RN quer atrair turistas da Bélgica, Holanda e Luxemburgo

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O Governo do RN abre o calendário de eventos turísticos de 2017 presente na primeira grande feira do setor. A partir de hoje (10) e até domingo (15), o Rio Grande do Norte divulgará seus destinos turísticos na Vakantiebeurs, a principal feira de turismo do Benelux – o bloco de países formado por Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

A Secretaria de Estado do Turismo do RN e a Empresa Potiguar de Promoção Turística do RN terão um propósito maior neste evento: a recuperação de voos fretados para Amsterdam, na Holanda. Além de iniciar as ações de promoção do Estado potiguar para este ano, em contato direto com profissionais e público final, com o potencial mercado holandês.

“O europeu, em geral, tem paixão pelo Sol e Mar. E isso nós temos de sobra. Precisamos é divulgar nossos destinos, recolocar o RN novamente na vitrine para gerar demanda e, consequentemente, viabilizar um voo fretado de Amsterdam para nosso Estado”, prevê o secretário estadual de Turismo, Ruy Gaspar.

A presidente da Emprotur, Aninha Costa, enaltece ainda o potencial pouco explorado do turista holandês no Brasil: “A Holanda é apenas o 18º emissor de turistas ao Brasil, o sétimo entre os países da Europa e até pouco tempo tinha apenas 13 voos semanais para nosso país. Sabemos que gostam de sol e mar. Então precisamos trazer esse turista pra cá”.

O Rio Grande do Norte montará estande na feira em parceria com o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). A feira é visitada anualmente por mais de 100 mil holandeses e belgas, conta com mais de 1200 expositores e abre espaço para negociações a parcerias junto ao trade e público.

A hora e a vez da economia colaborativa no mercado

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A economia colaborativa tomou o mercado, mudando conceitos antiquados. Em busca de alternativas que mesclam economia e qualidade os consumidores encontraram nessa nova realidade vantagens muito interessantes. Esse é o caso de espaços de escritórios compartilhados, que também proporcionam um espaço de troca de conhecimentos e, principalmente, network. 
 
Lógico que sempre existirão os insatisfeitos com essas mudanças, como é o caso dos taxistas em relação ao Uber, mas, essas melhorias dificilmente retrocederão. 
O mercado constantemente atravessa mudanças radicais e, com o passar dos anos, ocorre uma readequação e realinhamento das relações de trabalho, prevalecendo a sobrevivência de quem se ajustou melhor, um tipo de seleção natural econômica. 
 
“A economia compartilhada proporciona inúmeras vantagens, os benefícios são muitos, desde as taxas menores até diferenciais de atendimentos, aos quais a população não estava acostumada. Os prestadores de serviços no país nunca prezaram pelo bom atendimento, para comprovar isso, basta ver os sites que compartilham experiências de consumo”, explica Fernando Bottura, diretor executivo da Gowork, especializada em escritórios compartilhados. 
 
Para entender melhor como funciona a economia compartilhada conheças alguns dos principais exemplos relacionados: Os escritórios compartilhados, ou Coworking”s, são formatos que possibilitam o compartilhamento de espaços e recursos de escritórios entre as pessoas, reduzindo muito os gastos operacionais. Essas opções se estabeleceram no mercado pelas suas acessibilidades e praticidades. 
 
“Hoje existem várias ofertas por esse tipo de serviço, existindo até os gratuitos, mas o grande destaque fica para os espaços locados, pois neles as pessoas podem contar com toda uma infraestrutura profissional de um escritório de alto padrão. Podendo até mesmo utilizar o coworking como endereço fiscal da empresa ou de uma filial”, explica Bottura. Que observa um crescimento em média de 20% ao ano na Gowork (www.gowork.com.br). 
 
Transporte 
Esse conceito ganhou visibilidade com o Uber, revolucionando o transporte de passageiros, assim, a partir de aplicativo, qualquer pessoa com um smartphone consegue chamar um carro com motorista para se locomover. Hoje já existem outras alternativas ao Uber, mas, o importante é que em poucos minutos, um veículo chega ao local definido, muitas vezes, com preços entre 15% a 25% mais barato. Isso fez com que nos principais centros urbanos essa ferramenta se tornasse prioritária para muitos consumidores.
 
Existem também os aplicativos de caronas prometem o uso mais sustentável dos veículos e economia para todos que participam dessa rede. O princípio é simples: já imaginou ir para o trabalho ou para a faculdade sem precisar ficar horas em pé no ônibus? São várias versões Bynd, Caronetas, Blablacar, Mobiag, Carona Direta. Essas redes de caronas solidárias prometem reduzir custos mais ainda que o Uber e enfrentam até mesmo os ônibus em viagens rodoviárias, tendo como benefícios os custos e a facilidade de deslocamento. 
 
Para quem quer viajar e economizar em estadia, já existem serviços de compartilhamento de casas ou apartamentos para a estadia, como é o caso do Airbnb, um aplicativo que permite anfitriões compartilharem seus espaços em 190 países e mais de 34.000 cidades. Tudo o que você precisa fazer é inserir seu destino e as datas da viagem na caixa de busca. No caso do Airbnb, são exibidas fotos de acomodações, perfis de anfitriões e comentários para ajudar as pessoas a tomarem decisões conscientes ao considerar o espaço.

Desconexão pode evitar ações trabalhistas contra empresas

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No primeiro dia do ano, entrou em vigor na França a lei que garante aos funcionários o direito à desconexão do trabalho. Segundo o texto legal, toda empresa com mais de 50 funcionários deve negociar com sindicatos e funcionários o envio de mensagens fora do horário de expediente, para chegar a um acordo que seja razoável a todos.
 
No Brasil, não há legislação que regulamente isso, mas algumas empresas já abraçam o conceito de desconexão do trabalho. Na Elektro, companhia de energia que atende cidades do interior de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, todos os computadores estão programados para desligar automaticamente depois de uma jornada de trabalho de oito horas. Para que a máquina não seja desativada, é preciso apresentar ao gestor uma boa justificativa, e então a área de TI libera o sistema. Para acessar o e-mail profissional fora do escritório, o procedimento é o mesmo.
 
“Prezamos muito pela qualidade de vida dos funcionários, e percebemos que, para as gerações atuais, essa questão é especialmente valiosa”, diz a diretora de RH da Elektro, Fabrícia Abreu. “Deixamos claro aos gestores que é terminantemente proibido contatar os funcionários fora do expediente. Virou cultura. Quando a pessoa fica no trabalho além do horário, ela é vista como alguém que não sabe organizar o próprio tempo.”
 
Empresas como a Elektro ainda são exceção no País, mas para a advogada Tatiana Roncato, que vive na França, existe a possibilidade de o Brasil seguir a tendência da lei francesa no futuro. “Historicamente, as leis brasileiras seguem a lógica do direito francês, sobretudo na área trabalhista”, diz ela.
 
No Brasil, a CLT não tem um equivalente legislativo ao que foi aprovado na França, mas prevê limitações de jornada, que garantem aos trabalhadores descansos como férias, horário de almoço e intervalo mínimo de 11 horas entre o fim de um dia de trabalho e o início de outro.
 
Além disso, o código garante pagamento de horas extras e de sobreaviso – quando o empregado fica à disposição da empresa fora do horário e local de trabalho. O funcionário, portanto, permanece em casa, às ordens da chefia. Caso ele seja acionado, começa a contagem das horas extras. Com essas regras, na teoria, o trabalhador já tem garantido o direito ao descanso ou à remuneração extra caso trabalhe fora da jornada de oito horas diárias.
 
Para a advogada trabalhista Viviane Castro Neves, o debate sobre desconexão é mais importante do que a judicialização da questão. “Em geral, as pessoas têm dificuldade de ficar longe da tecnologia. Tanto o empregador quanto os empregados precisam discutir a importância dessa desconexão”, diz.
 
Segundo o advogado trabalhista especializado em direito coletivo Angelo Cabral, do escritório Crivelli Advogados Associados, o ponto positivo da lei francesa é justamente o debate sobre a desconexão. “A tecnologia é prazerosa e até inevitável, mas precisamos pensar nos limites do trabalho e da vida social e familiar”, diz.
 
É assim que, por enquanto, tem funcionado na França desde que a lei foi sancionada. “Os acordos estão envolvendo a discussão sobre a necessidade de reaprendermos a utilizar os eletrônicos, porque já está comprovado que o abuso desses meios, além de prejudicial à saúde, atrapalha o rendimento no trabalho”, diz Tatiana Roncato.
 
“Apesar de muitas vezes ser uma decisão pessoal, é importante que as empresas trabalhem essa conscientização; até porque elas ficam mais expostas a processos trabalhistas quando permitem excesso de trabalho fora da jornada padrão”, diz Cabral. Para o advogado, uma alternativa é permitir jornadas flexíveis e home office.
Em casos em que o trabalhador é constantemente procurado fora do horário, Viviane sugere que a negociação comece com diálogo. “Alinhe com o gestor quais são os casos de urgência em que você pode ser contatado. Se houver uma interferência constante nos seus descansos, vale falar com a ouvidoria ou RH”, diz.
 
Os advogados explicam ainda que a justiça é procurada com bastante frequência depois que os funcionários saem da empresa. “Quando é comprovado, os juízes costumam dar o equivalente às horas extras e até danos morais por impedimento do descanso”, conta Viviane. “O que falta é o judiciário entender que não se trata apenas de limitação de jornada, mas também de respeito ao lazer, à vida social e familiar”, diz Cabral.
 

Caged: Brasil fecha 2016 com perda de 1,3 milhão de vagas de empregos formais

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O Brasil fechou  1.321.994 vagas de empregos formais em 2016, que equivale a 14% a menos do que no mesmo período de 2015, quando o mercado perdeu 1.534.989 postos de trabalho. 

Em abril de 2016, o país registrou um pico de 1.825.609 vagas fechadas em um período de 12 meses. No final do ano passado, a perda em 12 meses já estava menor em 503.615 postos. Em dezembro, mês que historicamente apresenta forte aumento no número de demissões, a perda foi de 462.366 vagas, 22,4% menor do que no mesmo período de 2015. 
 
Desempenho setorial

Segundo o Ministério do Trabalho, 2016 ainda apresentou resultados negativos em todos os setores, embora já com um ritmo menor do que em 2015. Em números relativos, o setor que menos sofreu nos últimos 12 meses foi o da Agricultura, com um fechamento de apenas 0,84% das vagas, seguido pela Administração Pública, que teve percentual negativo de 0,97%. O Comércio e os Serviços tiveram perdas de 2,22% e 2,28% respectivamente. O setor que mais sofreu foi o da Construção Civil, que fechou 13,48% dos postos formais, seguido pelo Extrativo Mineral (-5,67%) e a Indústria da Transformação (-4,23%). 
 
Dados regionais

Entre as 27 unidades da federação, Roraima se destacou com resultado positivo na criação de empregos formais no ano passado. O estoque de vagas passou de 51.662 em dezembro de 2015 para 51.746 em dezembro de 2016 – uma alta de 0,16%. Além de Roraima, os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os que menos sofreram com a crise em 2016. Na comparação dos estoques de emprego em dezembro de 2015 e 2016, Mato Grosso do Sul teve perda dos postos de trabalho de 0,22%. Goiás registrou queda de 1,6%, enquanto Santa Catarina teve redução de 1,63% do estoque de vagas na mesma comparação. O estado do Rio Grande do Sul aparece na quinta posição com redução do 2,09% do estoque de postos de trabalho em 2016, em relação ao ano anterior.

Governo federal libera R$ 12 bilhões para pré-custeio da safra agrícola

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O governo federal liberou R$ 12 bilhões para financiar o pré-custeio da safra agrícola 2017/2018. O valor supera em R$ 2 bilhões o montante liberado para o pré-custeio da safra anterior. O objetivo é estimular a economia e melhorar as condições da produção agrícola do país.
 
Os recursos permitirão aos produtores rurais fazer compras antecipadas de insumos, como sementes, fertilizantes e defensivos. O financiamento antecipado deve atingir primeiramente as culturas que são plantadas no verão, como soja, milho, arroz, café e cana-de-açúcar.
 
Os recursos serão ofertados pelo Banco do Brasil, a partir de captações próprias da Poupança Rural e de depósitos à vista. Os médios produtores terão acesso ao crédito por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp), com taxas de 8,5% ao ano e teto de R$ 780 mil. Já os grandes produtores poderão financiar até R$ 1,32 milhão, sob encargos de 9,5% ao ano.
 
O anúncio da liberação do crédito foi feito ontem (19), em Ribeirão Preto (SP), pelo presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, em cerimônia que contou com a participação do presidente Michel Temer, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e outras autoridades.
 
Segundo Temer, a agricultura é a área que tem sustentado a economia brasileira, que vive um momento de recessão. “O agronegócio é tão sustentador da economia nacional, que não precisa muita coisa, o que é preciso é financiamento, isto sim, e é o que estamos fazendo no momento”, afirmou Temer.
 

Brasil ocupa penúltimo lugar em competitividade em ranking da CNI

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O Brasil ocupa o penúltimo lugar na classificação geral de competitividade em um ranking de 18 países, à frente somente da Argentina. O resultado está no estudo Competitividade Brasil, divulgado ontem (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para determinar a competitividade, foram levados em conta nove fatores, entre eles, infraestrutura e logística, disponibilidade e custo da mão de obra e do capital, ambiente macroeconômico, peso dos tributos e educação.
 
O ano de referência da pesquisa é 2016. Segundo a CNI, os países incluídos no estudo foram escolhidos em função de suas características econômicas, sociais e da natureza de sua participação no mercado internacional. Esta é a quinta edição do relatório, publicado pela primeira vez em 2010.
 
Nos rankings por quesito, o Brasil ocupou a pior posição – o último lugar – em disponibilidade e custo do capital, com a mais alta taxa de juros real de curto prazo e o maior spread (diferença entre as taxas que os bancos pagam para captar recursos e as que cobram dos consumidores) da taxa de juros. O país também ficou mal posicionado em ambiente de negócios e ambiente macroeconômico: em ambos os quesitos ficou em penúltimo lugar, outra vez à frente apenas da Argentina.
 
De acordo com a CNI, os fatores que influenciaram na baixa posição em ambiente macroeconômico foram inflação, dívida bruta e carga de juros elevadas e baixa taxa de investimento. No quesito ambiente de negócios, o país é puxado para baixo pelo desempenho ruim nos subfatores burocracia e relações de trabalho e eficiência do estado e segurança jurídica.
 
O melhor posicionamento do Brasil foi no fator educação, com o país em nono lugar entre 15 países para os quais há informações disponíveis sobre o assunto. O resultado em educação se deve ao bom desempenho do país em gastos com educação, subfator no qual o Brasil ocupa o quarto lugar. A CNI ressaltou, no entanto, que o país teve desempenho fraco em outros quesitos.
 
Apesar de estar em posição intermediária no ranking de matrículas no ensino superior, por exemplo, o Brasil ocupou o décimo primeiro lugar entre 13 países para os quais há informações disponíveis sobre conclusão da faculdade ou universidade. No quesito qualidade da educação básica, o país está em décimo segundo lugar entre 14 dos países pesquisados com mecanismos de monitoramento.
 
O primeiro lugar na classificação geral da pesquisa é ocupado pelo Canadá, seguido pela Coreia do Sul, Austrália, China, Espanha e Chile. Entre os fatores pesquisados, o Canadá só não figura nos primeiros lugares nos quesitos disponibilidade e custo de mão de obra e ambiente macroeconômico.