Através de fotos, leitores do NOVO registram o que Natal significa para eles

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No dia em que Natal comemora 417 anos de história, o NOVO desafiou os leitores que nos acompanham pelos canais digitais a enviarem registros de uma cidade além dos pontos turísticos clássicos, como o Morro do Careca, a Ponte Newton Navarro ou o Forte dos Reis Magos, por exemplo.

Afinal, quem vive nessa cidade e está na rua todos os dias sabe que é na simplicidade e nos detalhes que se constrói a figura do natalense. As fotos chegaram ao longo de toda a semana pelo NOVOWhats, principal canal de interação e distribuição de notícias do NOVO através do WhatsApp (991133526).
 
Nos registros, paisagens que fogem dos tradicionais cartões postais (que mostram Natal como uma cidade que gira em torno do turismo de suas praias) e que retratam o cotidiano do morador apaixonado que aproveita os momentos do dia a dia para apreciar a beleza da cidade.
 
Desde feiras livres aos vendedores de ginga com tapioca que marcam presença na maioria das praias de Natal, a seleção de fotografias representa o que de melhor encontramos na Cidade do Sol.
 
Canto do Mangue  
 
 
“Na margem do Rio Potengi, a areia alva que contrasta com as águas escuras e o pôr do sol ao fundo, o canto do Mangue nasce com a cidade do Natal, sendo também o primeiro local de colônia de pescadores. Um local simples e pitoresco que representa a história do povo natalense”, segundo o leitor Severino Alves Neto.
 
Ginga com tapioca
 
 
Clássico da cultura gastronômica potiguar, a ginga com tapioca é a principal marca do natalense, na opinião da leitora Sílvia Angélica, porque, além de ser uma iguaria culinária bem característica das praias e do litoral potiguar, também representa a tradição da Redinha, que, segundo ela, é a praia mais linda de Natal. Uma tradição repassada às novas gerações.
 
Feiras livres  
 
 
“As feiras livres de Natal são ambientes que reúnem gente de diferentes classes sociais, são ambientes de uma confraternização velada. Todos estão lá para o mesmo fim, independente de sua conta bancária”, lembra o leitor Rafael Barbosa ao destacar as feiras (do Carrasco, Alecrim, Petrópolis, São José…) como importante marco da cultura natalense.
 
Árvore de Mirassol
 
 
Falar de Natal sem lembrar da memorável Árvore de Natal   é algo que para o leitor Nielsen Lucas está fora de cogitação. “Acho que é um símbolo da cidade pelo fato dela marcar a chegada de uma época especial do ano, que é o Natal. Ela possui uma beleza própria e peculiar, que encanta famílias, embeleza e ilumina ainda mais as noites natalenses”.
 
Ribeira Boêmia 
 
 
Clássico da cultura gastronômica potiguar, a ginga com tapioca é a principal marca do natalense, na opinião da leitora Sílvia Angélica, porque, além de ser uma iguaria culinária bem característica das praias e do litoral potiguar, também representa a tradição da Redinha, que, segundo ela, é a praia mais linda de Natal. Uma tradição repassada às novas gerações. A carga histórica e cultural que a Ribeira  representa para Natal fez com que a leitora Teresa Castro elegesse o bairro como um retrato do natalense.  “Lembra minha infância. Não vivo na região, mas sempre ia com meu pai. Os casarões, ruas e o povo chamam minha atenção  e curiosidade.  Hoje curto o bairro sempre que tem algum evento”.

 

RN recebe autorização para iniciar obras na Av. Roberto Freire e ampliar VLT

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O governador Robinson Faria assegurou na manhã de hoje, 17, em audiência com o Ministro das Cidades, Bruno Araújo, em Brasília, o compromisso do Governo Federal em liberar com agilidade as parcelas do financiamento para a duplicação da avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal.

Na audiência com Bruno Araújo, Robinson Faria também conseguiu o compromisso do Governo Federal em entregar o segundo vagão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), para Natal.

Ainda na reunião com o Ministro das Cidades, o governador Robinson Faria assegurou a liberação de recursos para a continuidade das obras do saneamento de Natal.

“Tratamos aqui em Brasília sobre obras e ações de governo, investimentos importantes que vão melhorar a mobilidade urbana, o transporte de pessoas e a qualidade de vida das pessoas com consequente melhoria da saúde pública, como as obras de saneamento em Natal. Apesar das dificuldades econômicas, estamos trabalhando e fazendo intervenções importantes que beneficiam a todos”, afirmou Robinson Faria que esteve na audiência acompanhado com o diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagens, Jorge Ernesto Fraxe. 

Líder do MTST, Boulos é detido em reintegração na zona leste

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O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi detido pela Polícia Militar após reintegração de posse em um terreno particular na Rua André de Almeida, em São Mateus, na zona leste de São Paulo, na manhã desta terça-feira, 17.  Segundo o MTST, ao menos 700 famílias moravam no local, conhecido como Ocupação Colonial em São Mateus. A informação da prisão de Boulos ainda não foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Em nota na página oficial do MTST, militantes dizem que prisão é "absurda". "Não aceitaremos calados que além de massacrarem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajudá-los", publicou o grupo.

Em seu Facebook, Boulos disse nesta segunda-feira, 16, que a ocupação tem "mais de 3 mil pessoas, com crianças e idosos". "A maioria não tem nenhum lugar para ir. Por isso, os moradores decidiram agora à noite (segunda-feira) pela resistência. Não é escolha, é falta dela. O MTST estará junto com os moradores nesta batalha. Não ao despejo! Ajude a denunciar", afirmou.

Segundo o movimento, o grupo está há um ano e meio no local. 

Imagens da Rede Globo mostram que a Polícia Militar usou bombas de gás para avançar sobre os sem-teto. A SSP, em nota, afirmou que "após tentativa de negociação dos oficiais com as famílias, não houve acordo". O governo disse ainda que os moradores tentaram resistir "hostilizando os PMs, arremessando pedras, tijolos e rojões". "O grupo ainda montou três barricadas com fogo."

A pasta confirmou o uso de bombas de efeito moral, spray de pimenta e jato d'água pela Tropa de Choque. 

 

Repórter é agredida ao vivo durante cobertura de rebelião

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Barbárie em Alcaçuz: Defensoria Pública estuda mover ação contra o Estado

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“Quando o Estado trata o preso como animal, ele se torna no que a gente viu em Alcaçuz”. A declaração é do defensor Rodrigo Lima, responsável por uma força tarefa da Defensoria Pública do Rio Grande do Norte para avaliar a situação de presos provisórios nas cadeias potiguares. O objetivo da ação é desafogar o sistema penitenciário.
 
Após as mortes de presos dentro da maior penitenciária do estado, em Nísia Floresta, Região Metropolitana de Natal, os defensores estudam realizar uma ação coletiva contra o Estado do Rio Grande do Norte. O pedido à Justiça deverá envolver a cobrança de indenização às famílias dos apenados, segundo informou o defensor. Não há valor estimado.
 
De acordo com Rodrigo Lima, o valor da multa não é definido por lei e depende somente da decisão do Judiciário. Ele argumenta que o estado tem responsabilidade sobre a vida daqueles que estão custodiados dentro do sistema. “O estado é responsável pela custódia do preso, responsável em fazer que ele cumpra a pena, mas também que ele faça isso com integridade, com dignidade”, argumentou.
 
Rodrigo Lima lembrou que o massacre de Alcaçuz foi a ação mais violenta já registrada no sistema penitenciário do estado e que os atos e responsabilidades serão apurados em parceria com outras autoridades. 
 
“Vamos buscar responsabilidade de pessoas e instituições que deram causa a essa chacina. Cobrar transparência na divulgação de dados, nas informações, saber como ocorreu e possivelmente pedir ressarcimento de danos aos familiares de presos, bem como tratamento humano”, apontou. “Existe uma omissão histórica”, declarou. 
 
Lima ainda ponderou que a entidade pretende ajudar o estado a desafogar o sistema para agilizar os processos de presos que ainda não foram julgados. A equipe de 24 defensores também vai inspecionar as unidades para verificar estruturas e cobrar investimentos do Executivo.
 
A penitenciária de Alcaçuz, segundo afirma, seria vistoriada na próxima semana. Entretanto, diante do quadro de instabilidade, a inspeção será adiada até que o Estado retome o controle do presídio. 
 
O defensor informou que os presos que terão a pena revista são acusados de crimes pequenos que não causam risco à sociedade. “São homens que deixaram de pagar pensão, ou réus primários, que não são perigosos”, destacou. 
 
Além de diminuir o número de pessoas sob custódia do estado, isso diminuiria o recrutamento de novos “soldados” pelas facções criminosas que estão em conflito. Isso porque, de acordo com o defensor, os detentos são cooptados pelas facções logo que entram no sistema penitenciário. 
 
Em troca, recebem facilitações, desde material de higiene pessoal até uma defesa paga pela própria organização. Dessa forma, os detentos se tornam soldados devedores de favores aos líderes.
 
Para o procurador-geral do Ministério Público Estadual, Rinaldo Reis, ainda é cedo para apontar as medidas que serão adotadas. “O momento é muito mais de diagnóstico”, ponderou. Apesar disso, uma força-tarefa será criada para identificar “vulnerabilidades” e “possíveis falhas” que tenham facilitado a perda de controle por parte do estado. 
 
Rinaldo, que acompanhou as primeiras ações na noite de sábado, dentro do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do governo do estado, ainda disse que o órgão deverá cobrar providências. “O momento é muito de diagnóstico. O MP vai acompanhar muito de perto a identificação dos envolvidos e como eles tiverem acesso tão facilitado a armas”, salientou. 
 
“Nós percebemos que o Estado não tem o controle da segurança dos presídios, dos que eles (os presos) estão fazendo lá dentro. O sistema mostrou, agora, toda a sua vulnerabilidade”, concluiu. 

Barbárie em Alcaçuz: Comissão da Polícia Civil investigará o massacre

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A rebelião em que ocorreu o massacre que vitimou presos dentro da Penitenciária Estadual de Alcaçuz permitiu ainda a fuga de apenados de dentro da unidade. A princípio, o governo confirmou apenas uma fuga, e ainda assim de um detento que teria sido recapturado no mesmo dia perto do presídio. Até o fechamento desta edição, não havia um novo posicionamento oficial do governo com relação ao número exato de foragidos. A administração do presídio ainda não tinha finalizado a recontagem dos internos. 
 
No entanto, o presidente do Tribunal de Justiça, Expedido Ferreira, afirmou em conversa com a reportagem do NOVO que sete homens ganharam a rua durante a rebelião. A informação teria sido dado, segundo ele, pelo presidiário recapturado.
 
Ontem a própria Polícia Militar enviou nota a respeito da prisão de um outro detento que havia escapado no sábado durante o motim. O homem foi recapturado na Redinha, depois de fazer um assalto no conjunto Pajuçara e roubar uma moto. Além deste, dois outros presidiários foram encontrados na cidade de São Bento, na Paraíba. Policiais civis e militares detiveram a dupla em uma operação conjunta.  Ambos afirmam à polícia, em vídeo que circulou na internet, que integram o Primeiro Comando da Capital (PCC), e que fugiram durante a rebelião.
 
A Polícia Civil criou uma comissão, formada por quatro delegados, para investigar os assassinatos de detentos que foram executados dentro da unidade. As investigações serão comandadas pela DHPP.