Saiba como cuidar do seu pet no verão

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No Brasil, todos os anos começam e terminam com o clima ensolarado do verão. Natal, por sua vez, durante muitos anos foi conhecida como a “cidade do sol”, devido às poucas chuvas e altas temperaturas que caracterizam o clima da cidade. Além de representar um período de férias, praia e alegria, o verão pode trazer alguns problemas como desidratação e doenças dermatológicas causadas pelo excesso de calor. 
 
Estes problemas que se intensificam durante a época mais quente do ano também afetam os pets. Caso o tutor não esteja atento a questões como alimentação, banhos, tosa e horários de caminhada, o período pode se transformar em um incômodo para o seu animal.  Por isso, o NOVO preparou um guia com os principais cuidados que você deve ter para manter o seu bichinho saudável durante o verão. 
 
 
De acordo com o veterinário Fabrício Marinho, os cuidados com os animais nos dias mais quentes estão todos baseados em evitar exposição ao sol entre 10h e 16h e manter o seu pet hidratado. “Com a chegada do verão e aumento da temperatura, a nossa preocupação com o bem estar dos animais deve ser redobrada. Eles também precisam de tempo para se adaptar ao calor e a umidade, mas diferente dos humanos eles não transpiram. A respiração é a único mecanismo responsável por controlar a temperatura corporal dos animais”, explica.
 
E complementa “em dias mais quentes eles tendem a trocar mais calor com o ambiente, então os animais podem ficar desidratados e apresentar sintomas como vômito ou falta de apetite. A pele também é outra preocupação, pois a exposição excessiva ao sol pode causar problemas dermatológicos, como fungos, feridas e até câncer de pele”. 
 
Cuidados 
com a pele
 
No verão os animais ficam mais suscetíveis a doenças dermatológicas como fungos, infecções bacterianas, feridas e câncer de pele. De modo geral, esses problemas são causados por exposição excessiva ao sol.
 
O recomendado é que os animais não sejam expostos ao sol entre às 10h e às 16h, principalmente os cães e gatos albinos, que são mais sensíveis a exposição solar e mais suscetíveis a problemas dermatológicos. 
 
Com exceção aos animais que já possuem algum problema de pele, o ideal é que a frequência dos banhos seja de uma vez por semana, o que mantém o pelo hidratado e ajuda o seu animal a enfrentar o calor. Após o banho, é preciso ficar atento para secar bem o pet. Deixar o pelo úmido pode causar problemas de pele, como dermatites.
 
Além das doenças dermatológicas, a proliferação pulgas, carrapatos e insetos transmissores de doenças é maior durante o verão, pois o calor e a umidade criam um ambiente mais propício e esses insetos. É recomendado usar repelentes próprios para animais e evitar locais com muitos cães ou gatos porque grande parte destes problemas pode ser transmitida de um animal para o outro.
 
Alimentação
 
É preciso garantir que o seu bichinho de estimação esteja hidratado para que ele não tenha problemas com a chegada do verão. O ideal é que um animal beba 60ml de água por quilo, de acordo com o seu peso corporal. Ou seja, um cachorro de 10kg deve consumir em média 600ml de água por dia. Para quem não tem tempo de fazer essa contabilização, o recomendado é manter o pote de água do seu cão ou gato sempre cheio com água limpa e fresca.
 
Nos dias mais quentes, é comum que os animais percam o apetite. Nestes casos, a dica é escolher horários mais frescos para oferecer comida ao animal.
 
Alguns alimentos, como frutas e legumes também podem ser oferecidos como petisco para auxiliar na hidratação e na nutrição do animal. Dentre as frutas que podem ser oferecidas estão melancia, melão e banana, por exemplo.
 
Uma opção para manter o animal refrescado são dindins voltados para cachorro, como os da Creamydin da Lu. A estudante de medicina veterinária, Luana da Silva, há dois meses trabalho produzindo dindins de fruta adoçados com mel. “As pessoas tem procurado bastante porque é uma boa opção para refrescar o animal durante o verão”, explica.
 
Atividades físicas
 
Os animais precisam manter uma rotina de atividades físicas para socializar com outros pets e combater problemas de saúde como a obesidade. Durante o verão, o tutor precisa ficar atento com o horário dos passeios e das atividades para que a caminhada no parque não se torne prejudicial, causando fadiga, desidratação e queimaduras.
 
A principal recomendação dos veterinários para o período mais quente do ano é que os passeios sejam feitos entre o final da tarde e o início da manhã, quando as temperaturas estão mais amenas. Fazer pequenas pausas na sombra e oferecer água ao pet durante a caminhada é importante para manter o seu animal hidratado.
 
“Os donos devem evitar caminhar com o animal entre às 10h e às 16h. Eles podem ter hipertermia, que é um aumento na temperatura corporal, podendo chegar até 40ºC. Este aumento na temperatura pode provocar vômito, edema pulmonar e até parada cardíaca nos casos mais graves”, recomenda o veterinário Fabrício Marinho.
 
Ao caminhar com o seu cachorro é importante acompanhar o ritmo do animal e parar para descansar sempre que ele apresentar sinais de fadiga. Raças como pug e buldog, por exemplo, tem dificuldade ao respirar por causa dos focinhos mais curtos. Para os donos desses animais, o cuidado na hora de praticar atividades físicas deve ser redobrado.
 
Também é possível adquirir meias e sapatos próprios para cachorros. O acessório protege contra as queimaduras que são frequentes nas patas devido ao contado com o asfalto.
 
Gatos
 
Embora os problemas causados pelo calor sejam semelhantes entre cães e gatos, o veterinário Fabrício Marinho explica que é mais fácil aplicar esses cuidados aos felinos.
 
 
“As preocupações são as mesmas, mas os gatos têm hábitos diferentes. Eles são mais caseiros então ficam menos expostos aos raios solares. Se você tentar fazer com que um gato passeie em horários em que o sol está muito forte ele provavelmente não irá”, exemplifica.
 

 

RN recebe autorização para iniciar obras na Av. Roberto Freire e ampliar VLT

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O governador Robinson Faria assegurou na manhã de hoje, 17, em audiência com o Ministro das Cidades, Bruno Araújo, em Brasília, o compromisso do Governo Federal em liberar com agilidade as parcelas do financiamento para a duplicação da avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal.

Na audiência com Bruno Araújo, Robinson Faria também conseguiu o compromisso do Governo Federal em entregar o segundo vagão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), para Natal.

Ainda na reunião com o Ministro das Cidades, o governador Robinson Faria assegurou a liberação de recursos para a continuidade das obras do saneamento de Natal.

“Tratamos aqui em Brasília sobre obras e ações de governo, investimentos importantes que vão melhorar a mobilidade urbana, o transporte de pessoas e a qualidade de vida das pessoas com consequente melhoria da saúde pública, como as obras de saneamento em Natal. Apesar das dificuldades econômicas, estamos trabalhando e fazendo intervenções importantes que beneficiam a todos”, afirmou Robinson Faria que esteve na audiência acompanhado com o diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagens, Jorge Ernesto Fraxe. 

Líder do MTST, Boulos é detido em reintegração na zona leste

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O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi detido pela Polícia Militar após reintegração de posse em um terreno particular na Rua André de Almeida, em São Mateus, na zona leste de São Paulo, na manhã desta terça-feira, 17.  Segundo o MTST, ao menos 700 famílias moravam no local, conhecido como Ocupação Colonial em São Mateus. A informação da prisão de Boulos ainda não foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Em nota na página oficial do MTST, militantes dizem que prisão é "absurda". "Não aceitaremos calados que além de massacrarem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajudá-los", publicou o grupo.

Em seu Facebook, Boulos disse nesta segunda-feira, 16, que a ocupação tem "mais de 3 mil pessoas, com crianças e idosos". "A maioria não tem nenhum lugar para ir. Por isso, os moradores decidiram agora à noite (segunda-feira) pela resistência. Não é escolha, é falta dela. O MTST estará junto com os moradores nesta batalha. Não ao despejo! Ajude a denunciar", afirmou.

Segundo o movimento, o grupo está há um ano e meio no local. 

Imagens da Rede Globo mostram que a Polícia Militar usou bombas de gás para avançar sobre os sem-teto. A SSP, em nota, afirmou que "após tentativa de negociação dos oficiais com as famílias, não houve acordo". O governo disse ainda que os moradores tentaram resistir "hostilizando os PMs, arremessando pedras, tijolos e rojões". "O grupo ainda montou três barricadas com fogo."

A pasta confirmou o uso de bombas de efeito moral, spray de pimenta e jato d'água pela Tropa de Choque. 

 

Repórter é agredida ao vivo durante cobertura de rebelião

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Barbárie em Alcaçuz: Defensoria Pública estuda mover ação contra o Estado

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“Quando o Estado trata o preso como animal, ele se torna no que a gente viu em Alcaçuz”. A declaração é do defensor Rodrigo Lima, responsável por uma força tarefa da Defensoria Pública do Rio Grande do Norte para avaliar a situação de presos provisórios nas cadeias potiguares. O objetivo da ação é desafogar o sistema penitenciário.
 
Após as mortes de presos dentro da maior penitenciária do estado, em Nísia Floresta, Região Metropolitana de Natal, os defensores estudam realizar uma ação coletiva contra o Estado do Rio Grande do Norte. O pedido à Justiça deverá envolver a cobrança de indenização às famílias dos apenados, segundo informou o defensor. Não há valor estimado.
 
De acordo com Rodrigo Lima, o valor da multa não é definido por lei e depende somente da decisão do Judiciário. Ele argumenta que o estado tem responsabilidade sobre a vida daqueles que estão custodiados dentro do sistema. “O estado é responsável pela custódia do preso, responsável em fazer que ele cumpra a pena, mas também que ele faça isso com integridade, com dignidade”, argumentou.
 
Rodrigo Lima lembrou que o massacre de Alcaçuz foi a ação mais violenta já registrada no sistema penitenciário do estado e que os atos e responsabilidades serão apurados em parceria com outras autoridades. 
 
“Vamos buscar responsabilidade de pessoas e instituições que deram causa a essa chacina. Cobrar transparência na divulgação de dados, nas informações, saber como ocorreu e possivelmente pedir ressarcimento de danos aos familiares de presos, bem como tratamento humano”, apontou. “Existe uma omissão histórica”, declarou. 
 
Lima ainda ponderou que a entidade pretende ajudar o estado a desafogar o sistema para agilizar os processos de presos que ainda não foram julgados. A equipe de 24 defensores também vai inspecionar as unidades para verificar estruturas e cobrar investimentos do Executivo.
 
A penitenciária de Alcaçuz, segundo afirma, seria vistoriada na próxima semana. Entretanto, diante do quadro de instabilidade, a inspeção será adiada até que o Estado retome o controle do presídio. 
 
O defensor informou que os presos que terão a pena revista são acusados de crimes pequenos que não causam risco à sociedade. “São homens que deixaram de pagar pensão, ou réus primários, que não são perigosos”, destacou. 
 
Além de diminuir o número de pessoas sob custódia do estado, isso diminuiria o recrutamento de novos “soldados” pelas facções criminosas que estão em conflito. Isso porque, de acordo com o defensor, os detentos são cooptados pelas facções logo que entram no sistema penitenciário. 
 
Em troca, recebem facilitações, desde material de higiene pessoal até uma defesa paga pela própria organização. Dessa forma, os detentos se tornam soldados devedores de favores aos líderes.
 
Para o procurador-geral do Ministério Público Estadual, Rinaldo Reis, ainda é cedo para apontar as medidas que serão adotadas. “O momento é muito mais de diagnóstico”, ponderou. Apesar disso, uma força-tarefa será criada para identificar “vulnerabilidades” e “possíveis falhas” que tenham facilitado a perda de controle por parte do estado. 
 
Rinaldo, que acompanhou as primeiras ações na noite de sábado, dentro do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do governo do estado, ainda disse que o órgão deverá cobrar providências. “O momento é muito de diagnóstico. O MP vai acompanhar muito de perto a identificação dos envolvidos e como eles tiverem acesso tão facilitado a armas”, salientou. 
 
“Nós percebemos que o Estado não tem o controle da segurança dos presídios, dos que eles (os presos) estão fazendo lá dentro. O sistema mostrou, agora, toda a sua vulnerabilidade”, concluiu. 

Barbárie em Alcaçuz: Comissão da Polícia Civil investigará o massacre

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A rebelião em que ocorreu o massacre que vitimou presos dentro da Penitenciária Estadual de Alcaçuz permitiu ainda a fuga de apenados de dentro da unidade. A princípio, o governo confirmou apenas uma fuga, e ainda assim de um detento que teria sido recapturado no mesmo dia perto do presídio. Até o fechamento desta edição, não havia um novo posicionamento oficial do governo com relação ao número exato de foragidos. A administração do presídio ainda não tinha finalizado a recontagem dos internos. 
 
No entanto, o presidente do Tribunal de Justiça, Expedido Ferreira, afirmou em conversa com a reportagem do NOVO que sete homens ganharam a rua durante a rebelião. A informação teria sido dado, segundo ele, pelo presidiário recapturado.
 
Ontem a própria Polícia Militar enviou nota a respeito da prisão de um outro detento que havia escapado no sábado durante o motim. O homem foi recapturado na Redinha, depois de fazer um assalto no conjunto Pajuçara e roubar uma moto. Além deste, dois outros presidiários foram encontrados na cidade de São Bento, na Paraíba. Policiais civis e militares detiveram a dupla em uma operação conjunta.  Ambos afirmam à polícia, em vídeo que circulou na internet, que integram o Primeiro Comando da Capital (PCC), e que fugiram durante a rebelião.
 
A Polícia Civil criou uma comissão, formada por quatro delegados, para investigar os assassinatos de detentos que foram executados dentro da unidade. As investigações serão comandadas pela DHPP.