O sabor Nikkei do restaurante Hamachi

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A improvável mistura entre duas culturas distantes mais de 15 mil quilômetros uma da outra acaba de chegar a Natal com a tentativa de popularizar um termo que muitos podem nunca ter ouvido falar - ou provar: “Nikkei”. É assim que se chama a fusão entre a leve gastronomia japonesa e a apimentada culinária peruana.
 
A mistura começou especificamente em 1899, quando o Peru recebeu seus primeiros imigrantes japoneses, que chegaram para trabalhar como agricultores nas plantações de açúcar daquele país e não voltaram mais ao Japão, originando, aos poucos, a fusão de iguarias que hoje é uma das tendências do circuito gastronômico europeu.
 
“Em dois meses essa tem sido uma experiência realmente muito positiva para todos nós”, menciona um dos sócios fundadores do Hamachi, restaurante que chega a Natal trazendo essa tendência, o empresário Heitor Almeida, que ao lado de Felipe Fonseca e Tiago Gadelha, levou cerca de cinco meses entre a concepção do projeto e a inauguração do espaço localizado no conjunto Ponta Negra, zona Sul da capital.
 
“Nikkei” é como se chama os descendentes de japoneses nascidos fora do país ou os que vivem no exterior; já “Hamachi”, nome escolhido para o restaurante, surgiu após a pesquisa do grupo de empresários e significa “filhote de atum”, ponto inicial para a criação de toda a identidade visual do novo ambiente gastronômico.
 
“O Combinado Hamachi hoje é o nosso carro chefe, montado com todo o carinho porque realmente é um dos mais pedidos”, assegura Heitor sobre o cardápio que conta ao todo com mais de 60 opções entre entradas frias, quentes e pratos principais.
 
Combinando ingredientes antigos e de alta qualidade para transformar pratos peruanos ao usar sabores e técnicas japonesas, a colorida e exótica culinária Nikkei não é a única opção que pode ser encontrada no menu, pratos individualmente peruanos e japoneses também são opções isoladas para degustação.
 
Para montar o cardápio, a pesquisa em culinária Nikkei levou o grupo de empresários até a cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, onde encontraram o Chef Edu Rejala, que é o responsável por assinar os pratos da cozinha e treinar toda a equipe que se divide em dois grutos: a cozinha quente e a parte responsável apenas pelo preparo dos sushis.
 
“O Edu foi quem criou todo o menu exclusivamente para o Hamachi, mas não está diariamente na cozinha. Suas visitas são mensais para acompanhar o andamento do trabalho”, conta sobre o Chef que mantém seu próprio restaurante Nikkei em Campo Grande.
 
“Foi uma longa pesquisa até acharmos ele e fazermos várias reuniões via Skype, até o dia em que visitamos Campo Grande à convite do Chef para conhecer a sua cozinha”, complementa.
 
Este não é o caso de um restaurante criado pelo seu próprio chef, como explica Heitor, já que todos os três sócios muito embora tenham tido outras experiências anteriores no ramo nunca chegaram a cursar gas-tronomia, por exemplo. 
 
“Todos os três são muito fãs de sushi, e isso foi o que nos uniu a princípio até descobrirmos a excentricidade da cozinha Nikkei e trazermos ela para cá”, explica Heitor, mencionando que as viagens para outras cidades a fim de conhecer as cozinhas Nikkeis espalhadas pelo país se tornou um hábito. A próxima está marcada para esta segunda-feira, com destino a Porto Alegre.
 
Drinks
 
Dividido em dois ambientes - “lounge” e “intimista” – a casa tem capacidade de receber até 115 pessoas, de olho ainda em outro mercado crescente, o de Drinks, cuja pesquisa na especialidade levou o grupo de empresários desta vez até a capital pernambucana.
 
O nome recrutado para assinar a carta de Drink do local é o do mixologista recifense Márcio Felipe que preparou desde opções mais clássicas até as mais exóticas do Peru. 
 
“A questão de Drink hoje também é uma crescente no circuito gastronômico brasileiro, e a parceria com o Márcio deu tão certo que ele topou se mudar para Natal e comandar diretamente os Drinks do Hamachi”, conta.
 
Com funcionamento de segunda a segunda, sempre das 18h às 00h, Heitor diz ainda que muito embora a combinação seja bem exótica não difere muito de uma cozinha tradicional. 
 
“Mas para compor a identidade visual do restaurante nós encomendamos pratos de cerâmica produzidos aqui mesmo no Brasil e só servimos neles”, ilustra.
Já os temperos, Heitor comenta que podem ser achados quase inteiramente em solo potiguar, direto com fornecedores, mas que mesmo assim alguns toques da cozinha oriental precisam ser importados. 
 
“São duas cozinhas muito ricas. O Peru, por exemplo, tem pratos muito montados em cima de batata doce, milho e pimenta, como a Aji Amarillo, bastante utilizada em vários pratos, incluindo a variação de “Cheviche” que temos, hoje em dia um dos pratos peruanos mais populares do mundo”, conclui sobre o restaurante localizado na Avenida Praia de Ponta Negra, após o Praia Shopping.

Entenda a diferença entre zika, dengue e chikungunya

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O ano de 2017 iniciou com 855 cidades brasileiras em situação de alerta ou de risco de surto de dengue, chikungunya e zika, de acordo com o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) do Ministério da Saúde. Com esse cenário, já é possível apontar uma necessidade de redobrar os cuidados de combate aos criadouros do vetor dessas doenças, para evitar que número de casos cresça cada vez mais.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, no ano de 2016 o número de casos de dengue manteve-se estável se comparados ao ano anterior. Até o dia 10 de dezembro foram registrados quase 1,5 milhão de casos prováveis em todo o Brasil, contra pouco mais que 1,6 milhão de casos no ano anterior.

A febre pelo vírus Zika só entrou para a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública em fevereiro deste ano, portanto não existem dados oficiais comparativos com o ano de 2015, quando a doença foi identificada pela primeira vez no Brasil. Desde que começou a ser notificada até a publicação do último boletim em dezembro de 2016, foram registrados quase 212 mil casos prováveis de febre pelo vírus Zika no país.

Os casos de febre chikungunya foram os que mais cresceram nesse último ano, com um aumento de cerca de 620% em relação a 2015. Foram registrados em 2016 pouco mais de 263 mil casos, contra 36 mil no ano anterior. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a tendência é de que o número de casos dessa doença continue em ascensão em 2017.

Embora o vetor seja o mesmo, o Aedes aegypti, e as três doenças tenham origem no mesmo continente, a África; para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a dificuldade de diagnóstico preciso pode representar um risco para os pacientes. O problema ocorre porque os sinais clínicos causados por esses vírus também são muito parecidos, mas o tratamento é bastante diferenciado.

De forma geral, as três doenças causam febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (rash cutâneo ou manchas vermelhas pelo corpo). No entanto, existem alguns sintomas marcantes que as diferem.

As diferenças entre dengue, chikungunya e zika

Zika

Os sintomas relacionados ao vírus Zika costumam se manifestar de maneira branda e o paciente pode, inclusive, estar infectado e não apresentar qualquer sintoma (apenas uma em cada quatro pessoas infectadas apresenta manifestação clínica da doença). Mas um sinal clínico que pode aparecer logo nas primeiras 24 horas e é considerado como uma marca da doença é o rash cutâneo e o prurido, ou seja, manchas vermelhas na pele que provocam intensa coceira. Há, inclusive, relatos de pacientes que têm dificuldade para dormir por conta da intensidade dessas coceiras.

Ao contrário da dengue e da chikungunya, o quadro de febre causado pelo vírus Zika costuma ser mais baixo e as dores nas articulações mais leves. A doença ainda traz como sintomas a hiperemia conjuntival (irritação que deixa os olhos vermelhos, mas sem secreção e sem coceira), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

Bastante raros, os relatos de morte em decorrência de zika estão, geralmente, relacionados ao agravamento do estado de saúde do paciente, já portador de outras enfermidades. Em 2016, foram confirmados laboratorialmente seis mortes por vírus Zika: quatro no Rio de Janeiro e duas no Espírito Santo.

A doença é associada a complicações neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barré e a ocorrência de microcefalia e malformação cerebral em recém-nascidos contaminados pelo vírus ainda durante a gestação. Em 2016, foram registrados 16.864 casos prováveis de gestantes infectadas pelo Zika, sendo 10.769 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

Destes, foram notificados 10.574 casos de recém-nascido natimorto, abortamento ou feto com suspeita de microcefalia ou alterações do sistema nervoso central (SNC), dos quais 3.144 (29,7%) permanecem em investigação e 7.430 já foram investigados, sendo 2.289 confirmados e 5.141 descartados.

Chikungunya

As fortes dores nas articulações, também chamadas de artralgia, são a principal manifestação clínica de chikungunya. Essas dores podem se manifestar em todas as articulações, principalmente nas palmas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Em alguns casos, a dor nas articulações é tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.

A confirmação do diagnóstico é feita a partir da análise clínica de amostras de sangue e o tratamento contra a febre chikungunya é sintomático, ou seja, analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas, sempre sob supervisão médica. Medidas como beber bastante água e guardar repouso também ajudam na recuperação.

Anti-inflamatórios e até fisioterapia podem ser indicados ao paciente se a dor nas articulações persistir mesmo depois da febre ter cessado.

A chikungunya é considerada mais branda do que a dengue e são muito raras as mortes que ocorrem por sua manifestação. Os óbitos, todavia, podem ocorrem por complicações em pacientes com doenças pré-existentes. Em 2016, foram confirmadas 6 mortes por febre de chikungunya, sendo 3 no estado da Bahia, as outras três nos estados de Sergipe, São Paulo e Pernambuco.

Dengue

Os quatro sorotipos da dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) causam os mesmos sintomas, não sendo possível distingui-los somente pelo quadro clínico. O principal sintoma da doença é a febre alta acompanhada de fortes dores de cabeça (cefaleia). Dores nos olhos, fadiga e intensa dor muscular e óssea também fazem parte do quadro clássico da dengue.

Outro sintoma comum é o rash, manchas avermelhadas predominantes no tórax e membros superiores, que desaparecem momentaneamente sob a pressão das mãos. O rash normalmente surge a partir do terceiro dia de febre. Diarreia, vômitos, tosse e congestão nasal também podem estar presentes no quadro e podem comumente levar à confusão com outras viroses.

O quadro de dengue clássico dura de 5 a 7 dias, desaparece espontaneamente e o paciente costuma curar-se sem sequelas.

Já na ocorrência de dengue hemorrágica a situação torna-se mais complicada. A doença, cuja ocorrência é mais comum em pacientes que apresentam um segundo episódio de dengue, de um sorotipo diferente do primeiro caso, causa alterações na coagulação do sangue, inflamação difusa dos vasos sanguíneos e trombocitopenia (a queda do número de plaquetas). Devido à queda das plaquetas e à inflamação dos vasos, os pacientes apresentam tendência a sangramentos que não cessam espontaneamente, dor abdominal intensa e contínua, pele fria, úmida e pegajosa; hipotensão (choque); letargia e dificuldade respiratória (derrame pleural ou líquido nos pulmões).

Dentre as três doenças, a dengue tem sido considerada a mais perigosa pelo número de mortes. Em 2016 foram confirmados 826 casos de dengue grave e 8.116 casos de dengue com sinais de alarme; dos quais 6,8% resultaram em morte, com um total de 609 mortes confirmadas ao longo do ano. No mesmo período de 2015 foram confirmados 972 mortes, representando uma proporção de 4,3% dos casos graves ou com sinais de alarme.

'Deu Onda' é 3ª música mais tocada do mundo no YouTube em ranking semanal

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Depois de liderar a lista das músicas mais virais do mundo no Spotify, o funk "Deu Onda", do MC G15, agora aparece em terceiro lugar no ranking mundial das músicas mais tocadas no YouTube.

A música ficou atrás apenas de "Chantaje", de Shakira e Maluma, e "Closer", de Chainsmokers e Halsey. Na semana passada, o hit brasileiro já aparecia no ranking, mas em 15º lugar. A melhor posição veio após um aumento de 76% nas visualizações do clipe: foram 52 milhões de cliques em apenas uma semana.

O ranking considera todas as execuções da música no YouTube, tanto no clipe oficial quanto em outros vídeos que usam a música como trilha sonora.

RN recebe autorização para iniciar obras na Av. Roberto Freire e ampliar VLT

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O governador Robinson Faria assegurou na manhã de hoje, 17, em audiência com o Ministro das Cidades, Bruno Araújo, em Brasília, o compromisso do Governo Federal em liberar com agilidade as parcelas do financiamento para a duplicação da avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal.

Na audiência com Bruno Araújo, Robinson Faria também conseguiu o compromisso do Governo Federal em entregar o segundo vagão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), para Natal.

Ainda na reunião com o Ministro das Cidades, o governador Robinson Faria assegurou a liberação de recursos para a continuidade das obras do saneamento de Natal.

“Tratamos aqui em Brasília sobre obras e ações de governo, investimentos importantes que vão melhorar a mobilidade urbana, o transporte de pessoas e a qualidade de vida das pessoas com consequente melhoria da saúde pública, como as obras de saneamento em Natal. Apesar das dificuldades econômicas, estamos trabalhando e fazendo intervenções importantes que beneficiam a todos”, afirmou Robinson Faria que esteve na audiência acompanhado com o diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagens, Jorge Ernesto Fraxe. 

Líder do MTST, Boulos é detido em reintegração na zona leste

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O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi detido pela Polícia Militar após reintegração de posse em um terreno particular na Rua André de Almeida, em São Mateus, na zona leste de São Paulo, na manhã desta terça-feira, 17.  Segundo o MTST, ao menos 700 famílias moravam no local, conhecido como Ocupação Colonial em São Mateus. A informação da prisão de Boulos ainda não foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Em nota na página oficial do MTST, militantes dizem que prisão é "absurda". "Não aceitaremos calados que além de massacrarem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajudá-los", publicou o grupo.

Em seu Facebook, Boulos disse nesta segunda-feira, 16, que a ocupação tem "mais de 3 mil pessoas, com crianças e idosos". "A maioria não tem nenhum lugar para ir. Por isso, os moradores decidiram agora à noite (segunda-feira) pela resistência. Não é escolha, é falta dela. O MTST estará junto com os moradores nesta batalha. Não ao despejo! Ajude a denunciar", afirmou.

Segundo o movimento, o grupo está há um ano e meio no local. 

Imagens da Rede Globo mostram que a Polícia Militar usou bombas de gás para avançar sobre os sem-teto. A SSP, em nota, afirmou que "após tentativa de negociação dos oficiais com as famílias, não houve acordo". O governo disse ainda que os moradores tentaram resistir "hostilizando os PMs, arremessando pedras, tijolos e rojões". "O grupo ainda montou três barricadas com fogo."

A pasta confirmou o uso de bombas de efeito moral, spray de pimenta e jato d'água pela Tropa de Choque. 

 

Repórter é agredida ao vivo durante cobertura de rebelião

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