Corpo é encontrado no litoral potiguar, mas buscas por desaparecidos permanecem

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Na manhã desta quarta-feira (11), uma embarcação pesqueira encontrou um corpo nas proximidades da praia de Caiçara do Norte, no litoral potiguar. Uma equipe da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte se deslocou para o local e apoiou os peritos do Instituto Técnico Científico de Perícia (Itep) no recolhimento do corpo, que está sendo transferido para Natal para identificação.
 
Com isso, os trabalhos de busca a a um oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) e um pescador, sumidos desde quinta-feira da semana passada, permanecem no dia de hoje, informou o Comando do 3º Distrito Naval. A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 3° Distrito Naval (Com3ºDN), tomou conhecimento, em 7 de janeiro de 2017, do desaparecimento da lancha "Allure", que saiu do Iate Clube de Natal em 5 de janeiro e pretendia retornar no dia seguinte.
 
Estavam na embarcação o coronel Max de Carvalho Dias e o pescador conhecido por Toinho saíram a bordo de uma lancha Fishing, modelo 28WA, de 28 pés (cerca de 8,5 metros) quando desapareceram. Eles saíram para praticar pesca esportiva.
 
A Marinha afirmou que desde o dia 8 de janeiro já realizou buscas entre os municípios de Baía Formosa e Macau, utilizando Navios-Patrulha e embarcações da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte. As buscas também contam com o apoio de aeronaves da FAB; embarcações do Iate Clube de Natal e da comunidade marítima local.
 

Ônibus voltam a circular em Natal nesta segunda (23), mas frota não será completa

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O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Natal (SETURN) publicou nota, na tarde deste domingo, 22, informando o retorno da circulação dos ônibus pelas ruas da capital. No entanto, de acordo com a entidade, a retomada não será feita de forma plena, mas "paulatinamente". Com isso, no primeiro dia útil da semana, a frota de veículo será reduzida para a atender à população.

Desde a última sexta-feira, 20, o serviço de ônibus do transporte público da capital potiguar sofre com interrupções. A justificativa é a série de ataques contra veículos nos últimos quatro dias. Ao todo, mais de 25 carros de transporte de passageiros foram incendiados por vândalos. 

Leia o comunicado:

COMUNICADO AOS USUÁRIOS DO TRANSPORTE URBANO DE PASSAGEIROS

O SETURN- Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal e suas associadas, vem a público externar a mais sincera inconformação, por estarem, mais uma vez, sendo alvos principais de injustos atos de vandalismo, como imerecido tem sido o tratamento dispensado há muito pelos poderes públicos municipal e estadual.

Não há como disponibilizar a frota à população, pois o risco ainda é iminente e os prejuízos incalculáveis. A preocupação não é só pela depredação do patrimônio das empresas, mas, e principalmente, para preservar a integridade física dos seus funcionários e clientes usuários.

Assim, necessitamos de garantias reais de segurança por parte dos governos municipal, estadual e federal, em tempo integral nas rotas, terminais e garagens, para que, somente assim, possamos liberar parte da nossa frota para trazer as pessoas de volta às suas diversas atividades, reativando o comércio, a indústria e prestadores de serviços; levando e trazendo os empregados e os clientes, em segurança, reativando, assim, a economia local.

Também precisamos urgentemente de compensação dos governos para fazer frente aos enormes e insuportáveis prejuízos que tivemos com perda de patrimônio e com falta de faturamento por impossibilidade de operação.

Esperamos, assim, poder retomar a operação de transporte, mesmo que paulatinamente, amanhã, segunda-feira, dia 23 de janeiro de 2017.

SETURN e Associadas.

 

Polícia realiza 17 prisões de envolvidos com a rebelião de Alcaçuz

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Desde o início da rebelião que aconteceu na Penitenciária de Alcaçuz, no último sábado (14), o trabalho das polícias Civil e Militar do Rio Grande do Norte conseguiu efetuar a prisão de 17 pessoas por suspeitas de envolvimento nos atos ocorridos dentro e fora de Peniteciária Estadual de Alcaçuz. Dois adolescentes também foram apreendidos. Entre as prisões realizadas, uma delas foi efetivada pela Força Nacional e outras três por guardas municipais. Em todos os casos foram abertos inquéritos policiais.

Dentre os autuados por envolvimento com a rebelião também registra-se cinco homens apontados pelas investigações como líderes de uma facção que teria efetuado o homicídio de 26 detentos; um outro é foragido da Penitenciária de Alcaçuz e foi preso cometendo um roubo e outro homem foi preso ter tentar jogar munições para dentro do presídio. 

Também aconteceram as prisões de um suspeito que gravou e divulgou vídeo com ameaças à sociedade e de dois homens e apreensão de um adolescente que planejavam ataques na cidade de Parelhas. Ainda foram presos: um suspeito de atear fogo na garagem da prefeitura de São Paulo do Potengi; um trio, sendo dois homens e uma mulher, detido por atirar contra um ônibus que estava no terminal do Parque dos Coqueiros, Zona Norte de Natal. Mais um suspeito foi preso por ter participado de um incêndio que atingiu três ônibus em Barra de Maxaranguape.

Ainda na segunda-feira (16), uma comissão de delegados da Polícia Civil interrogou cinco integrantes de uma facção criminosa que participaram da rebelião e autuou o grupo por todos os 26 homicídios cometidos dentro do presídio pelos crimes de dano ao patrimônio público, lesão corporal, vilipêndio de cadáver e organização criminosa. Foram autuados Cláudio Candido do Prado, Tiago de Souza Soares, Paulo da Silva Santos, José Francisco dos Santos e Paulo Márcio Rodrigues de Araújo.

No mesmo dia 16, policiais militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (ROCAM) prenderam em flagrante o foragido de Alcaçuz Luan Franklin Anselmo da Silva. E na quarta-feira (18), policiais civis de Parelhas, com o apoio da Polícia Militar, prenderam em flagrante João Paulo Dantas de Araújo e Felix Patrício do Vale e apreenderam dois adolescentes com drogas, gasolina e uma arma. O quarteto é suspeito de planejar ataques criminosos contra prédios públicos a partir de ordens vindas do sistema prisional. 

Ainda noite da quinta-feira (19), a Força Nacional prendeu em flagrante Ítalo Gaspar da Costa com 54 munições, que seriam jogadas para dentro de Alcaçuz, e policiais militares detiveram Italo Alexandre Cordeiro da Silva, suspeito de gravar vídeo fazendo ameaças à sociedade. No mesmo dia, policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com o apoio da Delegacia Especializada de Assistência ao Turista, prenderam na Vila de Ponta Negra os irmãos Ricardo Sanderley do Nascimento e Raynara Katiele Nascimento Silva e apreendeu um adolescente de 17 anos, em cumprimento a um mandado de prisão por duplo homicídio no local foram encontradas drogas, além de pichações de rostos de palhaços e números fazendo referência a uma facção criminosa.

No dia 20, policiais civis da Delegacia Municipal e Regional de São Paulo do Potengi, com apoio da PM, conseguiram prender Maciel Cavalcante da Silva, com marcas de queimadura no corpo, sob a suspeita suspeita de ter ateado fogo junto com dois outros homens em veículos na garagem da Prefeitura local . 

Na sexta-feira (20), uma equipe de guardas municipais prendeu, no conjunto Parque dos Coqueiros, Zona Norte de Natal, Bianca de Araújo Monteiro, Michel Romário da Silva Pereira e Paulo Victor Santos Avelino, por desferir tiros contra um ônibus e um veículo de transporte alternativo. Com o trio foram apreendidas quatro armas de fogo e drogas.

Incrições para o Sisu começam na terça-feira; consulta já pode ser feita no site

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As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam esta semana, do dia 24 ao dia 27 de janeiro. As vagas já estão disponíveis e os estudantes podem aproveitar o final de semana para pesquisar as melhores opções.

A consulta pode ser feita no site do Sisu por curso, instituição e município. Ao todo, são 238.397 vagas 131 instituições públicas.

O Sisu seleciona os estudantes com base na nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cabe a cada instituição definir o cálculo que utilizará para a seleção dos novos alunos. Para participar do processo, o estudante não pode ter tirado nota zero na redação do exame. Ao todo, mais de 6,1 milhões fizeram o Enem em 2016.

Após a abertura das inscrições, uma vez por dia, são divulgadas ao notas de corte de cada um dos cursos, tanto pelo sistema universal quanto pelo sistema de cotas.

O candidato também pode consultar, em seu boletim, a sua classificação parcial na opção de curso escolhido. Ao final do período de inscrição, é divulgada a lista de selecionados. No boletim de acompanhamento, o candidato pode consultar sua classificação e o resultado final. Ao longo do período de inscrição, o candidato pode mudar as opções de curso.

O Ministério da Educação (MEC) ressalta que o tanto a classificação parcial quanto a nota de corte são calculadas a partir das notas dos candidatos inscritos na mesma opção. Portanto, são apenas uma referência, não sendo garantia de seleção para a vaga ofertada.

O resultado será divulgado no dia 30. O período de matrícula será de 3 a 7 de fevereiro. Os candidatos que não forem selecionados na chamada regular para as vagas poderão participar da lista de espera, entre 30 de janeiro e 10 de fevereiro. Esses candidatos serão convocados a partir do dia 16 de fevereiro, caso haja vagas remanescentes.

Com 33 artigos alterados em 2016, Código Brasileiro de Trânsito completa 19 anos

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Com 33 artigos alterados em 2016, o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), que entrou em vigor em 21 de janeiro de 1998, completa hoje (22) 19 anos. Com o intuito de regulamentar as atividades de planejamento, administração, licenciamento de veículos, formação, habilitação e educação de condutores e futuros condutores, a legislação de trânsito brasileira está cada vez mais rigorosa.

A adequação mais recente foi em 1° de novembro do ano passado, quando entrou em vigor a Lei Federal 13.281 que, dentre outras medidas que visam a diminuir o número de acidentes e de vítimas do trânsito, reajustou o valor das multas.

A punição para infração leve subiu de R$ 53,20 para R$ 88,38 e para infração média, de R$ 85,13 para R$ 130,16. Os valores cobrados de quem comete infração grave e gravíssima também subiram. No primeiro caso de R$ 127,69 para R$ 195,23 e no segundo de R$ 191,54 para R$ 293,47.

Além disso, a classificação de algumas infrações também mudou. O uso de celular ao volante, até então considerada média com multa e perda de quatro pontos na carteira, tornou-se infração gravíssima com perda de sete pontos.

A recusa em fazer o teste do bafômetro, que não era considerada infração, passou a ser infração gravíssima, com o valor multiplicado por 10. Ou seja, quem não fizer o teste poderá ser autuado em R$ 2.930. O motorista também terá a habilitação apreendida pelo prazo de 12 meses.

No entanto, para o Coordenador-Geral de Educação do Denatran, Francisco Garonce, apesar do esforço em adaptar e modernizar a legislação, ainda há muito trabalho a ser feito para  tornar as vias do país seguras.

"O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) tem atuado em diversas frentes, que vão desde o apoio a campanhas educativas e ações para melhorar os processos de formação de condutores até ações voltadas para a segurança nas estradas, nas ruas e nos próprios veículos”, diz Garonce.

Volta do Exército expõe força do Sindicato do Crime no RN

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O assessor de relações institucionais da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, em Natal, coronel Erland Mota, dava as primeiras informações, anteontem, sobre a atuação das Forças Armadas na cidade, enquanto tentava resumir: "Olha, vai funcionar exatamente como da outra vez, em agosto". Como naquela ocasião, a articulação nas ruas da facção Sindicato do Crime (SDC) forçou a volta dos homens de farda camuflada ao patrulhamento da capital.

Reagindo a uma transferência de 220 integrantes, após a chacina de 26 presos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, o SDC deflagrou ataques pela capital e dez cidades do interior, com ônibus queimados e bases da polícia alvejadas, e voltou a demonstrar força, mesmo acuado pelos rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC), responsáveis pelo massacre dentro do presídio.

Mesmo com o reforço do Exército nas ruas, um carro foi incendiado na madrugada de sexta, no bairro de Felipe Camarão, zona oeste. Ninguém foi preso. Em negociação com órgãos de segurança, empresas e funcionários do transporte público haviam se comprometido a voltar a circular, mas com a frota reduzida.

Nem duas operações, deflagradas pela polícia e pelo Ministério Público no ano passado, com a transferência de membros para presídios federais, representaram abalo significativo à estrutura da organização. Especialistas veem esse fator com preocupação, uma vez que o cenário de insegurança pode repetir-se mesmo com o eventual controle de Alcaçuz, rebelada desde a semana passada.

Do celular apreendido em agosto de 2016 de João Maria dos Santos de Oliveira, o João Mago, apontado como integrante da cúpula da facção, foi identificado que o modo de agir é o mesmo de agora. Mensagens anexadas à denúncia criminal mostram a comunicação dele com um preso, em que diz: "Parceiro, usa a estratégia. Não fica mandando ódio, não, dizendo que vai fazer as coisas porque eles já ficam esperando. "Tem de chegar e fazer. E tem de ser só órgão público".

As mensagens mostram ainda a articulação para aquisição de material incendiário, munições e o planejamento detalhado dos pontos a serem atacados. Oliveira foi transferido para presídio federal em agosto. Segundo a Polícia Civil potiguar, as investigações relativas aos ataques mais recentes já mostraram a difusão de ordens tomadas a partir da transferência de presos em Alcaçuz.

Na quarta-feira, em Parelhas, a cerca de 250 quilômetros da capital, três homens foram presos após atacar um veículo de transporte público. Os investigadores encontraram ordens de ataque ao Centro de Detenção Provisória e à delegacia móvel. Na sexta, o irmão de um detento foi preso após incendiar um ônibus em São Paulo do Potengi, a 90 km de Natal.

O ex-secretário nacional de Segurança Ricardo Balestreri questiona a efetividade do reforço militar e das políticas do Estado na área. "São soluções desesperadas para momentos desesperadores. Mas já tivemos essa mesma intervenção em agosto e estamos tendo agora diante de um fenômeno similar. Quantos meses mais vamos suportar até o Exército voltar de novo para as ruas de Natal?"

Ele explica que o Rio Grande do Norte se assemelha a outros Estados na precariedade do sistema prisional, mas se mostra especialmente ineficaz na contenção desses distúrbios. "Aqui, se está tomando a dianteira no sentimento de impotência da população e no desespero do governo. A gestão bate cabeça e parece não encontrar saída", disse.

Balestreri, que acompanhou de perto a apresentação dos projetos do governador Robinson Faria (PSD) no início da gestão, disse estar decepcionado com a pouca evolução notada. "Aqui, se faz mais do mesmo em nome de um conservadorismo. O governador foi conhecer algumas experiências bem-sucedidas de polícia comunitária, por exemplo, mas acabou não implementando. Os sonhos foram ficando pelo caminho", afirmou.

Força

O Sindicato do Crime formalizou a fundação em 27 de março de 2013, conforme seu estatuto, cujas cópias foram apreendidas em operações policiais. O conteúdo se assemelha a facções como o PCC e, sob o lema de "paz, liberdade, igualdade e justiça", prevê disciplina à "família", pagamentos mensais para o caixa da organização, "guerra contra os grupos de extermínio" e proibição de uso de crack.

Teria sido o preço mais alto das "mensalidades" pagas pelos integrantes do grupo que levou ao racha com o PCC. Os potiguares, que cobram R$ 100 de quem está preso e R$ 200 de integrantes soltos, reclamavam que as ordens dos paulistas contra os inadimplentes eram excessivamente severas. Para não responder também a outros Estados, ousaram desafiar a então hegemônica facção paulista. "As agressões, expulsões e mortes dentro dos pavilhões e seguir cegamente as ordens de São Paulo fizeram muitos membros do PCC abandonar a facção e passar para o Sindicato", descreve o Ministério Público em uma das denúncias oferecidas contra o grupo.

Na linha de comando, que é também tradicional no grupo paulistas, a facção potiguar adota regionalismos para classificar como "vaqueiro" o traficante preso que recruta olheiros e "aviões" para a operação da aquisição e transporte da droga, assim como para designar aquele que está na linha de frente, praticando assaltos para o caixa da organização. As transferências para presídios federais forçaram mudanças no conselho da facção, mas não interromperam a atuação do grupo no crime. Descrevem os promotores que a comunicação da cúpula com os que ficaram no Estado é feita pelas "cunhadas" - nome dado a mulheres de membros da facção -, que passaram a acompanhar o andamento dos negócios.