Grupo Batuque De Um Povo realiza último samba do ano no Beco da Lama

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A roda de samba Batuque De Um Povo realiza nesta sexta-feira (30), o último samba do ano no Beco da lama, na Cidade Alta. A entrada é gratuita.
 
O samba começa às 19h, em frente ao Bar de nazaré, e terá participação especial da dançarina e coreografa Jamilah Al Hanna, que fará uma apresentação de dança para Iemanjá. "Para fechar o ano com muito axé", completa o músico Carlos Britto, um dos organizadores do evento.
 
"Traga seus amigos se vistam de branco e entre no batuque de um povo", convida Britto.
 
O grupo tem se apresentado às quintas-feiras, no evento chamado "Quinta que te quero samba", sempre com entrada gratuita e sempre no Beco da Lama. A proposta é movimentar o centro histórico de Natal e fomentar a cultura do samba na capital.

Johnny Hooker apresenta “Macumba” pela última vez em Natal neste sábado

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Após uma passagem incendiária por Natal no comecinho da turnê, em março de 2015, o cantor, compositor e ator Johnny Hooker retorna à capital potiguar neste sábado para se despedir definitivamente de sua “Macumba” em solo potiguar. O último show da turnê que projetou o pernambucano como um dos principais nomes da nova música brasileira ocorre, no entanto, somente no dia 17 de fevereiro em Goiânia.
 
De sua primeira passagem em Natal até agora muita coisa aconteceu, incluindo o significativo reconhecimento como Melhor Cantor (categoria Canção Popular) no 26º Prêmio da Música Brasileira. A despedida da turnê tem motivo. Johnny já está com o novo álbum quase pronto para sair do estúdio, através do projeto “Natura Musical”, do qual foi vencedor no ano passado, garantindo tanto a produção do disco quanto os primeiros shows da nova turnê, em Recife, São Paulo e Rio de Janeiro.
 
Diferente da atmosfera Dark/Sensual de “Eu Vou Fazer Uma Macumba Para Te Amarrar, Maldito!”, o novo disco intitulado provisoriamente de “Corpo Fechado” deve trazer Hooker em uma aura mais tropical e colorida, de acordo com as suas primeiras declarações sobre o projeto.
 
A previsão inicial é de que “Corpo Fechado” seja lançado até julho, sem deixar de lado, no entanto, a mistura que norteou “Macumba”, com uma sonoridade embriagada pelo frevo, axé, samba, soul e sonoridades latinas.  “Acho que Corpo Fechado vai ser como se o “Cinema Transcendental” de Caetano Veloso e o “Young Americans” de David Bowie tivessem um filho no Recife”, definiu o músico .
 
Enquanto o próximo projeto ainda não toma forma definitiva, Hooker espera um coro forte na noite de hoje lotando o Armazém Hall, na Ribeira, com o repertório completo de “Macumba”, dando destaque aos singles de maior sucesso: “Volta”, música da trilha do longa “Tatuagem” (Hilton Lacerda), “Alma Sebosa” e “Amor Marginal”, ambas inseridas como temas de novelas da Rede Globo, “Segunda Chance”, que ganhou um clipe dirigido pela cineasta e ex VJ da MTV Marina Person; e por fim, “Você Ainda Pensa”, que acaba de ganhar um clipe estrelado por ninguém menos que Renata Sorrah. Apesar do sucesso relativamente recente, Johnny Hooker já está na estrada há 10 anos e “Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!” é o seu segundo disco, o primeiro, no entanto, lançado em carreira solo. 
 
MADIMBOO
 
O show de hoje promete ainda mais uma novidade, a primeira apresentação da “Madimboo” em Natal. O grupo é formado pelos integrantes da banda que acompanha Johnny Hooker em sua turnê. O Power trio começou a rodar o país a partir de janeiro, complementando as apresentações do pernambucano. Composto por Artur Dantas (vocal e programações), Felipe Rodrigues (guitarra) e Thiago Duarte (bateria), o grupo apresenta tanto as três composições inéditas presentes em “Candeia”, EP de estreia, lançado em agosto do ano passado, quanto um repertório autoral.
 
Serviço:
Johnny Hooker, encerra turnê “Macumba”
Quando?  Hoje
Onde? Armazém Hall (Rua Chile, Ribeira)
Horas? 22h30
 

Hoje tem Wesley Safadão no Pirangi Summer

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O Pirangi Summer chega ao último dia com o Wesley Safadão, o maior arrasa-quarteirão da música. O festival acontece na Arena Circo da Folia, na Praia de Pirangi, litoral sul do Rio Grande do Norte.
 
O último dia evento vai trazer forró, axé, arrocha e pagode. É a mistura que define o cantor Gabriel Diniz, que abre a última noite do festival. O cantor, também conhecido como GD, é reconhecido pela mistura de influências e se destaca com o estilo conhecido como “Forró Ostentação”. Dentre os principais sucessos estão “Quem chorava hoje ri” e “amor de copo”.
 
Entretanto, o principal nome do forró a subir no palco da Arena Circo da Folia é o cantor Wesley Safadão. A carreira do músico teve início em 2007, com a banda de sua família “Garota Safada”. 
 
A projeção do vocalista junto ao grupo foi tão grande que a banda se transformou em “Wesley Safadão” e o artista foi transmutado em um dos maiores astros música pop do país, com uma média de 25 shows por mês. Para o Pirangi Summer, Safadão vai trazer a turnê “WS em Casa”. O cantor cearense vai executar canções como “A Dama e o Vagabundo”, “Meu Coração deu PT” e “Solteiro de Novo”, que são as novidades da atual turnê, mas também vai apresentar “Camarote”, “Aquele 1%” e “Vou Dar Virote”. Nas últimas apresentações, ele está executando um meddley com funks, como “Deu Onda”, “Malandramente” e “Partiu”. 
 
Esta semana, ele apareceu pela 5ª vez na lista da revista Billboard que coloca os 50 artistas mais influentes nas redes sociais. Safadão está na 45ª posição. Aumento de seguidores, execuções de músicas em streaming e número de acessos são algumas métricas que são levados em consideração para se chegar ao ranking.
 
Uma das atrações do show em Pirangi será “Meu Coração Deu PT”, o mais novo sucesso do cearense. A canção já está é umas das dez mais tocadas em plataformas digitais. Com o clipe de “Meu Coração Deu PT“, Wesley Safadão já ultra-passou a marca das 100 milhões de visualizações no Youtube. Além deste, outro vídeo ultrapassou a marca de ‘views’.  O clipe de “Camarote” tem mais de 150 milhões de views.
 
O estrondoso sucesso do Wesley Safadão é reflexo direto na imagem do cantor nas redes sociais. O músico vai trazer para o Pirangi Summer o aquecimento para a gravação de um novo DVD. O novo projeto do cantor cearense ganhará vida no dia 15 de abril, no Hotel Eden Roc Resort, em Miami Beach, nos Estados Unidos. O DVD Ws In Miami Beach é a grande aposta do cantor cearense para 2017. O trabalho terá no repertório hits já conhecido do público e mais canções inéditas.
 
Para além do forró e suas variáveis, o axé também deve marcar o encerramento do Pirangi Summer. O ritmo será representado pelos cantores Pipo e Rafa Marques, filhos do cantor Bell Marques, que desde 2013 seguem os passos do pai na carreira artística.
 
 NOVO
 
Os leitores do NOVO terão 50% de desconto na compra do ingresso para o Pirangi Summer 2017. Para ter acesso ao desconto acesse o nosso site WWW.novojornal.jor.br. Na página inicial você encontra um banner do evento. É só clicar e fazer o cadastro para ter acesso ao cupom.
 
O cupom deve ser apresentado em um dos postos de venda e garante 50% de desconto no valor do ingresso. A promoção não é válida para meia entrada estudantil e não é cumulativa com outros descontos. O abatimento se limita a dois ingressos por usuário.
 
Ao fazer o cadastro no site, você será cadastrado gratuitamente no NOVOWhats, o maior serviço de  notícias via Whats App do estado. São pelo menos três boletins diários com as principais noticiais do dia, dicas culturais e promoções para eventos. O NOVOWhats também é um meio de aumentar a interação do leitor com o jornal, onde é possível sugerir pautas e desmentir boatos.
 
Serviço:
 
O que? Pirangi Summer
 
Quando? 21 de janeiro
 
Hora? A partir das 19h
 
Onde? Arena Ecomax e Arena Circo da Folia em Pirangi

De "La la Land" a "Johnny Hooker": Confira as dicas para este FDS

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PSICONAITE NESTA SEXTA-FEIRA

O cantor e compositor piauiense Hugo dos Santos estreia seu disco homônimo hoje no El Rock acompanhado da banda paraibana “Rieg” e do potiguar “Zé Caxangá e seu Conjunto”. Começa às 22h no El Rock (Rua Raimundo Chaves, 1892, Candelária) | R$ 12 até 22h30, após R$ 15 | Confirme presença no evento aqui

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ROLÉ SUNSET NO SÁBADO

Para quem quer curtir um clima mais praieiro, a dica é a segunda edição do “Rolé Sunset”, que além de trazer a estreia da banda Dopamina, ainda vai contar com MC Priguissa comandando o som da noite e discotecagens de Ciara Leglam e DJs Tropicana. | Começa às 15h em uma casa de praia em frente ao quiosque 20 no calçadão de Ponta Negra | R$ 20 | Confirme presença no evento aqui

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BAIÃO DE DOIS NO PORÃO DAS ARTES

O "Baião de Dois", duo formado por Khrystal e Sami Tarik se apresenta pela primeira vez em Pium neste sábado. O show que promete uma boa mistura de ritmos nordestinos começa às 20h no Porão das Artes (Rua da Aurora, 138 - Parnamirim) | Ingressos R$ 10

JOTA QUEST NO TEATRO RIACHUELO

Também neste sábado o Jota Quest cumpre a promessa e traz a “Pancadélico Tour” para Natal com repertório focado no 8º disco da carreira, lançado pela banda no finalzinho de 2015, com colaborações de Nile Rodgers, Anitta, Arnaldo Antunes, Wilson Sideral e Stuart Zender (ex-Jamiroquai). Lembrando que o NOVO em parceria com a VIVA Promoções vai levar um leitora para conhecer a banda no camarim. Começa às 21h no Teatro Riachuelo (3º piso do shopping Midway Mall) | Ingressos entre R$ 180 (R$ 90/meia) e R$ 260 (R$ 130/meia).

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JOHNNY HOOKER

Após rodar o Brasil acumulando um público de mais de 200 mil espectadores, o show do disco "Eu Vou Fazer Uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!", do cantor, ator e compositor pernambucano Johnny Hooker, vencedor do Prêmio da Música Brasileira, retorna à capital potiguar para sua despedida. Além dele se apresentam também as bandas “Manolo” e “Madimboo” | Começa às 22h30 no Armazém Hall (Rua Chile) | Confirme presença no evento aqui

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VIOLETAS NA CASA DA RIBEIRA

Fruto da pesquisa “Memória da Voz”, realizada pela atriz Mayra Montenegro, o espetáculo “Violetas”, que traz como fio condutor a história da avó de Mayra, dona Wilma, retorna à Casa da Ribeira (Rua Frei Miguelinho, Ribeira) neste sábado e domingo. Começa sempre às 19h | R$ 16 | Confirme presença no evento aqui

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DANI BLACK EM DILÚVIO

Quem também passa por Natal neste final de semana é o cantor, compositor e guitarrista paulista Dani Black com a turnê de “Dilúvio”, seu segundo disco, lançado em 2015. No repertório, além da faixa-título e das novas canções “Areia”, “Seu Gosto” e “Maior”, ele interpreta as já consagradas "Linha Tênue", "Aurora", "Só Sorriso" e "Miragem". O show de abertura fica por conta da cantora Simona Talma. Começa às 19h no Seven Club Natal (Praça das Flores, Petrópolis) | R$ 60 (R$ 30/meia) | Confirme presença aqui

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CÚMPLICES DE UM RESGATE

Para os pequenos, a dica do domingo é conferir o show “Cúmplices de Um Resgate – O Musical”, que reúne parte do elenco da novela exibida pelo SBT, sucesso de público. No repertório, pequenas esquetes, danças e sucessos da trilha que fez parte da novela, como “Cúmplices de um Resgate”, “Superstar” e “Pra Ver Se Cola”. Começa às 16h no Teatro Riachuelo | Ingressos variando entre R$ 80 (R$ 40/meia) e R$ 140 (R$ 70/meia) 

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FROZEN NO BOSQUE ENCENA

Outra dica para os pequenos é o Bosque Encena deste domingo que traz a "Cia Era Uma Vez" com o espetáculo "Frozen, a Primavera Chegou!" prometendo muitas aventuras similares ao filme da Disney, lançado em 2013. Começa às 10h no Parque das Dunas | Entrada gratuita 

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NOS CINEMAS// LA LA LAND

Apesar de ter entrado em circuito na semana passada, só a partir deste final de semana o público potiguar vai poder conferir um dos filmes mais comentados da estação em horários mais flexíveis nas salas natalenses, “La La Land – Cantando as Estações” é um dos favoritos ao Oscar neste ano, além de trazer um dos casais mais carismáticos de Hollywood, Emma Stone e Ryan Reynolds. No Globo de Ouro foram 7 prêmios, incluindo o de Melhor Filme.

Na produção de Damien Chazelle (Wiplash), o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) ao chegar em Los Angeles e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

SESSÕES

CINÉPOLIS (Natal Shopping)
[VIP] 13h20, 16h10, 19h, 22h10

MOVIECOM (Praia Shopping)
[LEG] 21h35

CINEMARK (Midway Mall)
[LEG] 12h, 15h, 18h, 21h

Musa da Bossa Nova, Nara Leão completaria 75 anos nesta quinta-feira

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Neste dia 19 de janeiro, Nara Leão faria 75 anos. Nascida em Vitória, em 19 de janeiro de 1942, foi a mais carioca das cantoras. Numa época de grandes intérpretes, simbolizou como nenhuma outra o canto quase falado da bossa nova.
 
Aliás, diz a história (ou a lenda), que a bossa teria nascido no famoso apartamento de Nara, em frente ao Posto 4 em Copacabana, zona sul do Rio. A moça, que havia estudado na escola de violão de Roberto Menescal e Carlos Lyra, costumava reunir a rapaziada que bolava a nova música, sob os olhares complacentes do pai, o médico Jairo Leão, e a mãe, Altina.
 
Há muito mito sobre a origem da bossa nova, por exemplo, que a bossa teria como característica o canto discreto, acompanhado do igualmente sóbrio violão, justamente para não causar reclamação dos vizinhos. Era música de apartamento e tinha de ser cantada baixinho. Mas essa é apenas uma explicação singela para um movimento que revolucionou a harmonia do samba, alterou-lhe o fraseado, propôs novos temas para as letras e, a partir da batida de violão de João Gilberto, tornou-se algo de fato original. E assim, saiu do Rio para ganhar o mundo.
 
De todas, a voz de Nara era a que melhor vestia esse canto em registro baixo. Elis Regina (de quem não era bom ser inimiga) a ironizava dizendo que não sabia cantar, não tinha volume sonoro. Que nada. Nara era afinadíssima, em sua voz reduzida. E, com seu charme e carisma, revelou-se uma intérprete de ponta.
 
Estreou na comédia "Pobre Menina Rica" ao lado de Vinicius de Morais e Carlinhos Lyra, em 1963. Ficou famosa após o golpe militar de 1964, quando o espetáculo "Opinião" formou uma espécie de ritual da resistência civil. A intelectual Heloísa Buarque de Holanda escreveu que naquele tempo se ia ao "Opinião" como quem comparece a uma missa cívica.
 
Mas Nara, que se apresentava ao lado de João do Vale e Zé Kéti, teve um problema de afonia e foi substituída no segundo ano por Maria Bethânia, uma jovem que então ninguém conhecia e abafou com sua interpretação de "Carcará" (o tal do "Pega, mata e come!").
 
Mas, como se vê pela própria experiência do "Opinião", Nara era uma intérprete versátil. Musa da bossa nova - título dado pelo jornalista Sérgio Porto (o Stanislaw Ponte Preta), cantou o barquinho, a tardinha e o azul do mar, mas não voltou as costas ao samba, ao velho samba de morro. Tornou-se uma cantora de protesto logo que o regime instaurado em 1964 mostrou sua carantonha. 
 
Nesse sentido era muito próxima do CPC da UNE (os Centros de Cultura Popular da União Brasileira dos Estudantes), o que seria previsível dada sua antiga amizade com Carlinhos Lyra, cepecista de carteirinha. Atingiu o auge da fama ao interpretar a singela "A Banda", de Chico Buarque.
 
O fato é que Nara interpretava de tudo - e bem. Da música cool da bossa nova pura, ao sambão, canção de protesto e até o tropicalismo que, segundo muitos, vinha para se opor à então decadente bossa nova.
 
Ela participa do disco manifesto do grupo, "Tropicália" - ou Panis et Circensis, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Os Mutantes, Rogério Duprat, Tom Zé, Gal e Torquato Neto. Na capa do LP, Nara está "presente" no retrato segurado por Caetano. Interpreta uma das faixas, "Lindoneia". Outro retrato é o de Capinan, em traje de formatura, na não de Gil.
 
Isso apenas para dizer que Nara jogava nas onze. Ao longo da carreira gravou samba, bossa e até Jovem Guarda. Mas a imagem que fica - a eterna - é cantando bossa nova no banquinho, acompanhando-se ao violão e com os magníficos joelhos à mostra.
 
Voz contida, afinadíssima, boa divisão rítmica, charme - era um encanto. Um logotipo de um tempo que, se não era de todo feliz (havia a ditadura), sabia produzir figuras deslumbrantes como ela.
 
Gravou 28 discos. O primeiro, "Nara", em 1964; o último, "My Foolish Heart", em 1989, com versão de standards americanos. Todos foram relançados em duas caixas de CDs. Nara morreu nesse mesmo ano, com apenas 47 anos de idade. Quem a viu ou ouviu não a esquece.
 

Gosta de Piratas? Então você precisa conhecer este livro

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“Anne Bonny (1702-1782) foi uma pirata irlandesa extraordinária para sua época. Não aceitou o casamento que seu pai lhe impôs, fugiu da família rica, casou-se com um pirata e junto dele passou a assaltar a costa dos EUA”, narra o escritor e aviador aposentado Silvio Melo, do outro lado da linha, sobre uma das personagens centrais de “Bucaneira – Um Arriscado Regaste”, sua primeira ficção.

“Anne foi uma pirata brilhante, sabia manusear com precisão qualquer arma branca e ainda se destacou por também inserir outra mulher no universo pirata, sua amiga Mary Read, com quem lutou contra o exército inglês, quando sua tropa foi capturada”, prossegue com precisão o escritor, explicando que através de “Anne” e “Mary Read” ele fez uma homenagem às mulheres e às piratas mulheres em seu primeiro livro.

“Anne foi capturada mais adiante e condenada à forca na Jamaica junto com toda a sua tripulação, mas o mais curioso é que não se sabe o que aconteceu com ela... é como se tivessem apagado a continuação de sua história”, completa na linha, definindo seu livro como, não por acaso, a continuação fictícia da história da pirata.

“Tirei Anne do cárcere e lhe dei uma nova aventura”, brinca Silvio, explicando, no entanto, que a trama de “Bucaneira” (Chiado Editora, 368 páginas) não é centrada inteiramente na personagem. A obra traz em suas páginas um verdadeiro esquadrão de piratas, uns reais, outros fictícios, reunidos em prol de uma caça a um tesouro perdido.

“Mas sem a visão hollywoodianas de seres mortos, com polvos nas barbas e esse tipo de coisa”, pondera o autor, mencionando principalmente as representações na cine franquia “Piratas do Caribe” e o icônico Jack Sparrow, interpretado pelo ator Johnny Depp.

“Quis fugir um pouco disso e representar essas pessoas com verossimilhança. São personagens que mesmo com a diferença de tempo poderiam facilmente ser eu ou você”, completa sobre a obra lançada oficialmente no ano passado durante a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

“Todos os piratas vão se encontrando ao longo do livro para caçarem um tesouro e isso é o máximo que posso dizer”, conta o escritor fazendo mistério sobre o conteúdo das 368 páginas que já possui inclusive uma continuação sendo escrita.

“O livro deixa uma ponta para a continuação da história e estou trabalhando nela atualmente, mas tudo muito no começo ainda... Sei apenas que a mesma trupe de piratas retorna para a continuação”, conta, adiantando apenas o título da próxima aventura “Bucaneira – Os Ollhos de Jade”, ainda sem previsão de lançamento.

EDITORA PORTUGUESA

O livro faz parte de seu contrato com a editora portuguesa “Chiado”, firmado há alguns anos e que prevê ainda o lançamento de mais alguns títulos, não apenas da série “Bucaneiras”, como também de outros romances nos quais o ex-aviador está trabalhando atualmente.

“Há cerca de um ano imprimi uma versão particular de Bucaneira e enviei para algumas editoras. A Chiado se mostrou muito interessada prontamente e então fechamos a parceria”, detalha, afirmando ainda que a obra está sendo atualmente distribuída, através da editora, para todos os países de língua portuguesa, incluindo Angola, Cabo Verde e Moçambique.

INSPIRAÇÃO PELO MAR

Não por acaso, o aviador aposentado escolheu uma praia para morar desde quando decidiu se instalar em terras potiguares em meados de 2014, dois anos após deixar sua rotina como aviador. “Moro na praia de Búzios o que é bem apropriado para me inspirar para os próximos passos desses piratas”, brinca o escritor.

Também vem do mar o mote inicial para que ele se debruçasse no universo dos piratas. Tudo aconteceu há alguns anos enquanto realizava uma de suas maiores travessias como piloto. “Eu via lá de cima o mar, e principalmente o degelo polar, milhares de icebergs se dissolvendo no mar e pensei naquele momento que gostaria de escrever alguma coisa sobre esse universo”, conta.

“E se para mim já era difícil mesmo com a tecnologia, imagine para quem realizava o mesmo percurso somente com velas? Era preciso muita coragem, e como tudo já foi escrito sobre Colombo, Cabral, Vasco da Gama e outros grandes nomes das travessias oceânicas, resolvi falar sobre os piratas que sem dúvida também merecem todos os méritos nesse aspecto, todos foram grandes nomes das travessias”, complementa.

Silvio Melo começou na aviação como professor titular de “Navegação Aérea” e adjunto em “Aerodinâmica” e “Meteorologia” na Escola de Aperfeiçoamento e Preparação da Aeronáutica Civil (EAPAC), no Rio de Janeiro, durante a década de 70. Desde então acumulou mais de 40 anos de voo, tendo experiência como piloto executivo e de linha para a Rio-Sul Serviços Aéreos, uma extensão da VARIG S/A.

A pesquisa inicial para o seu primeiro romance começou então em 2012, assim que Silvio se aposentou, através de livros e documentos que consultou em um período de quase três anos. O lançamento oficial em Natal está sendo marcado para o mês de março, ainda sem data ou local confirmados.

Enquanto não lança a continuação de “Bucaneira – Um Arriscado Resgate”, Silvio mantém um blog de mesmo nome com várias curiosidades relacionados ao universo dos piratas (bucaneira.blog), onde o livro pode ser adquirido fisicamente ou na sua versão e-book.