[OPINIÃO] Jornal Do BG

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GOLPE - Essa semana circulou no whatsApp uma história surreal de um playboy que frequenta na noite de Natal as melhores casas.
 
GOLPE II - Segundo confidenciaram a esse colunista, o pipoco do dito cujo pode ultrapassar os 100 mil reais em cheques sem fundo e notas promissórias, só em um vendedor informal de roupas de grifes e relógios o pepino bate a casa dos 40 mil. 
 
GOLPE III - Virou comum na bacanagem em boates, bares e casas noturnas em Natal a disputa de ostentação em contas, chegando a ser normal contas ultrapassando a casa dos 2 mil ou 3 mil reais de consumação de combos de vodcas e whisky.
 
OAB - Chegou o dia da eleição da OAB. Nesta segunda, 16, 6.500 advogados estão aptos a votar. O difícil é calcular quantos realmente comparecerão a Arena das Dunas para depositar o seu voto nos candidatos Paulo Coutinho e Magna Leticia. 
 
OAB II - Tivemos acessos a duas pesquisas realizadas entre os dias 6 e 11 de novembro, em ambas o candidato Paulo Coutinho coloca mais de 10% de vantagem em relação à candidata Magna Leticia.  
 
OAB III  - Confirmando os percentuais das pesquisas que chegaram às nossas mãos, o candidato da chapa 10 deverá vencer a eleição com maioria superior a 350 votos frente à candidata da chapa 20.
 
REUNIÃO - Esta semana o governador Robinson Faria reuniu todo o seu secretariado e, de forma emocionada, relatou seu sacrifício pessoal durante quatro anos para chegar ao cargo de governador do Estado.
 
REUNIÃO II - Segundo ele, comeu muita bolacha Cream Cracker seca na hora do almoço durante sua peregrinação por todos os municípios do RN e de forma incisiva disse aos seus secretários que não vai aceitar “grupinhos” no seu governo
 
PUXÃO DE ORELHAS - Na mesma reunião, a secretária de Comunicação do governo, Juliska Azevedo, deu um “puxão de orelhas” nos secretários, avisando que o único protagonista da gestão é o governador e exigiu que os secretários se comunicassem mais com seus assessores de imprensa.
 
PUXÃO DE ORELHAS II - A secretária de Comunicação também cobrou que toda a comunicação do governo fosse concentrada na Assecom, evitando-se várias “línguas” falando por um único governo.
 
DONA DE CASA - O vereador Luiz Almir sugeriu em seu programa de rádio, de forma grosseira, que a mulher do governador Robinson Faria, a também titular da Sethas Julianne Faria voltasse a ser apenas dona de casa, criticando a sua atuação na secretaria que cuida do Programa do Leite.
 
DONA DE CASA II - Com sua fala agressiva e debochada, Luiz Almir sepultou uma eventual aliança com o governador Robinson Faria voltada para as eleições 2016 em Natal e qualquer possibilidade de uma parceria política com o governador.
 
DONA DE CASA III - Aliás, o vereador essa semana fez “pantim” de todo jeito, disse que estava sendo rejeitado no Partido Verde e que iria sair da legenda. Depois ameaçou romper com Carlos Eduardo, que não tinha espaço e não era escutado e, no fim das contas, depois de suas atitudes atrapalhadas, só restou para o vereador seresteiro o próprio Carlos Eduardo.
 
ÁRVORE - Segundo alguns críticos, a “árvore de Mirassol” é linda, mirabolante, extravagante e megalomaníaca. 
 
ÁRVORE II - Também foi criticada a locação de um painel de LED pelo prefeito Carlos Eduardo para o “Natal em Natal”, pelo valor de 280 mil reais, quando a Prefeitura fecha o ano com um rombo de 500 milhões de reais.
 
ÁRVORE III - Esse colunista conferiu o preço unitário da locação do painel de LED. O preço em questão está dentro da faixa de mercado. O que se discute são as prioridades.
 
PREFEITURA - A gestão do prefeito Carlos Eduardo passa o seu pior momento em Natal. Se não bastasse a crise financeira e um volume razoável de débitos com fornecedores, a PMN está sem certidão federal, e as insatisfações começam a chegar na ponta da linha.
 
PREFEITURA II - Passaram a ser constantes críticas fortes à administração do prefeito nas redes sociais. Críticas principalmente à buraqueira, paradas de ônibus, obras que nunca ficam prontas e os “amarelinhos”.
 
PREFEITURA III - O prefeito conta com um exército de cargos comissionados que fazem críticas fortes à gestão do governador Robinson Faria e defendem sua gestão diariamente. Esse trabalho das redes do prefeito ainda conta com toda turma ligada ao ministro Henrique Alves.
TERCEIRIZADAS - MP deflagrou nesta sexta-feira em Macau a Operação Maresia, que culminou com o afastamento do prefeito Kerginaldo Pinto
 
TERCEIRIZADAS II - Mais uma vez foi constatada durante investigação, conluio e corrupção de empresas terceirizadas com o Poder Público. Se o MP procurar bem, vai achar situações que até Deus duvida em contrato de terceirizadas na Grande Natal, principalmente na coleta de lixo e prestação de serviços humanos. 
 
TERCEIRIZADAS III - Se por ventura, viesse ser deflagrada uma operação dessas em Parnamirm, como poderia se chamar essa operação: BMW?
 
PARNAMIRIM - Falando em Parnamirim, se o bom senso e a vaidade permitirem, a oposição elege o prefeito da terceira maior cidade do RN. Sem dificuldades.
 
PARNAMIRIM II - O grande problema de quem quer ver o grupo do atual prefeito Mauricio Marques fora do comando é conseguir unir o deputado Carlos Augusto Maia e os vereadores Ricardo Gurgel e Giovani Junior. A vaidade assoberbada e atropelos de comunicação tem dificultado o que deveria ser simples.
 
PAULO WAGNER - O apresentador e ex-deputado Paulo Wagner, que conseguiu se aposentar com o apoio do então presidente da Câmara, Henrique Alves, teve a tranquilidade interrompida de sua belíssima aposentadoria.
 
PAULO WAGNER II - Paulo que ficou com um contra-cheque de aproximadamente 30 paus por mês, teve a aposentadoria questionada pelo Ministério Público Federal. Entre os questionamentos, que ele já tinha problemas de saúde antes de ser deputado e era de conhecimento público. Será que a pressão vai subir?

[Opinião] Todos de olho na cadeira de Agripino

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Desde os tempos do ex-senador e ex-governador, Dinarte Mariz, que a família Maia desempenha posição de destaque na política norte-riograndense. Contemporaneamente, o poder dos Maia é capitaneado pelo atual senador José Agripino (DEM). Estreante na política do Rio Grande do Norte, através da indicação bionica pelo regime ditatorial para ser prefeito de Natal, o jovem engenheiro foi depois governador e manteve a bandeira da referida oligarquia pujante, apesar de algumas idas e vindas.

É cedo para tecer maiores previsões. Porém, o fato concreto é que este grupo político histórico das terras de poti terá dificuldade para se reinventar diante dos percalços pelos quais vêm passando. Encalacrado pelo Supremo Tribunal Federal em diversas denúncias e estrela da lista da Odebrecht, Agripino ficou sem bandeira, sem discurso. As muitas suspeitas que envolvem seu nome, aliadas a mudança na legislação eleitoral, podem, além disso, ferir de morte a fama de grande articulador financeiro de campanhas. Sua atuação parlamentar era fortemente centrada na ideia da defesa da ética. Os últimos acontecimentos retiraram o lastro de JáJá. O que dirá na próxima eleição estadual quando terá de renovar seu mandato? Está no jardim da infância quem subestima a capacidade de raciocínio do eleitor.

Ao contrário da família Alves, Agripino fez o seu filho deputado federal e só. A sua agremiação está em franca decadência. O DEM só encontrará sobrevida, caso seja bastante ajudado pelo governo Michel Temer. E precisa contar com a improvável consagração do amadorismo generalizado dos seus oponentes.

Ainda assim, O DEM terá de bater de frente com outras forças que ganham a cena da política do Rio Grande do Norte. Os ataques de última hora de Agripino contra a gestão de Robinson Faria sinalizaram o seu temor em relação ao crescimento do PSDB de Ezequiel Ferreira de Souza, presidente da Assembleia Legislativa do RN. A possibilidade do grupo de Agripino perder a vaga que hoje ocupa no senado é real.

Tido como um político “tradicional”, José Agripino não conseguiu modernizar seu perfil. Hoje, é rejeitado pela juventude e pelo eleitorado urbano, impactados pelo espírito das manifestações de junho de 2013. Ao contrário dos Alves, não cacifou ninguém da família. Seu filho, Felipe Maia, poderia ficar só chupando o dedo, caso ingressasse numa disputa senatorial.

Estabelecer um fim para um político profissional da lavra do líder do grupo Maia é sempre complicado. Daí a dificuldade em fazer maiores previsões. Mas a família Maia não encontrará terreno fértil no futuro da política. É uma oligarquia decadente e ameaçada.

Postulantes em ação

Diante da possibilidade verossímil de Agripino não renovar o mandato em 2018, quando duas cadeiras para o senado estarão em jogo no RN, outras lideranças já atuam no sentido da plena ocupação do espaço futuro. É aparentemente cedo. Afinal, estamos falando em um pleito que ocorrerá daqui há mais de dois anos. Mas só colhe quem planta.

Para o eleitor mediano, a preocupação fundamental são suas urgências do momento - contas, lazer ou outra eventualidade típica do cotidiano. No entanto, para o político profissional não funciona assim. A viabilidade de seu nome depende daquilo que consolida no decorrer de anos de trabalho. O que ele faz hoje é muito importante para o êxito de sua empreitada. Nesse sentido, a colonização do vir a ser é atividade estratégica imprescindível de quem almeja galgar novos postos de poder.

A agenda do presidente do Tribunal de Justiça, Cláudio Santos, deve ser compreendida dentro do contexto apresentado acima. Acreditando na possibilidade de ser o candidato do governador Robinson Faria em 2018, Santos impõe rito intenso de entrevistas, ações e considerações inclusive sobre os desafios do Rio Grande do Norte. Recentemente, anunciou um empréstimo de R$ 20 milhões, fruto de economias feitas após mudanças no modus operandi do TJ, segundo ele, para erguer um presídio com 600 vagas. A construção da imagem de austero e, ao mesmo tempo, otimizador dos recursos públicos tem objetivo concreto - a cadeira do Agripino.

O presidente de outro poder, o do legislativo estadual, Ezequiel Ferreira de Souza, como já disse acima, também ambiciona o assento do Maia. O trabalho na Assembleia, a publicação do portal da transparência, o corte de comissionados, a ampliação dos serviços da casa no âmbito da educação e promoção de direitos figuram dentro de um projeto de crescimento do grupo político de Ezequiel. Com a liderança do PSDB potiguar, o presidente da AL tece cuidadosamente uma articulação pujante de olho em 2018.

E, por fora, corre o vice-governador Fábio Dantas. Estrategista, Dantas despista suas intenções com a ideia de que sonha mesmo é com uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. Apesar de não ser líder direto de nenhum poder, não seria de bom alvitre subestimar a capacidade de aglutinação do “mineirinho”, pois ele já mostrou que não desperdiça pólvora alheia, nem muito menos própria. Sua ascensão no tabuleiro do poder norte-riograndense demonstra que é um grande animal político.

Os cenários são múltiplos e entrecortados por muitas plausíveis variáveis. As três figuras citadas poderão chegar a um entendimento a posteriori. O consenso passaria pelo crivo do governador Robinson Faria, liderança que tem boa relação com os implicados. Entretanto, o enfrentamento também não deve ser descartado, sobretudo, se José Agripino não procurar a aposentadoria como desculpa para não entrar no imprensado e resolver peitar a parada.

Quem ganha com a disputa é o cidadão-eleitor. Além de um mercado político mais sortido, o norte-riograndense se beneficia com a produção de políticas públicas mobilizadas pelos pré-candidatos com o pleno intuito de cativar o eleitorado. Só quem não está gostando muito da forma como as peças se movem é o principal ameaçado. Ou melhor, o desconforto é notório. José Agripino terá de puxar muitas cartas da manga. Sua parca reação aos últimos acontecimentos não autoriza grandes doses de otimismo. Resta aguardar e conferir.

[OPINIÃO] Oligarca no RN é sempre o outro

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“Toda vez que eu ouço falar em oligarquia, estou diante de alguém que não tem voto”, disse o ex-governador Aluízio Alves em resposta a um ataque proveniente da esquerda local. Ele tem razão. Na disputa entre os aspirantes ao poder, oligarca é sempre o outro. Desde o estudo seminal do sociólogo alemão Robert Michels, “A sociologia dos partidos políticos”, sabe-se que “quem diz organização, diz oligarquia”. Não é possível, portanto, analisar um sindicato, uma empresa ou o poder público e esquecer de prestar atenção no relativo descolamento do vértice em relação a base da pirâmide. O dado concreto, para além dos salamaleques eleitorais, é que o fenômeno da oligarquização independe da coloração ideológica do movimento estruturado.

A desiludida “lei de ferro da oligarquização” de Michels se refere, sobretudo, ao cenário dos grupos de esquerda do início do século XX. E, nesse sentido, a máxima de micheliana continua atual. No elefante, é possível encontrar lideranças sindicais, administrando durante décadas máquinas que já se confundem com seus próprios nomes. É escassa a atividade democrática de controle cerceadora da eternização de uma minoria no palácio. A competição entre postulantes e o direito ao contraditório por parte de quem está longe dos postos de gestão não ocorrem em decorrência da ausência de regras do jogo e recursos para participação bem distribuídos e estáveis. Desmotivados, os derrotados se desfiliam ou simplesmente desistem e vão tocar seus assuntos privados. Se há uma organização carente de democracia esta é o sindicato.

É inescapável afirmar que há centralização oligarquizadora em partidos como o PMDB ou DEM. Os líderes das agremiações citadas mudam pouco de sobrenome, inclusive. Porém, é igualmente verdadeiro que o PT é hegemonizado pelo deputado estadual, Fernando Mineiro, e pela senadora, Fátima Bezerra, há mais de duas décadas. A aparente guerra entre os dois é o alicerce para a impossibilidade do nascimento de outras forças. Na prática – e é sempre bom não se distanciar dela –, acontece o dividir para dominar. Pior, ou a depender do ponto de vista, melhor faz o PSOL. A presidência do diretório estadual no Rio Grande do Norte está nas mãos de uma única pessoa desde sua criação. É assim que os dissidentes do PT produzem o que denominam de “luta contra a velha política”.

Quero dizer com tudo isto que todo mundo é igual? Nem de longe. A descrição apenas serve para entender que entre o branco e o preto há muitas gradações de cinza. E se na retórica todo mundo é democrático e só o outro tem aspirações oligarquizadoras, é lá pelo meio termo, uns um pouco acima e outros abaixo, aonde a grande maioria será encontrada.

HUMANOS

É forçado sempre tentar enxergar uma racionalidade superior implícita nas ações dos políticos profissionais. Apesar do nome que carregam, de pesquisas, assessoria, análise de redes sociais, etc, etc, etc, estão sujeitos ao erro. É o que explica o áudio vazado em grupos de whatsapp pelo vice-presidente, Michel Temer.

Quem é o evangélico que jura que será Prefeito de Natal?

ATRAPALHOU

A deputada federal, Zenaide Maia, foi importunada em sua casa por radicais pró-impeachment durante o último final de semana. A atitude irascível daqueles que não separam a atuação pública do sujeito de seu casulo de descanso familiar privado foi eclipsada pela solidariedade da Fátima Bezerra (PT). A nota da senadora retirou a confortável condição de vítima de Zenaide e ajudou, ainda que indiretamente, a colar a pecha de petista que os movimentos antipetistas já mobilizam contra a referida parlamentar do Partido da República. A pressão até o domingo (17), dia da votação, aumentará.

CONTRAPONTO

Pensando de modo racional, a cadeira que Zenaide Maia ocupa em Brasília pouco dependeu do chamado, de um modo um tanto quanto preconceituoso, “voto de opinião”, hoje esmagadoramente a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Muito mais importante para sua reeleição e/ou manutenção da vaga de federal na família Maia será a vice-presidência do Banco do Brasil, recém abocanhada pelo ex-deputado João Maia. O posto de chefia inspeciona toda a infraestrutura do BB. Acabou a saudade do Dnit.

SE LIGUE

Ao contrário do que muita gente pensa, a ausência no exercício da atividade legislativa tem escassa relação com a preguiça. Trata-se de um comportamento parlamentar. Objetivo: agradar gregos e não se complicar com os troianos.

PRÊMIO

Tendo sido o primeiro pemedebista a entregar o ministério que ocupava no governo Dilma Rousseff, o ex-deputado federal, Henrique Alves, finalmente irá conseguir, caso o vice-presidente Michel Temer venha a assumir, a azeitada pasta que sempre sonhou. Henrique saiu com tudo amarrado. E Temer cumprirá o acordado. Com o avanço do impeachment, a família bacurau já assiste a novela global das 9, Velho Chico, com os olhos marejados.

IMPEACHMENT

“Em política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã.” Maquiavel.

Chargista do NOVO é ameaçado de morte e tem trabalho adulterado

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Depois de ter sua charge "como acabar com um protesto dos coxinhas" adulterada e postada em redes sociais, além de ser compartilhada até por celebridades midiáticas como a jornalista do SBT Rachel Sheherazade, o chargista Ivan Cabral sofreu ameaças de morte via Twitter através do usário @povinhojecarn.
 
"Como acabar com um protesto de coxinhas" trata com humor irônico   uma manifestação de defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), onde a multidão é dispersada depois que um livro de história é arremessado no centro do protesto. 
 
 
O chargista Ivan Cabral está em dúvida se vai ou não   processar o auxiliar administrativo Diego Costa, da cidade Rezende, no Rio de Janeiro,  que adulterou sua charge. E também analisa se vai fazer o mesmo com o autor do perfil do Twitter “@povinhojecarn”, cuja localização é em  Parnamirim-Natal, conforme consta na conta. 
 
"Depois que postei a charge original, o  usuário do Twitter @povinhojecarn, ontem, postou várias ameaças. Depois que as divulguei nas redes, essas ameaças foram apagadas.
 
 
Tudo me parece uma grande bravata, destempero verbal, viabilizado por essa tensão nacional. Acho que esse episódio serve como amostragem da violência, feita por um número crescente de pessoas, contra qualquer um que ouse não defender o impeachment. Como se ser contra o impeachment fizesse de você um corrupto. Essas manifestações violentas começaram nas manifestações mas também envolveram atitudes hostis a membros do governo em restaurantes e locais públicos. E na web não poderia ser diferente", pondera  Ivan Cabral, depois que as ameaças foram feitas na segunda-feira, 21 de março.
 
Diego Costa, o rapaz que não respeitou os direitos autorais e modificou a charge de Ivan Cabral, usou seu próprio perfil no Facebook para confirmar que fez a alteração no dia 19 de março às 21h55. "Eu fiz essa montagem!Um cartunista de esquerda postou logo depois das manifestações do dia 13.  Na versão dele as pessoas estavam de verde e amarelo e o objeto atirado era um livro de história. Na legenda ele dizia algo do tipo: "Como dispersar uma manifestação de coxinhas." Então, eu baixei a foto, abri no photshop e troquei o amarelo por vermelho e substituí o livro de história pela carteira de trabalho. Mas só pra sacanear resolvi deixar a assinatura dele!” E completou: “ Bacana saber que tomou essa repercusão." 
 
 
Em conversa com advogados, Cabral ainda não definiu o que pretende fazer até porque, segundo ele, a situação não colocou em dúvida sua honra ou expôs sua família. “Às vezes as pessoas fazem por serem inconsequentes e nem tem condições de arcar com o que vem depois”, argumentou ele. “Vejo pelo lado mais pacífico e acho melhor pedir para retirar ou fazer alguma retratação pública”, acrescentou. Ele contou que ainda não conversou com o jovem carioca. 
 
Ivan lembrou que esse não foi o primeiro caso do tipo. “A internet é quase um mundo sem lei e muita gente faz esse tipo de coisa”, conta. O episódio mais recente ganhou repercussão no último dia 18, quando o chargista potiguar identificou a alteração da sua arte por meio de uma postagem da jornalista do SBT, Rachel Sheherazade. Foi em meio aos comentários dessa postagem que o autor da modificação foi descoberto. 
 
Na imagem alterada  ao  invés de um livro de história como na arte original, a montagem tem uma carteira de trabalho a exemplo das cores das roupas dos personagens trocadas do amarelo e verdes, para o vermelho em alusão à cor predominante do  PT.
 
A arte original, contou Ivan, faz referência às manifestações contra o  governo Dilma. “E o livro de história retratava a manipulação da mídia e ignorância de quem não conhece a história dos grandes golpes”. Ele garante não ser petista e diz estar “defendendo a legalidade”. Para ele, as pessoas estão enxergando o momento como uma forma de tomar partido para um lado ou outro “quando não é bem por aí”.
 
“O que está em jogo é que houve uma eleição e as pessoas querem mudar esse resultado a todo custo e estão esquecendo das questões legais, porque não é justo pedir um impeachment por causa de uma má administração”, argumenta. “Em suma, o que se vê é uma partidarização de vários setores e fica toda uma confusão”, definiu Ivan que não publicou a charge em questão no NOVO. Somente em sua página no Facebook, em seu blog. O jornalista Paulo Henrique Amorim também a publicou, a exemplo de outros perfis, depois da repercussão da adulteração. 
 
Atualização
 
O auxiliar administrativo Diego Costa, autor da adulteração da charge de Ivan Cabral, publicou uma retratação sobre o caso. Ele pede desculpas e promete evitar o compartilhamento da polêmica imagem. Veja:
 

Bem, recentemente fiz uma alteração indevida e ilegal na charge do Ivan Cabral que teve muita repercussão, inclusive...

Posted by Diego Costa on Tuesday, March 22, 2016

 

[Jornal do BG] Os preservadores do atraso no RN

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A quem interessa o imobilismo posto em movimento no Rio Grande do Norte? Em um cenário de incertezas e de acirramento das disputas entre os entes federados cada vez mais estruturados, agir contra a diversificação econômica das terras de poti implica em eternizar o passado como preservação do presente.
 
O projeto anti-iluminista romântico tocado pelo IBAMA alojado no RN traz conforto e tranquilidade para seus radicais burocratas. Mas a inversão de valores, a visão transviada sobre todo um povo que deve agora pagar com sua condição de pobreza e subdesenvolvimento, para que uma falsa consagração de um meio ambiente dos tempos de adão e eva prospere gera consequências concretas. Enquanto os técnicos se saboreiam com uma percepção deificada da natureza, enfatizando que os homens e mulheres devem servir ao meio ambiente – e não  o contrário – com gordos vencimentos ao término de cada santo mês, a paralisia de um Estado que leva voltas como retardatário da Paraíba, Pernambuco, Ceará só deixa o norte-riograndense num patamar de membro permanente do purgatório, sem qualquer perspectiva sobre quando encontrará sua redenção.
 
O IBAMA age de modo fundamentalista para alimentar a (falsa) racionalidade que alicerça a queda das exportações, a diminuição dos postos de trabalho e a arrecadação esbaforida por parte do governo, que luta para manter os salários em dia. É uma atuação caraminguada de boas intenções, que, no seu conjunto, só caracteriza o seu contrário. 
 
O IBAMA fez do RN sua zona de proteção contra o investimento e atormentada pela insegurança jurídica.
 
Do alto dos seus escritórios climatizados com energia advinda de hidrelétricas antes habitadas por árvores e outros seres vivos – ou será que eles ficam no calor em respeito a mãe terra? –, estes burocratas se põem acima do bem e do mal. Mas seria de bom tom voltar para o solo que eles dizem proteger, pois o RN tem perdido hotéis, empreendimentos e seu Produto Interno Bruto só encolhe. Sem qualquer diálogo sobre possíveis compensações ambientais, são impostos limites à expansão empresarial no RN e o trabalhador se vê obrigado também a engatar marcha ré em relação às melhorias de suas perspectivas de vida.
 
Entretanto, numa atitude tipicamente boçal, os ambientalistas radicais alegam apenas cumprirem o marco legal vigente no país. E mais: com ampla proteção da senadora Fátima Bezerra, aquela que aponta durante muitos anos quem deve comandar a instituição. Adriano Gadelha, suplente de deputado e braço direito e esquerdo da referida congressista, também foi pela rota da hostilidade – “é preciso conhecer a legislação”, disse ele em entrevista ao jornal Meio Dia Cidade da 94FM. Uma forma marota de pôr os críticos na condição de clandestinos em sua própria região. 
 
Bonilha nos olhos dos outros é refresco.
 
Diante de tamanha sabedoria jurídica juramentada dos vermelhos e verdes do IBAMA/PT ou vice-versa, cabe perguntar – por qual razão a seccional do IBAMA em Pernambuco permitiu a construção de uma rodovia que passa dentro de um mangue? Por que é possível plantar soja no cerrado do centro-oeste? Ou ainda por que grandes resorts são erguidos no litoral cearense? São exemplos significativos, pois que aqui intervenções semelhantes foram solenemente negadas nestas plagas. Afinal, o pau que não bate Chico, João e Maria só alcança Francisco? A lei que não se aplica aos demais estados só ganha sua efetivação – ditatorial – aqui? 
 
Os grandes conhecedores do direito ambiental deveriam vir a público para justificar tais contradições. Poderiam sair de seus escritórios e conversar com os empresários e moradores das comunidades prejudicadas pelas suas ações. Se são portadores da verdade absoluta, não custava nada explicar a filosofia new age aos que sentem na pele suas consequências objetivas. Tipo assim: vocês estão passando por grandes dificuldades, mas olhem no seu entorno – está tudo como em 1500 e trabalhamos para que nada seja alterado. Os preservadores do atraso teriam esta coragem?

ARTIGO | Turismo do Nordeste: do Global ao Regional

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A dinâmica do turismo do Nordeste apresenta alguns aspectos pontuais que precisam ser contextualizados, senão vejamos: a) Indiscutível geração de emprego e renda em decorrência das atividades turísticas, notadamente nas capitais e áreas litorâneas; b) Volatilidade do capital financeiro internacional dos investimentos estrangeiros através de corporações, grupos empresariais e/ou estrangeiros isolados ou em parcerias com grupos locais; c) Desrespeito ao meio ambiente com complacência das autoridades governamentais e instituições que deveriam zelar  pelo mesmo, apesar do discurso do desenvolvimento sustentável ser inerente aos programas federais em implementação; d) Confusão da mídia que da mesma maneira que esclarece também confunde quando estão a serviço de grupos preferenciais e/ou dos interesses momentâneos; e) Dependência da decisão final quanto  à implementação das políticas públicas dos parlamentares, atores fundamentais no processo decisório, no que se refere a agenda das emendas, enquanto a representação política dos vários cidadãos ainda se mostra deficiente em decorrência do patrimonialismo, clientelismo e nepotismo, presentes na região nordestina, mas não somente na mesma; f) Constante construção e reconstrução dos espaços urbanos, principalmente naquelas localidades aonde houve crescimento mais acentuado do turismo; g)

A conscientização do sentido de acountability como sinônimo de responsabilidade  social das instituições e organizações públicas  e das empresas de turismo ainda não  faz parte da cultura nordestina, embora sejam registrados avanços dos governos, instituições, grupos empresariais e instituições acadêmicas; h) Fragilidade das estruturas governamentais responsáveis pela execução das políticas públicas e da gestão do turismo, sempre sujeitas às decisões dos gestores que mudam a cada governo e a influência dos políticos e dos partidos, uma vez que predomina ainda indicações e não o sistema de mérito nas instituições governamentais, além da pouca capacidade de gerenciamento, variando de estado para estado da região; e, i) Não é mais recorrente a inexistência de uma cultura favorável ao turismo na região como em tradicionais redutos turísticos estrangeiros, admitindo-se que esta consciência já existe, após anos de exploração do turismo.

Daí, é relevante reforçar que são essenciais  outros padrões de gestão que não se restringem as estruturas governamentais que cuidam do turismo, mas as empresas privadas integrantes do setor e ainda aquelas instituições e organizações que mantém relacionamentos direta ou indiretamente com o mesmo como o Ministério Público, prefeituras, escritórios de advocacia e organizações não governamentais (ONGs).

Apesar de tudo muitos avanços são identificados, devido à própria essência das políticas públicas formuladas  e principalmente, em decorrência das mudanças ocorridas na sociedade civil, afora as modificações nos mercados de turismo internacional, com a inclusão de cidades nordestinas em rotas de voos regulares e charters, rotas de navios transatlânticos, implantação de redes hoteleiras internacionais, ampliação da infraestrutura física, adequação as  orientações da  Organização Mundial de Turismo (OMT) etc.

Quanto às rubricas e ações para inclusão de emendas individuais ou coletivas no Orçamento Geral da União (OGU), os projetos e ações têm que se adequar aos programas apoiados pelo Ministério do Turismo. Por sua vez, as ações governamentais que são executadas dependem muitas vezes de decisões que competem a outras pastas, como aquelas  referentes à segurança, limpeza urbana, saúde pública, conservação de áreas de interesse turístico paisagístico e histórico e a acessibilidade dos espaços públicos como museus, igrejas e mosteiros, dentre outros e espaços privados – como reservas florestais, áreas de preservação etc.

As estruturas organizacionais governamentais na maioria dos estados não dispõem de ferramentas e mecanismos que permitam articulações mais eficazes com os setores relacionados. Os esforços promocionais alcançam bons resultados na  relação custo-benefício em cada um dos estados, podendo-se afirmar que de modo geral, o turismo vem sendo muito beneficiado mundo afora por comunicações e marketing de excelente qualidade e  o  Nordeste consta neste caldeirão de alta competitividade.

Por sua vez, desencadearam-se impactos negativos como as mudanças de costumes e consequente perda de valores culturais, conflitos pela posse da terra, devido ao fenômeno da periferização das populações costeiras em virtude da acirrada especulação imobiliária, o processamento de negócios escusos, prostituição sendo lamentável a infanto-juvenil.

Não se pode esquecer que as políticas públicas possibilitaram investimentos em infraestrutura, captaram investimentos que implicam continuamente na regulamentação norteada pela legislação ambiental e com o apoio da sociedade civil organizada. Existem igualmente lacunas quanto ao papel que a mídia poderia desempenhar como comunicador mais crítico, embora haja avanços isolados feitos por jornalistas mais especializados ou não.