Sem medo de ter opinião

CULTURA | Todo mundo em pânico

| LITERATURA | FILÓSOFO PABLO CAPISTRANO LANÇA SEU QUARTO LIVRO, O PRIMEIRO DE CONTOS, NO QUAL ABORDA OS TEMPOS DE CRISES

Rafael Duarte
do NOVO JORNAL

PABLO CAPISTRANO COSTUMA morrer de tempo em tempo. As crises servem para isso, reflete. Para morrer e nascer de novo. Melhor ou pior, o tempo é quem diz. Na filosofia, ele encontrou a razão de viver. Não fosse por ela, acredita que jamais teria transformado em livros o turbilhão de ideias que não param. Através da filosofia, conseguiu controlar o tempo. É como brincar de Deus, analisa.

Na eterna relação literária entre a fera e o domador, a filosofia também o ajudou a entender e a mudar de lado. Se na adolescência era a linguagem que lhe guiava, quando trocou a psicologia pela filosofia no final dos anos 90 entendeu que deveria assumir as rédeas dali para frente. A chave de tudo, insiste, está no tempo. Com ele sob controle, a narrativa flui. Pode parecer estranho, mas na literatura de Pablo Capistrano, o tempo é, paradoxalmente, controlado e soberano. Hoje e ontem, ao mesmo tempo. Outro dia, perguntou à mãe como eram as pessoas na Natal dos anos 50. “Depressivas, profundamente melancólicas”, ouviu. Por um momento, não viu diferença entre os antepassados e os contemporâneos. Recorreu à mãe mais uma vez. Então é como hoje? “Não, hoje as pessoas estão em pânico”, encerrou a mulher que lhe trouxe ao mundo.

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setembro 12, 2011   No Comments

[Artigo] Em boa companhia

Sheyla Azevedo

A mais recente pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, com estudos apresentados através do Instituto Pró-Livro, realizada no ano passado, mostrou que 55% dos brasileiros leem, ou seja, 95 milhões de pessoas. Os números avançaram desde a última pesquisa, feita dez anos antes: 49%. A média do estudo mais recente revela que o brasileiro lê 4,7 livros por ano. Parece pouco, mas mesmo assim acho a notícia alvissareira.

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setembro 6, 2011   No Comments

[Plural] Toda palavra é uma semente

Jomar Morais

Março de 1967. Eu era um menino jornalista e um jornalista menino. Aos 14 anos de idade, há dois meses na reportagem, exultava ante o desafio das “pretinhas”, apelido carinhoso do teclado da Olivetti. Orgulhava-me de minha credencial de repórter, então uma simples declaração em folha A4 assinada pelo secretário de Redação de “A Ordem”, Tarcísio Monte. Lambia meu nome nas páginas impressas. E foi assim, nesse estado de êxtase, que levei a primeira bronca do chefe.

Na verdade, nem era o chefe, era o chefão, o todo poderoso, nada menos que o bispo, pois o jornal era um semanário de propriedade da Igreja católica que fizera história no jornalismo potiguar e naquela época vivia o seu ocaso. E a bronca… Bem, a rigor, nem foi um carão, mas a lição terna de um homem espiritualizado, o bispo Nivaldo Monte, a uma criança que se iniciava na arte escorregadia de lidar com as palavras.

Tarcísio, que cometera a ousadia de transformar em repórter um garoto que lhe pedira apenas um emprego de mensageiro, conduziu-me à sala de D. Nivaldo, seu tio, e recomendou-me tranquilidade.  O bispo olhou em meus olhos e sapecou a primeira de um longo interrogatório: “Foi você mesmo quem escreveu a matéria ou alguém fez isso pra você?”. Respondi, tímido: “Foi eu, sim senhor”. O estopim da crise era a entrevista com o psiquiatra Quinho Chaves e a psicóloga Vanilda Chaves sobre liberdade sexual, o top dos temas polêmicos naqueles dias ainda influenciados por beatniks e hippies. Era um texto cândido e superficial, mais inocente que qualquer programa da Xuxa, mas, à época, e por ser publicado num jornal da Igreja, suficiente para escandalizar setores de uma Natal pacata e provinciana.

Com jornalismo na veia, ouvi os argumentos do bispo e, em silêncio, discordei da censura. Mas o encontro com D. Nivaldo iria marcar a minha vida. Foi ele o primeiro a ensinar-me sobre a importância da palavra como agente de construção e destruição e sobre o cuidado necessário ao tecermos nossas falas. No final, presenteou-me com o livro “Toda palavra é uma semente”, de sua autoria, um texto singelo sobre a magia do verbo criador que até hoje, sempre que me permito recordá-lo, salva-me dos julgamentos apressados e da cegueira do orgulho no momento de escrever.

Não sou um intelectual, sou povo. Mas, como homem e jornalista, tive sempre na palavra minha ferramenta de trabalho e participação. Ao lançar, amanhã, o meu terceiro livro, “Viver”, escrito, em parte, neste canto de página do NOVO JORNAL, peço a Deus que as sementes de suas páginas possam gerar, senão frutos, pelo menos sombra para quem busca um sentido maior na jornada.

 

agosto 16, 2011   No Comments

[Matéria] Agnelo Alves lança seu terceiro livro hoje com reunião de crônicas publicadas na imprensa

 

Heverton de Freitas do NOVO JORNAL
Foto por Vanessa Simões

O livro Cartas ao Humano que será lançado hoje pelo deputado e jornalista Agnelo Alves, na livraria Siciliano, é a terceira coletânea dos textos publicados por ele. O primeiro foi Crônicas de Outros Tempos e Circunstâncias. O segundo, Parnamirim e Eu, conta com registros da passagem dele pela prefeitura do município. [Read more →]

julho 28, 2011   No Comments

Nicolelis vende 250 livros em lançamento

Renato Lisboa, do NOVO JORNAL

Pela primeira vez desde que chegou a Natal, o neurocientista Miguel Nicolelis pode explicar com uma maior riqueza de detalhes os fundamentos de seu trabalho para um maior número de pessoas do que o habitual. A ocasião do lançamento de seu livro “Muito além do nosso eu” (Companhia das Letras, 552 páginas) deu a oportunidade a quase 600 pessoas que foram ao Teatro Alberto Maranhão (TAM) na noite de terça terem uma noção melhor de como o pensamento poderá contribuir para, por exemplo, devolver a mobilidade a tetraplégicos.

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julho 6, 2011   No Comments

Muito além do nosso ego

Carlos Prado, do NOVO JORNAL

O aclamado cientista Miguel Nicolelis lançou seu livro “Muito além do nosso eu”, com palestra e sessão de autógrafos, na última segunda-feira no Teatro Alberto Maranhão. [Read more →]

julho 6, 2011   3 Comments