalhe da minha personalidade. Eles entenderam que o filho deles podia ser uma boa pessoa, honesto, bom caráter, bom filho, bom amigo, mesmo sendo “gay”. Hoje, a única preocupação da minha mãe é que eu não seja feliz. Eu posso afirmar para ela que sou feliz. Tenho um trabalho que me realiza, amigos que me amam e uma família que me conhece de verdade e que me aceita como eu sou, sem hipocrisias. Meu caso não é nem o primeiro e nem será o último.

Desde cedo já sabia que eu queria ser ator. Já fazia teatro amador na escola, antes mesmo de me descobrir sexualmente. Aos 22 anos, fui alçado para a fama como um foguete. Em quatro capítulos de uma novela fiquei famoso nacionalmente e me tornaram o galã do momento, um “namoradinho do Brasil”. Em pouco tempo estava em todas as capas de revistas e jornais. Passei a receber inúmeras cartas, convites para comerciais de televisão, festas, desfiles, presenças VIPs. A mídia me classificou como símbolo sexual e jornalistas me perguntavam como eu me sentia sendo o novo “símbolo sexual”. Eu era novo e não sabia responder, dizia apenas que estava feliz com a repercussão do meu trabalho. Eu nem me achava tão bonito e sexy assim para ser tido como um símbolo sexual. Sempre me achei um cara normal. Convivi com uma dúvida pessoal que me tirou a paz por um tempo. Como eu poderia ser um símbolo sexual para tantas meninas e mulheres quando a minha sexualidade na “vida real” apontava em outra direção? Como lidar com isso? O que fazer? Declaro minha sexualidade? A pressão era enorme de todos os lados, eu não sabia o que fazer e acabei não me declarando publicamente, mantive uma vida discreta e tratei o assunto em meio a círculos de amizade, trabalho e família como algo natural.

Sempre achei que um ator deve ser como uma tela em branco. Ali colocaremos tintas, cores, formas e sentimentos para dar vida a diferentes personagens. Respeito, mas nunca concordei com atores que expõem sua vida íntima ou levantam bandeiras ideológicas, exatamente porque no meu entender isso poderia macular essa tela em branco e correr o risco de tirar a credibilidade de um trabalho. O público passa a ver o ator antes da personagem e para mim isso nunca foi bom. Um dos motivos de nunca ter feito o meu “outing” foi esse e isso não é uma desculpa. Provavelmente, se eu fosse hétero, manteria a mesma postura discreta em relação a minha vida privada.

Infelizmente, vivemos em um país ainda cheio de preconceitos e a homofobia é um deles. Revelar-se homosexual não é fácil pra ninguém e acredito que seja ainda mais difícil para uma pessoa pública. Sempre achei “assumir” um termo pesado demais. Assume-se um crime, um delito, um erro e uma falta grave. Será que estou errado em ser quem sou? Será que tenho alguma culpa para assumir? Esse termo “assumir” me perseguiu como se eu tivesse cometido algum crime e que eu teria que fazer o “mea culpa” e ser condenado. Nunca me senti criminoso ou culpado por ser homosexual, eu me sentiria assim se tivesse matado alguém, ou roubado alguém ou a nação. O fato de ser gay nunca prejudicou ou feriu alguém, a não ser a mim mesmo; e não escolhi ser gay. Se pudesse escolher, escolheria ser heterosexual com certeza. Seria muito mais fácil a vida, não teria que ter enfrentado as dificuldades que enfrentei com meus pais, não seria discriminado em certos círculos sociais, teria uma família com filhos (sempre sonhei em ser pai), não sofreria preconceito de colegas, não seria atacado nas ruas, não seria xingado nas redes sociais, não deixaria de ser escolhido para certos personagens, seria convidado para mais campanhas publicitárias e capas de revista. Tenho vivido e venho sofrendo preconceito durante toda a minha vida e na maioria das vezes ninguém percebeu, só eu senti na pele, mas nem por isso me vitimizei.

Nunca deixei de fazer nada na minha vida privada por ser ator famoso. Sempre fui a lugares gays, namorei caras incríveis, tenho vários amigos e amigas gays e também frequento lugares héteros, tenho amigos héteros, vou ao supermercado, à feira… Sempre tive uma vida normal como todo ser humano merece ter. Nunca me senti especial por ser ator e sempre fiz questão de transitar livremente, mesmo que muitas vezes tivesse que parar um minuto da minha existência para tirar uma foto ou dar um autógrafo. Agora, pessoas do público as quais dediquei meu tempo, atenção e carinho, me atacam nas redes sociais de maneira vil e violenta, porque “descobriram” que eu sou gay. Eu nunca disse que não era, só não saí por aí com uma bandeira hasteada. Eu não traí a confiança de ninguém, sempre fui o que sou. Algo muito simples de ser entendido se em nossa sociedade essa questão ainda não fosse um tabu no ano de 2017.

Sobre o episódio do “beijo gay”, que a princípio parecia ser um “escândalo do último minuto” ou uma pedra no caminho, eu parei para refletir e vi que era, na verdade, um presente. Uma ótima oportunidade para tirar das minhas costas algo que me fez sofrer por muitos anos. Agradeço sinceramente ao site e ao fotógrafo que publicaram as fotos do beijo, pois assim me vi na obrigação de escrever essa carta e deixar clara a minha posição, tirando, assim, um peso que carrego há anos nas costas, além de poder ajudar a tantas pessoas que sofrem preconceitos, discriminação ou ainda não assumiram sua sexualidade. Estou me sentindo bem mais leve, mas poderia estar me sentindo bem mais pesado, caso eu não tivesse o suporte de minha família e amigos. Embora a publicação tenha me feito um grande favor, pode ter me prejudicado imensamente profissionalmente (só saberemos no futuro) ou poderia ter destruído minha família, se por acaso eles já não soubessem da minha situação. Infelizmente a mesma mídia que se diz contra a intolerância, a discriminação e o preconceito, alimenta esses sentimentos irresponsavelmente, sem medir as consequências. É incrível que obras como o ” Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, baseada em um beijo entre homens e transformado em sensacionalismo midiático, ainda sejam atuais.

Essa carta aberta aqui não é um pedido de desculpa, pois não acho que deva pedir desculpas por ser gay. Pelo contrário: sempre tive orgulho de ser quem eu sou. Essa carta é um manifesto contra a homofobia. Descobri estupefato que homofobia não leva ninguém à cadeia. Este crime, que pode ser devastador na vida das pessoas, não tem defesa à altura. Algumas cometem suicídio e outras matam por simples preconceito, que, aliado à violência verbal, psicológica ou física, é uma das mazelas de nossa sociedade.

Não gostaria de me colocar no papel de vítima, mas sou e não posso deixar de querer meus direitos como cidadão de bem e exigir justiça para mim e, quiçá, para tantos outros homosexuais em meu país que também sofrem com isso diariamente e por anos em suas vidas. Homofobia precisa ser tratada com seriedade pela justiça e pela sociedade.

O objetivo dessa carta não é só esclarecer, de uma vez por todas e a quem interessar possa, a minha orientação sexual, mas também alertar para o verdadeiro crime psicológico e letal que as pessoas cometem ao perderem tempo de suas vidas para atacar os outros na internet ou nas ruas.

O que ainda me surpreende é a violência, a guerra, a discriminação, a intolerância, a falta de respeito entre pessoas iguais que se atacam pela diferença, seja pelo fato de alguém ser gay, hétero, preto , branco, rico, pobre, evangélico ou muçulmano. Se sou gay, isso não vai mudar em nada a vida de ninguém ou a de quem estiver lendo isso, mas meu caso talvez possa ajudar pessoas que sofrem com a discriminação sexual ou com qualquer outra forma de discriminação e preconceito. Não consigo entender porque as pessoas ainda se preocupam tanto com a sexualidade alheia e fazem disso motivo de discórdia e violência.

Existem mulheres e homens na internet dizendo coisas horríveis a meu respeito. Tenho sofrido ataques homofóbicos pelo fato de ter sido fotografado beijando um homem. Se eu fosse hétero jamais me envolveria com uma mulher preconceituosa e deselegante, porque também não me envolveria com um homem preconceituoso e deselegante. Ser um ser humano com bom caráter, honesto, amigo, leal, educado, gentil, generoso e outras qualidades é muito mais importante do que quem você beija ou se relaciona sexualmente, independentemente se você é homem ou mulher.

Por isso estou indo esta tarde à comissão dos direitos humanos entender quais são os meus direitos como cidadão e quem sabe assim servir de exemplo para que meu caso não seja mais um e isso possa mudar algo em nossa legislação.

Para terminar esse manifesto gostaria de homenagear e agradecer algumas pessoas que, antes de mim, tiveram a coragem de dar sua cara à tapa e declararam suas orientações sexuais sem medo de enfrentar as consequências: Kevin Spacey, Rick Martin, Ian McKellen, Alessandra Maestrine, Marco Nanini, Ney Matogrosso, Daniela Mercury e tantos outros. Deixo aqui meu muito obrigado e todo meu respeito a todos que lutam por esta causa: a da liberdade para que todos possam ser quem são.

Bom, a vida continua e quem quiser conferir meu trabalho, estou em cartaz no teatro Folha em São Paulo, a partir do dia 11 de janeiro, sempre as quartas e quintas, às 21 horas, na comédia Nove em Ponto, de Rui Vilhena.”

Leonardo Vieira

Número de homicídios de pessoas LGBT pode ser recorde em 2016

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O número de homicídios de pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais deve crescer em 2016 e superar as ocorrências dos últimos anos. A tendência é revelada pelo Grupo Gay da Bahia,  que anualmente elabora o Relatório de Assassinatos LGBT no Brasil. Dados preliminares do levantamento apontam que o ano deve ser fechado com o total aproximado de 340 mortes, maior número registrado nos últimos anos.

“No ano passado (2015), foram 318 mortes. Até agora, estamos com 329 mortes, mas temos alguns casos aguardando confirmação e o ano deve ser fechado com aproximadamente 340 mortes. Em 36 anos que monitoro os dados, nunca chegamos a esse número”, afirmou Luiz Mott, antropólogo fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB).

Segundo ele, o aumento se deve a vários fatores, como a coleta mais sistematizada de informações e a reação conservadora ao maior número de pessoas que vem assumindo sua condição sexual. “Hoje, tem mais homossexuais e trans saindo do armário por causa das paradas gays e outras campanhas; e isso os deixa mais expostos a situações de violência, o que levou ao aumento generalizado de crimes”, explicou Mott.

O estudo mostra que a maior parte das mortes (195) ocorreu em via pública, por tiros (92), facadas (82), asfixia (40) e espancamento (25), entre outras causas violentas. O assassinato de gays lidera a lista com 162 casos, seguido dos travestis (80), transexuais femininas (50) e transexuais masculinas (13). A instituição recebe informações das mortes por outras entidades, por familiares e amigos das vítimas, mas a principal fonte da base de dados são os casos divulgados pela imprensa. O levantamento é reconhecido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos.

A subnotificação das mortes ainda é um desafio para as entidades que monitoram o problema. Mas, só pelos resultados do último relatório, a ONG constatou que uma pessoa LGBT morre a cada 28 horas no Brasil. E se a tendência de aumento se confirmar, o intervalo pode cair para 24 horas. “É apenas a ponta do iceberg, porque muitos são assassinados e as testemunhas escondem”, disse Mott.

Nordeste lidera

O estudo mostra que a liderança dos casos nos últimos anos é do Nordeste, mas outras regiões tem despontado com casos graves. “Atribuo isso ao conservadorismo e à falta de informação. A surpresa deste ano é o estado do Amazonas, que registrou até o momento 29 mortes. Proporcionalmente, o dado é chocante, embora São Paulo sempre registre o maior número absoluto”, disse Mott.

Entre os casos contabilizados, está a morte recente do ambulante Luís Carlos Ruas, espancado na noite de Natal por dois homens, numa estação de metrô em São Paulo, ao defender moradores de rua e travestis. O GGB configurou o ataque como um crime LGBTfóbico. Apesar de se tratar da morte de um heterossexual, de modo indireto “não deixa de ter também um crime LGBTfóbico. Afinal, a confusão começou pela defesa de uma travesti”, explicou Agatha Lima, integrante do Conselho LGBT de São Paulo e da Associação de Transexuais, Travestis, Transgêneros.

Cerca de “99% dos crimes contra LGBTs tem como agravante a intolerância, além da vulnerabilidade de grupos como os travestis, que geralmente estão nas ruas em condições mais marginalizadas, envolvidas com prostituição e uso de drogas devido à exclusão sofrida em outros espaços da sociedade”, explicou Mott. A opinião é compartilhada por outras organizações de defesa dos direitos das pessoas Trans, que engloba homens e mulheres transexuais e travestis.

Líder mundial

O alto índice de violência levou o Brasil à liderança do ranking mundial de assassinatos de pessoas transexuais em 2016. Das 295 mortes de transexuais registradas até setembro deste ano em 33 países, 123 ocorreram no Brasil, de acordo com dados divulgados em novembro pela ONG Transgender Europe. O México, os Estados Unidos, a Colômbia e a Venezuela seguem o Brasil em números absolutos do ranking de mortes de transexuais.

O relatório europeu mostra que, de janeiro de 2008 a setembro de 2016, foram registradas 2264 mortes de transexuais e transgêneros em 68 países. Nos oito anos da pesquisa, o Brasil contabilizou 900 do total dos casos, o maior número absoluto da lista. “Há décadas o Brasil é campeão mundial nos crimes contra a população LGBT. Comparativamente aos EUA, por exemplo, matamos de 30 a 40 LGBTs por mês, enquanto que lá morrem 20 por ano. O principal motivo é a LGBTfobia individual e cultural, que incrementa os crimes letais no nosso país”, diz Mott.

A conselheira Agatha Lima, disse que as associações estão dialogando com a ONU sobre essa questão. “Em primeiro lugar, isso é um absurdo. Em segundo lugar, ao mesmo tempo que o Brasil é o país que mais mata, é também o que tem a maior clientela para os profissionais do sexo trans. No país inteiro, existem 1,4 milhão pessoas trans, e 90% delas vivem do mercado do sexo, por causa da exclusão e do preconceito que sofrem no mercado de trabalho formal, em casa e nas escolas”, disse.

 

[Vídeo] Fátima Bernardes arrasa na coreo de ''Sou Eu'' de Ludmilla

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Fatinha, como é chamada pelos íntimos (vulgo eu), fechou o tempo no 'Encontro' desta quarta-feira (21). A apresentadora, que já ficou conhecida pelos seus passos de dança, abalou na coreografia do novo 'hit' de Ludmilla, ''Sou Eu''. 

Muito bem ensaida, Fátima ainda estava toda trabalhada no look conceito da música, com direito a ''trancinha Kardashian'' e muitas correntes de street dance. Apesar de alguns poucos momentos de errinho do passo, Fatinha arrasou no funkzão e mostrou que sabe a definição de 'a danada sou eu'.

Assista essa maravilha: