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	<title>Blog do Novo</title>
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	<description>Sem medo de ter opinião</description>
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		<title>ECONOMIA &#124; Estado quer via liberada</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 20:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[/ DESENVOLVIMENTO / GOVERNO DO ESTADO VAI CONVOCAR AINDA ESTE MÊS EMPRESÁRIOS E ÓRGÃOS AMBIENTAIS PARA TENTAR DESTRAVAR A EXPLORAÇÃO DA VIA COSTEIRA Texto: LOUISE AGUIAR DO NOVO JORNAL O GOVERNO DO Estado vai convocar uma reunião entre com empresários e orgãos ambientais para tentar chegar a um entendimento que destrave a Vai Costeira e <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/economia-estado-quer-via-liberada/#more-8466'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>/ DESENVOLVIMENTO / </strong></span>GOVERNO DO ESTADO VAI CONVOCAR AINDA ESTE MÊS EMPRESÁRIOS E ÓRGÃOS AMBIENTAIS PARA TENTAR DESTRAVAR A EXPLORAÇÃO DA VIA COSTEIRA</p>
<p style="text-align: justify;">Texto:<strong> LOUISE AGUIAR</strong><br />
DO NOVO JORNAL</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O GOVERNO DO</strong> Estado vai convocar uma reunião entre com empresários e orgãos ambientais para tentar chegar a um entendimento que destrave a Vai Costeira e permita melhor exploração da área. A informação é do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Benito Gama. Segundo ele, o Estado já está promovendo um levantamento jurídico para nortear melhor o debate. O secretário defende que o Rio Grande do Norte precisa mudar seu comportamento com relação aos investimentos. E define a Via Costeira como uma das avenidas mais bonitas do mundo. Para ele, impedir construções no local é impedir a via de funcionar para o objetivo que foi criada, além de ser um dificultador fortíssimo para o desenvolvimento da economia.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8466"></span>“É inacreditável que uma avenida costeira feita para desenvolver o turismo tenha alguns órgãos querendo impedir isso. O governo do estado vai lutar para que esses empreendimentos não morram na praia”, garantiu Gama. Os erros do passado não serão repetidos. E é preciso, opina Gama, não se prender às críticas ao que já aconteceu. “Temos que buscar a reconstrução”, emenda.</p>
<p style="text-align: justify;">Benito Gama reconhece que todo investidor tem seu timing e que não tem como esperar muito tempo por uma resposta. No caso do Rio Grande do Norte, perdeu os resorts que foram para outros países e estados como Bahia, Ceará e Pernambuco. Só a Bahia tem pelo menos sete equipamentos como esses, dos quais dois poderiam ter se instalado em solo potiguar.</p>
<p style="text-align: justify;">“O governo vai atuar duramente na forma da lei. Não dá para fulanizar as coisas. Antes era isso que acontecia: fulano não quer, fulano não deixa. Tem que desfulanizar as coisas porque isso é coletivo. Não pertence ao governo, nem ao Ministério Público, nem ao Patrimônio da União”, disse taxativo. Questionado sobre as áreas da Via Costeira pertencerem ao Patrimônio Público, Benito Gama disse que uma portaria de um grupo de trabalho &#8211; o criado por 13 órgãos, entre eles AGU, Ibama, Idema e Semurb &#8211; não pode ser maior do que a lei.</p>
<p style="text-align: justify;">“A lei define claramente sobre ordenamento do solo na costa brasileira. Se pode construir hotel em Angra dos Reis, Ceará, Bahia, Florianópolis, Porto de Galinhas, por que aqui não pode, se a lei é a mesma? Queremos preservar o meio ambiente sob todos os aspectos, mas a convivência entre ele e os investimentos é possível. É imprescindível e pode ser civilizada”, atesta.</p>
<p>CASO</p>
<p style="text-align: justify;">O NOVO JORNAL vem publicando desde domingo recente reportagens que mostram os prejuízos que o Estado acumula por conta da burocracia. Inicialmente foi contado o caso de dezenas de empreendimentos turísticos que seriam construídos no litoral do Rio Grande do Norte por estrangeiros não conseguiram ser concretizados. O maior empecilho às construções (e que resultou na perda desses empreendimentos), segundo empresários, foi a burocracia dos órgãos ambientais.</p>
<p style="text-align: justify;">Estima-se que pelo menos 70 hoteis deixaram de ser construídos. Segundo os empresários, caso a burocracia não tivesse atrapalhado os investimentos, boa parte deles estaria construída ou, pelo menos, em estado irreversível.</p>
<p style="text-align: justify;">Na mesma reportagem, o NJ mostrou que o presidente da ABIH nacional, Enrico Fermi, estaria desistindo de construir um empreendimento na Via Costeira devido ás barreiras impostas pelo Ibama.</p>
<p style="text-align: justify;">Detalhando o tema, foi mostrado que, na realidade, a Via Costeira está perdendo R$ 105 milhões em investimentos porque o Ibama alega ser proibido erguer novas construções na área. O fato é motivo de revolta de empresários que atuam no setor, que cobram a falta de política para exploração da área, uma medida que poderia promover o desenvolvimento sustentável do litoral.</p>
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		<title>CIDADES &#124; Lata de sardinha</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 20:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[/ GREVE / SEM ÔNIBUS NAS RUAS, NOSSOS REPÓRTERES RELATAM O SUFOCO DE QUEM SE DESLOCA DE ALTERNATIVO Texto: JALMIR OLIVEIRA DO NOVO JORNAL &#8220;PERCAM TODA A esperança!”, anuncia o diabo. A frase é do escritor italiano Dante Alleghieri, no clássico da literatura A Divina Comédia, mas bem que poderia sair da boca de qualquer <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/cidades-lata-de-sardinha/#more-8464'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>/ GREVE / </strong></span>SEM ÔNIBUS NAS RUAS, NOSSOS REPÓRTERES RELATAM O SUFOCO DE QUEM SE DESLOCA DE ALTERNATIVO</p>
<p style="text-align: justify;">Texto:<strong> JALMIR OLIVEIRA</strong><br />
DO NOVO JORNAL</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;PERCAM TODA A</strong> esperança!”, anuncia o diabo. A frase é do escritor italiano Dante Alleghieri, no clássico da literatura A Divina Comédia, mas bem que poderia sair da boca de qualquer natalense prejudicado pela greve do transporte público. Nos últimos três dias, está sendo um verdadeiro flagelo sair para o trabalho, escola ou, simplesmente, transitar de um ponto a outro de Natal.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8464"></span>Há três dias cerca de 500 mil pessoas sofrem com falta de ônibus na cidade. Quem não possui veículo próprio &#8211; carro, moto, ou mesmo uma bicicleta -, conta apenas com a sorte para chegar ao destino.</p>
<p style="text-align: justify;">No terceiro dia do movimento grevista, o NOVO JORNAL fez um teste: como seria chegar ao local do trabalho sem ônibus?</p>
<p style="text-align: justify;">Eram 7h13 da manhã, quando a reportagem chegou a um terminal na Avenida Ayrton Senna, próximo ao Supermercado Favorito, em Nova Parnamirim.  Ali, onde estávamos, passam três linhas (50, 65 e Eucaliptos). Mas desde a última segunda-feira nenhum ônibus circulou. Por isso, escolhemos aquele local.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a ausência dos ônibus, muitos usuários acordaram mais cedo para tentar a sorte nos terminais de passageiros. As únicas opções são os veículos dos transportes alternativos (micro-ônibus e vans).</p>
<p style="text-align: justify;">“Nós também contamos com a benevolência dos motoristas particulares. São poucos, mas alguns param e nos oferecem carona”, contou o arquivista Jenicláudio Araújo, 29, que esperava há duas horas um meio de chegar ao trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">A parada estava apinhada de trabalhadores e estudantes &#8211; 53 pessoas aguardavam a locomoção. Nos rostos, uma mistura de sonolência e apreensão. Ninguém tinha certeza se iria chegar ao destino.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira van chegou ao ponto às 7h37. Não havia espaços vagos. O carro saiu tão lotado que nem as portas fechavam. O cobrador mostrou seus dotes de equilibrista e seguiu pendurado à porta.</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas corriam atrás da condução e se acotovelam quando a portas se abriam diante delas. Quem entrava, ao menos, podem se orgulhar de chegar ao local de trabalho. “Tem que ser rápido”, comentou o estudante universitário Murilo Rodrigues, 25.</p>
<p style="text-align: justify;">Naquele hora, ao ver a batalha para entrar no micro-ônibus, a esteticista Catarina Freire, 25, fez um comentário: “É muita humilhação”. Outras três vans seguiram lotadas, soltando gente pelo ladrão, e só pararam por pura cortesia &#8211; ou ganância de quem as conduzia.</p>
<p style="text-align: justify;">A espera se tornou um exercício de sincronismo. As pessoas arfavam impacientes quase que simultaneamente. Uma leve orquestração de bocejos e murmuros cortava o silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">Às 8h13 chega outro micro-ônibus, mais uma lata de sardinha. Subimos, o fotógrafo Ney Douglas e eu. Alguém me viu ali, rosto colado à porta do veículo, e pediu para segurar meu bloco de anotações. Estava preso a um dos degraus, e me apoiava com a ponta dos pés. Acabei descobrindo uma flexibilidade que não sabia existir no meu corpo.</p>
<p>alívio</p>
<p style="text-align: justify;">Ao meu lado, estava o vigia Amós Araújo da Costa, 40. Ao encontrar seu espaço no veículo, suspirou de alívio e esboçou um sorriso fidalgo. Ele, na verdade, tinha medo de perder o emprego. Funcionário de um hospital, no bairro do Tirol, a meta era chegar antes das 9 manhã &#8211; horário no qual começa o expediente. Desde que a greve foi deflagrada, ele já havia recebido duas advertências. E ontem, para evitar a demissão, saiu de casa às 6h50.</p>
<p style="text-align: justify;">“Eu acho uma sacanagem isso tudo. Concordo com a greve, mas não podemos sofrer assim”, reclamava. Quando a porta da van foi finalmente fechada, um quebra-cabeça humano foi resolvido. O cobrador Daniel Medeiros, 20, conseguiu colocar cinco pessoas num espaço de um metro quadrado. “Vou fechar, vou fechar, se apertem aí mais um pouquinho”, dizia.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando percorreu os primeiro metros, a van transportava 72 pessoas. Para aquele veículo, aliás, a lotação máxima seria de 21 passageiros sentados e outros 10 em pé.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido a superlotação, o carro se arrastava pela Avenida Ayrton Senna. Com menos de  um quilômetro percorridos, a linha já acumulava meia hora de atraso em relação ao tempo previsto &#8211; de onde estávamos até à parada final, na Avenida Floriano Peixoto, o tempo de viagem é de 50 minutos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro problema foi o congestionamento causado pela greve. Sem ônibus, milhares de carros saíras às vias. O tráfego parava 10 minutos a cada sinal de trânsito da avenida; cinco ao todo.</p>
<p style="text-align: justify;">A conquista de um dos 21 bancos do micro-ônibus é motivo para sorrisos largos. Já aos que estavam em pé, restava apenas o olhar de cobiça pelo conforto. É que o veículo possui janelas estreitas, com minúsculas aberturas, que impediam a circulação de ar. “Pelo amor de Deus, eu quero respirar”, gritava uma passageira.</p>
<p><strong>PARA LER MAIS, ASSINE O <a href="../../assinaturas.php">NOVO JORNAL.</a></strong></p>
<p><strong>Basta ligar para o telefone: (84)3221-4554.</strong></p>
<p><strong>Temos     uma equipe de atendimento à sua disposição de    segunda   a    sexta-feira,   das 07h às 19h, e nos plantões de sábados,    domingos e      feriados das 07h   às 11h.</strong></p>
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		<title>POLÍTICA &#124; A porta da rua é serventia da casa</title>
		<link>http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/politica-a-porta-da-rua-e-serventia-da-casa/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 20:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[/ CARGO / TRIBUNAL DE JUSTIÇA ABRE PROCESSO ADMINISTRATIVO QUE DEVE ACABAR COM EXPULSÃO DE CARLA UBARANA Texto: RAFAEL DUARTE DO NOVO JORNAL A PRESIDENTE DO Tribunal de Justiça, Judite Nunes, determinou a abertura de um processo administrativo disciplinar contra a ex-chefe da divisão de precatórios do TJRN, Carla de Paiva Ubarana Araújo Leal. O <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/politica-a-porta-da-rua-e-serventia-da-casa/#more-8462'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>/ CARGO / </strong></span>TRIBUNAL DE JUSTIÇA ABRE PROCESSO ADMINISTRATIVO QUE DEVE ACABAR COM EXPULSÃO DE CARLA UBARANA</p>
<p style="text-align: justify;">Texto:<strong> RAFAEL DUARTE</strong><br />
DO NOVO JORNAL</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A PRESIDENTE DO</strong> Tribunal de Justiça, Judite Nunes, determinou a abertura de um processo administrativo disciplinar contra a ex-chefe da divisão de precatórios do TJRN, Carla de Paiva Ubarana Araújo Leal. O processo corre sob sigilo e está sendo conduzido pela comissão disciplinar permanente do TJ (Condipe). “O processo disciplinar destina-se à apuração da responsabilidade de servidor público por infração praticada no exercício de suas atribuições ou que estejam com estas relacionadas”, diz a portaria publicada terça-feira passada e assinada por Judite Nunes.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8462"></span>Sete servidores efetivos integram a comissão. O presidente é o secretário judiciário Samarone Ferreira. Contatado, ele não quis conversar com a reportagem alegando sigilo no processo. A partir de agora a comissão se reunirá uma vez por semana somente para tratar da ex-chefe da divisão dos precatórios. Atualmente, a Codipe também investiga outros três casos. A Codipe foi criada em 2 de setembro de 2009, na gestão do então presidente do TJRN, desembargador Rafael Godeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">O grupo vai investigar as responsabilidades administrativas em relação à conduta de Carla Ubarana como servidora concursada do TJ desde o ano 2000. Ao contrário da comissão especial conduzida pelo desembargador Caio Alencar, que apura irregularidades na divisão de precatórios no período em que Carla a chefiou, de 2007 a 10 de janeiro de 2012, a Codipe deverá sugerir penalidades, como a exclusão de Carla Ubarana dos quadros do Tribunal de Justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">A comissão terá 60 dias para apresentar o relatório final à presidência do TJRN. Como é ré confessa na ação penal que tramita na 7ª Vara Criminal, a expectativa é que Carla de Paiva Ubarana perca o cargo público ao final da sindicância interna.</p>
<p style="text-align: justify;">Na portaria nº 803/2012-TJ publicada dois dias depois da entrevista de Carla Ubarana ao Fantástico, a presidente Judite Nunes já havia ordenado, em 17 de fevereiro deste ano, a abertura do mesmo procedimento para apurar possíveis infrações funcionais por parte da serviora no exercício do cargo. Isso baseado em informações pedidas pelo presidente da Codipe, Samarone Ferreira.</p>
<p style="text-align: justify;">O NOVO JORNAL voltou a procurar Judite Nunes para falar sobre o escândalo dos precatórios, mas ela não se manifestou.</p>
<p><strong>PARA LER MAIS, ASSINE O <a href="../../assinaturas.php">NOVO JORNAL.</a></strong></p>
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		<title>POLÍTICA &#124; De judas a Pilatos</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 20:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://novojornal.jor.br/blog/?p=8460</guid>
		<description><![CDATA[/ PRECATÓRIO / BANCÁRIO PRESO INJUSTAMENTE NO ESCÂNDALO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA VAI PEDIR INDENIZAÇÃO DE R$ 200 MIL AO ESTADO Texto: RAFAEL DUARTE DO NOVO JORNAL O ESTADO NÃO VAI vai aceitar ser responsabilizado pela prisão injusta da bancário Pedro Luiz Neto durante a operação Judas, comandada pelo Ministério Público. O procurador geral do <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/politica-de-judas-a-pilatos/#more-8460'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>/ PRECATÓRIO /</strong></span> BANCÁRIO PRESO INJUSTAMENTE NO ESCÂNDALO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA VAI PEDIR INDENIZAÇÃO DE R$ 200 MIL AO ESTADO</p>
<p style="text-align: justify;">Texto:<strong> RAFAEL DUARTE</strong><br />
DO NOVO JORNAL</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O ESTADO NÃO VAI</strong> vai aceitar ser responsabilizado pela prisão injusta da bancário Pedro Luiz Neto durante a operação Judas, comandada pelo Ministério Público. O procurador geral do Estado, Miguel Josino, afirmou que já esperava pelo processo de Pedro Neto, mas já adiantou que vai apresentar defesa pedindo a transferência da responsabilidade pelo que aconteceu para o MP, que fez o pedido de prisão cumprido com brutalidade pela Polícia Civil no dia 31 de janeiro de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8460"></span>Nessa data, por volta das 5 horas da manhã, o bancário teve a casa arrombada por agentes da polícia civil e foi levado preso para a delegacia especializada em Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot). Pedro só não ficou na cadeia como os demais cinco suspeitos de integrar a quadrilha que agia na divisão de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, presos no mesmo dia, porque tinha sido submetido a uma cirurgia de redução de estômago recentemente e ganhou o benefício da prisão domiciliar. “Essa notícia era previsível. Todos os meus colegas procuradores disseram isso em função da precipitação do Ministério Público. Então era previsível que o processso acontecesse”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora tanto o Ministério Público quanto a Polícia Civil sejam entes do Estado, Josino comparou o caso do bancário Pedro Neto ao do empresário Sílvio Bezerra, que processou a promotora de Justiça do Meio Ambiente, Rossana Sudário. Ela havia pedido a prisão dele numa entrevista a uma emissora de TV local por conta de um empreendimento imobiliário construído pela Ecocil na região de Lagoinha. Sílvio ganhou a causa, mas tanto a promotora como o empresário recorreram. O procurador geral aproveitou para sugerir ao bancário uma análise melhor em relação ao alvo do processo.</p>
<p style="text-align: justify;">“Ele precisaria meditar se o Estado é quem deveria segurar no colo ou os agentes, no caso o Ministério Público”, afirmou.<br />
Miguel Josino disse que não gostaria de especular sobre a ação que deve ser ajuizada nos próximos dias, mas reafirmou que a defesa vai contestar o processo. “Entendemos que a responssabilidade dessa conta não deve ser paga pelos contribuintes, mas por quem deu causa a esse dano, o Ministério Público Estadual”, encerrou.</p>
<p style="text-align: justify;">O NOVO JORNAL procurou o Ministério Público para comentar o processo do bancário e a reação do procurador geral do Estado, Miguel Josino, mas nenhum promotor quis se manifestar. A assessoria de comunicação do órgão informou apenas que, como a ação não cita o MP, não há o que falar sobre o caso. Questionado sobre as declarações do titular da PGE, a assessoria disse que o MP ainda não recebeu nada oficial a respeito e, por isso, também não se manifestaria. A Corregedora de Justiça do MP, presidida pela promotora Sônia Gurgel, não foi localizada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PARA LER MAIS, ASSINE O <a href="../../assinaturas.php">NOVO JORNAL.</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Basta ligar para o telefone: (84)3221-4554.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Temos     uma equipe de atendimento à sua disposição de    segunda   a    sexta-feira,   das 07h às 19h, e nos plantões de sábados,    domingos e      feriados das 07h   às 11h.</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>CIDADES &#124; Jardineiro infiel</title>
		<link>http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/cidades-jardineiro-infiel/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 20:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[/ DESFECHO / POLÍCIA PRENDE RESPONSÁVEIS PELA MORTE DA MÃE E FILHA EM NOVA PARNAMIRIM; JOÃO BATISTA CAETANO ALVES, EMPREGADO DA FAMÍLIA, CONFESSOU O CRIME BÁRBARO Texto: RAFAEL DUARTE DO NOVO JORNAL JOÃO BATISTA CAETANO Alves. É este o nome do pedreiro/jardineiro, de 28 anos, que na tarde do último dia 7, no bairro de <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/cidades-jardineiro-infiel/#more-8457'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>/ DESFECHO /</strong></span> POLÍCIA PRENDE RESPONSÁVEIS PELA MORTE DA MÃE E FILHA EM NOVA PARNAMIRIM; JOÃO BATISTA CAETANO ALVES, EMPREGADO DA FAMÍLIA, CONFESSOU O CRIME BÁRBARO</p>
<p style="text-align: justify;">Texto:<strong> RAFAEL DUARTE</strong><br />
DO NOVO JORNAL</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JOÃO BATISTA CAETANO</strong> Alves. É este o nome do pedreiro/jardineiro, de 28 anos, que na tarde do último dia 7, no bairro de Nova Parnamirim, cometeu um dos crimes mais bárbaros da história recente do Rio Grande do Norte. João foi preso na manhã de ontem em São Gonçalo do Amarante e confessou, diante da imprensa, que foi ele, sozinho, quem matou a facadas a pensionista Olga Cruz de Oliveira Lima, de 61 anos, e a estudante Tatiana Cristina Cruz de Oliveira, de 36. Mãe e filha, respectivamente, que moravam na Rua Antônio Lopes Chaves, número 464, onde os corpos foram encontrados no dia seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8457"></span>Ódio, inveja e ciúme. Segundo o próprio João, foram estes os motivos para tanta ira, tanto sangue. Indignado por ter sido dispensado, enraivecido por ter sido rejeitado e ainda contrariado por ter sido trocado por outro pedreiro, João matou. Com 56 golpes de faca de açougueiro, a primeira a morrer foi dona Olga. Ele disse que assassinou a aposentada na cozinha da casa, depois de uma discussão acalorada, por volta do meio-dia, quando ela preparava o almoço.</p>
<p style="text-align: justify;">“A velha não me chamava mais pra trabalhar. Por isso fui perguntar o que estava acontecendo, se ela tinha alguma raiva de mim. Daí ela me chamou de vagabundo, me chamou de ladrão e ainda deu na minha cara. Ela me humilhou, me agrediu e me arranhou. Então eu perdi a cabeça, peguei a faca e fui pra cima dela”, disse João. Depois, o pedreiro arrastou o corpo de dona Olga até o banheiro e o escondeu da filha.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando João matou a aposentada, Tatiana não estava em casa. Ela tinha saído para buscar a filha no colégio. Precisando do carro da família para fugir, João esperou. Tatiana chegou pouco tempo depois com a criança, uma menina de 10 anos. A jovem perguntou por dona Olga. João disse que ela estava no quarto. Ao chegar no cômodo, João agarrou a criança pelo braço e, com a faca nas mãos, obrigou Tatiana a se sentar numa cadeira. Ele a amarrou e a esfaqueou nove vezes.</p>
<p style="text-align: justify;">O dedo polegar esquerdo foi semiamputado. A criança não viu a mãe ser morta, pois era mantida trancada em outro quarto. “Eu também tinha raiva da Tatiana. Ela mentiu pra mim. Um dia eu precisei pegar uma roupa que tinha ficado no quintal e liguei pra ela. Tatiana disse que eu não fosse lá porque ela não estava em casa. Mas ela mentiu. Ela estava em casa e disse que tinha saído”, contou João.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de tudo isso, João ligou para a sua companheira, a feirante Marlene Eugênio Gomes, de 28, com que ele mantém um relacionamento há sete anos. A mulher atendeu ao chamado e foi até Nova Parnamirim. Pegou um ônibus da linha 83 e ainda levou o filho dela, um garoto de 13 anos. Os dois chegaram à residência das vítimas por volta das 14h30 e ajudarem João a roubar vários objetos da casa. Em seguida, eles fugiram levando também o automóvel da família, um Ford Fiesta vermelho. O veículo foi encontrado dias depois.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo este relato foi revelado pelo próprio João. “Sim, fui eu. Eu matei as duas. Fiz tudo sozinho. Eles só me ajudaram a roubar”, admitiu o pedreiro, apontando para a mulher e para o enteado. É essa a história que o pedreiro conta. Porém, a polícia tem motivos e provas para duvidar.</p>
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		<title>[PLURAL] Lições de minha Mãe</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 17:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Plural]]></category>

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		<description><![CDATA[ELEIKA BEZERRA Professora ▶ eleikabg@supercabo.com.br O “Dia das Mães”, recentemente comemorado, suscita-me a escrever sobre o tema. Em princípio, muito me desagrada a abordagem excessivamente comercial que a cada ano sofre este dia! Anualmente, apelo aos meus quatro filhos para que não embarquem neste consumismo terrível que ai esta! São explorados: mãe, pai, criança, namorado, <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/plural-licoes-de-minha-mae/#more-8445'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>ELEIKA BEZERRA</strong><br />
Professora<br />
▶ eleikabg@supercabo.com.br</p>
<p style="text-align: justify;">O “Dia das Mães”, recentemente comemorado, suscita-me a escrever sobre o tema.</p>
<p style="text-align: justify;">Em princípio, muito me desagrada a abordagem excessivamente comercial que a cada ano sofre este dia!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8445"></span>Anualmente, apelo aos meus quatro filhos para que não embarquem neste consumismo terrível que ai esta! São explorados: mãe, pai, criança, namorado, Jesus&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Há muitas outras abordagens a se fazer quando se fala de mãe. Afirmo que: mãe é capaz de quase tudo! E como sofrem em determinadas circunstâncias nas quais seus filhos estão envolvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, desejo abordar, especificamente, as lições que recebi da minha mãe que continua me dando exemplos de resistência agora aos 94 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Selecionei algumas dessas lições e espero não cair no pieguismo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira delas é sobre a  mentira. Dizia-me: “Quem mente é capaz de tudo”! E aqui comento sobre aqueles pais que dizem para os filhos quando atendem um telefonema: “Diga que eu não estou”! É uma das primeiras lições que muitos deles passam para que os seus filhos comecem a traçar o caminho da mentira.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda lição diz respeito aos atrasos nos horários. Afirmava a minha mãe: “Os pontuais não são respeitados; antes pelo contrário – quase tudo começa com atraso- respeitando-se, justamente, os impontuais”. Uma grande lição que tentei e tento, na medida do possível: respeitar os pontuais. Assim, creio ter agido enquanto professora, chegando  à sala de aula na hora marcada.  Parece que consegui! Pensando bem – não fiz mais do que minha obrigação.</p>
<p style="text-align: justify;">Afirmo e reafirmo que vivemos 512 anos de atraso! A impontualidade é, sobretudo, falta de educação – desrespeito ao outro! Quando nos tornaremos educados?</p>
<p style="text-align: justify;">Mais uma lição se refere ao que se escreve. Dizia-me ela: “Escreva o que pode ser lido por qualquer pessoa em todos os tempos!” Que grande lição&#8230; Imagine hoje com toda esta tecnologia que aí está – como tal lição tem alta validade.</p>
<p style="text-align: justify;">Recordo a sua prática de pagar, o mais rápido possível, toda e qualquer dívida – grande ou pequena. E como gosto de pagar!</p>
<p style="text-align: justify;">O sentido do não esbanjar; não gastar indevidamente e fazer economia em tudo o que for possível &#8211; fizeram parte das suas lições!</p>
<p style="text-align: justify;">Gostar de viajar. Há 59 anos a minha mãe, junto com o meu pai, fez uma viagem de navio à Europa durante 90 dias! E muitas outras se seguiram. Isso despertou nos filhos   a vontade de viajar e conhecer outras terras, culturas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, estas são apenas algumas lembranças que estão mais presentes e que tenho convicção me ajudaram a ser o que sou&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Foram grandes lições que não posso esquecer&#8230; Tentei e tento viver tais situações e, mais ainda, transmitir para filhos e netos tais ensinamentos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O importante é que as lições não eram transmitidas apenas pelas conversas, discursos&#8230; As atitudes- valem mais do que mil palavras- refletiram todos estes ensinamentos aqui referidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigada Mainha!</p>
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		<title>JORNAL DE JOÃO BATISTA MACHADO &#124; O jornalismo investigativo no banco dos réus</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 16:27:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornal de]]></category>

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		<description><![CDATA[JOÃO BATISTA MACHADO Jornalista ▶ jbmjor@yahoo.com.br A tropa de choque do governo de plantão na CPI do Carlinhos Cachoeira resolveu colocar no banco dos réus o jornalismo investigativo, personificado pelo chefe da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Júnior, um dos mais competentes profissionais nesse tipo de investigação, reconhecido pelos concorrentes de outros veículos de <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/jornal-de-joao-batista-machado-o-jornalismo-investigativo-no-banco-dos-reus/#more-8442'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>JOÃO BATISTA MACHADO</strong><br />
Jornalista ▶ jbmjor@yahoo.com.br</p>
<p style="text-align: justify;">A tropa de choque do governo de plantão na CPI do Carlinhos Cachoeira resolveu colocar no banco dos réus o jornalismo investigativo, personificado pelo chefe da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Júnior, um dos mais competentes profissionais nesse tipo de investigação, reconhecido pelos concorrentes de outros veículos de comunicação. O jornalista é acusado de ter o contraventor Cachoeira como fonte em recentes casos de corrupção que levaram a presidente Dilma Rousseff a aceitar pedidos de demissão de seis ministros envolvidos em falcatruas e enriquecimento ilícito.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8442"></span>Ora, nenhum jornalista vai buscar informação para denunciar a corrupção e o crime organizado em abadias e mosteiros, ambientes destinados a orações. É natural que busque suas fontes em pessoas que convivem na clandestinidade. O jornalista Tim Lopes subia os morros cariocas para conversar com bandidos e obter informações. Foi quem fez o primeiro mapeamento do crime organizado no Rio de Janeiro, sem comprometer-se com bandidagem, apenas buscando informação correta a ser repassada em forma de denúncia. Pagou com a vida pela audácia profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">A revista e Policarpo Júnior transformaram-se em vítimas prediletas da tropa de choque governista, que nunca os perdoou, desde as denúncias do escândalo do mensalão, principalmente os petistas denunciados &#8211; como o ex-ministro José Dirceu, apontado pelo Ministério Público como chefe da quadrilha. Sem contar recentes episódios de falcatruas em ministérios que se tornaram conhecidos como faxina ética atribuída à presidente Dilma Rousseff, quando na verdade a faxineira foi a imprensa. Ela apenas jogou o lixo recolhido no aterro mais próximo.</p>
<p style="text-align: justify;">O ódio dos petistas contra a Veja aumentou ainda mais quando a revista estampou na capa matéria sob o título “O poderoso chefão”, destacando foto de Zé Dirceu de óculos escuros no clássico estilo mafioso recebendo ministros, lideranças e outras autoridades do governo. Dentre estas, o então presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, numa suíte de luxo de sofisticado hotel de Brasília, sem exercer cargo de nenhuma função pública. A matéria irritou profundamente a presidente e a fritura de Gabrielli começou ali, culminando com seu afastamento da estatal pouco tempo depois.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas matérias de Policarpo Júnior tiveram como informante Carlinhos Cachoeira. Qual jornalista rejeitaria uma fonte dessa? Segundo depoimentos na CPI dos delegados da PF Raul Alexandre e Matheus Rodrigues, responsáveis pela Operação Monte Carlo, a relação entre o repórter e o contraventor era estritamente profissional em busca de informação sobre corrupção. Eles não vislumbraram nas gravações o comprometimento dele e da revista com os crimes praticados pelo bicheiro, que se mostrou conhecedor das trilhas sinuosas do poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não fosse um agente da Cia, que resolveu mudar de lado por ter sido preterido de promoção funcional, jamais teria existido o famoso “Caso Watergate” nos anos 70, que levou o presidente Richard Nixon à renúncia. O agente que passou a ser chamado de Garganta Profunda (título de filme erótico) revelou o envolvimento do governo Nixon na invasão da sede do Partido Democrata em busca de material comprometedor. As reportagens do jornal Washington Post consagraram os desconhecidos repórteres policiais Carl Bernstein e Bob Woodward, que, após derrubarem o presidente da maior nação do mundo, ainda viraram celebridades.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí, o jornalismo investigativo consolidou-se e tem prestado relevantes serviços à liberdade de informação e à própria democracia. O agente da Cia fez apenas um acordo com os jornalistas: seu nome somente poderia ser revelado depois de sua morte. O pacto foi rigorosamente cumprido. Não é necessário ninguém ser monge para se tornar boa fonte. Um meliante também pode, desde que suas revelações sejam confiáveis. Portanto, não se obtém informações reservadas nos confessionários das igrejas, mas também naqueles que estão com mãos e pés atoladas em negócios sujos.</p>
<p><strong>Imprensa situacionista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os principais integrantes da imprensa governista &#8211; Carta Capital, TV Record e alguns blogs chapa branca mantidos pelo governo, como o Conversa Fiada do jornalista Paulo Henrique Amorim &#8211; não admitem críticas ao Palácio do Planalto. Este foi condenado recentemente por ofensas racistas contra o jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo. Quem ousa contestar o sistema que está no poder há dez anos faz parte da “imprensa golpista”, na visão estreita deles. Desconhecem a definição de Millôr Fernandes de que “jornalismo é oposição e o resto é armazém de secos &amp; molhados”.</p>
<p style="text-align: justify;">Os bajuladores do jornalismo oficial querem seguir os exemplos de Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina, visando o esmagamento da oposição, além de enquadrar com rigidez a mídia, como se o país fosse uma republiqueta qualquer. A terceira reeleição de Lula só não foi aprovada no Congresso graças à reação enérgica dos segmentos mais importantes da sociedade civil, como STF, OAB, ABI e outras instituições. Agora, os adeptos da mídia engessada estão unidos na cobertura da CPI para levar a Veja e o jornalista Policarpo Júnior ao banco dos réus na CPI do Cachoeira, por ser  fonte de denúncias de corrupção publicadas pela revista.</p>
<p style="text-align: justify;">Negam de mãos postas a existência do mensalão. Acham que o escândalo nunca existiu, conforme admite o ex-presidente Lula da Silva. O STF vai julgar uma “peça de ficção”, afirmam convictos. Desconhecem que são 40 companheiros denunciados, entre os quais Zé Dirceu, apontado pelo ex-procurador geral da República, Antônio Fernando de Souza, como chefe da quadrilha formada por ladinos especializados na captação espúria do dinheiro público.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, pretendem transformar a CPI do Carlinhos Cachoeira num contraponto ao julgamento do mensalão, previsto para agosto próximo, quando será julgada a maior negociata da história republicana, quando o governo resolveu comprar apoio parlamentar em troca de favores oficiais. Os governistas temem as consequências da decisão do Supremo Tribunal Federal às vésperas das eleições e, por isso, criaram a CPI manipulada objetivando inibir a oposição e confundir a opinião pública.</p>
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		<title>ARTIGO &#124; Pro fundo do mar</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 15:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[MOURA NETO Editor de Cidades ▶ mouraneto@novojornal.jor.br As velas do Mucuripe continuam saindo pra pescar. Interessante como a veia poética do artista pode transformar lugares banais em motivo de obra musical, como fez o cearense Belchior. Mucuripe é de fato uma praia sem grandes atrativos, mas o que importa aqui dizer é que da sua <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/artigo-pro-fundo-do-mar/#more-8450'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>MOURA NETO </strong><br />
Editor de Cidades<br />
▶ mouraneto@novojornal.jor.br</p>
<p style="text-align: justify;">As velas do Mucuripe continuam saindo pra pescar. Interessante como a veia poética do artista pode transformar lugares banais em motivo de obra musical, como fez o cearense Belchior. Mucuripe é de fato uma praia sem grandes atrativos, mas o que importa aqui dizer é que da sua ponta até o extremo da praia de Iracema, na orla de Fortaleza, são  quatro ou cinco quilômetros de calçadão a inteiro dispor da população e dos turistas que visitam a cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8450"></span>É sim um passeio público requisitado por pessoas de todas as idades. Idosos fazem sua caminhada matinal, vespertina ou noturna, da mesma forma como adultos e jovens. Estes últimos, na faixa da adolescência, aderiram à onda dos patins e patinetes, exercitando-se sobre o equipamento como equilibristas. Famílias com crianças pequenas ou bebês transportados em carrinhos desfrutam do local nos fins de tarde e início da noite, programa no qual vislumbram lampejos da qualidade de vida que todos almejam.</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos atletas e daqueles que buscam saúde na atividade física, o calçadão da orla de Fortaleza também acolhe quem apenas deseja observar o movimento de pessoas e deixar o tempo passar. Em alguns trechos, sob sombras de árvores frondosas, há bancos e jardins floridos que emprestam ao litoral um ar bucólico.</p>
<p style="text-align: justify;">As barracas alocadas às margens do calçadão têm suporte apropriado para servir refeições, disponibilizando aos clientes, inclusive, o uso adequado e imprescindível de sanitários. O comércio de artesanato e bugigangas é intenso; do outro lado da avenida Beira-Mar, hotéis, restaurantes, lanchonetes e lojas comerciais de gêneros variados em abundância.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma realidade em tudo semelhante ao que pode ser visto e encontrado nas orlas de João Pessoa, Recife, Maceió e Aracaju &#8211; para ficar apenas nas capitais mais próximas de Natal, onde, infelizmente, a comparação perde sentido. Aqui, o passeio público das praias urbanas está se desmilinguindo à vista de todos e ninguém faz nada para revitalizar o que já foi cartão postal. É uma vergonha, diria Boris Casoy.</p>
<p style="text-align: justify;">O NOVO JORNAL já produziu incontáveis reportagens mostrando o abandono caótico das praias de Natal, que padecem à míngua sem que o poder público levante um dedo para restaurar o que foi destruído pela ação das marés e pelo descaso dos governantes. Nem se preserva a estrutura existente nem se inova na implantação de melhorias que tornem de usufruto comum um dos pontos da cidade que mais deveria orgulhar o natalense e encantar o turista.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, outras áreas de lazer, como o Parque de Natal e Cidade da Criança (esta última administrada pela FJA), continuam inacessíveis ao público porque as obras de reforma nunca são concluídas. Tudo são evidências de que esta gestão verde, de tão verde ainda não amadureceu.</p>
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		<title>EDITORIAL &#124; Bom senso ambiental</title>
		<link>http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/editorial-bom-senso-ambiental/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 12:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[O NOVO JORNAL vem mostrando há alguns dias &#8211; e já tratou o assunto  em editorial &#8211; as perdas causadas pela falta de uma política, de uma ação que promova o melhor aproveitamento da área da Via Costeira, que possui pelo menos 14 lotes sem qualquer ocupação. O órgão ambiental alega que tais lotes não <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/editorial-bom-senso-ambiental/#more-8454'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O NOVO JORNAL vem mostrando há alguns dias &#8211; e já tratou o assunto  em editorial &#8211; as perdas causadas pela falta de uma política, de uma ação que promova o melhor aproveitamento da área da Via Costeira, que possui pelo menos 14 lotes sem qualquer ocupação.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8454"></span>O órgão ambiental alega que tais lotes não podem ser usados. E que aqueles espaços deveriam ser usados para a construção de praças e estacionamentos. Enquanto isso, os lotes ficam lá, aparentemente abandonados.</p>
<p style="text-align: justify;">Ouvindo empresários  e &#8211; principalmente &#8211; o órgão ambiental &#8211; não há como ficar na dúvida porque é que não aparece alguém para traçar o meio termo no debate. Ou seja, porque é não pode ser desenvolvido um projeto que garanta a preservação do meio ambiente e, ao mesmo tempo, destrave a Via Costeira para que o Rio Grande do Norte possa aproveitar ainda mais o potencial que aquela região possui. Porque, afinal, ninguém discorda que os hotéis são um projeto de sucesso. Possivelmente, sem eles, Natal não teria tantos atrativos aos turistas e às centenas de eventos que procuram a cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, o NOVO JORNAL noticia que o Governo do Estado vai entrar na batalha pelo destravamento da Via Costeira. O secretário Benito Gama informa que já está em andamento um estudo jurídico que, ao final, explicará realmente o que diz a Lei sobre a construção ali, na Via osteira.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de entrar no debate sobre a permissão para explorar melhor a Via Costeira &#8211; agora que se pronunciou -  o Governo do Estado precisa tomar a direção dessa discussão, imprescindível para o desenvolvimento do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">E além disso: o Estado precisa, a partir de agora, ditar o caminho que o desenvolvimento vai trilhar no Rio Grande do Norte, indicando as possíveis soluções para os entraves (para a construção de novos empreendimentos) e garantindo que a Via Costeira permaneça acessível à população e preservada à toda a população. Cabe ao Governo do Estado mostrar que, com inteligência  e disposição, o meio ambiente pode sim conviver hamoniosamente com o desenvolvimento econômico. E fazer reinar, absoluta, a tão falada sustentabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Acima de tudo, o debate da Via Costeira dá a oportunidade ao Governo do Estado de mostrar que pode desarmar qualquer “ambiente hostil” que possa existir entre as fronteiras potiguares, tanto por parte de empresários como de autoridades ambientais. E, fazer história, mostrando que qualquer hostilidade já nasce derrotada quando combate a inteligência, a criatividade e a busca pelo bem comum.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>RODA VIVA &#124; Comparar para entender</title>
		<link>http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/roda-viva-comparar-para-entender/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 11:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Roda Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[CASSIANO ARRUDA CÂMARA DO NOVO JORNAL ▶ rodaviva@novojornal.jor.br A força da representação dos funcionários públicos tem conseguido estabelecer uma intensa discussão em torno do acessório, deixando em segundo plano o principal. O assunto conseguiu, semana passada, levantar a temperatura normalmente amena das sessões da Assembléia Legislativa. O clima de mobilização de claques do lado de fora <a href="http://novojornal.jor.br/blog/2012/05/17/roda-viva-comparar-para-entender/#more-8448'" class="more-link">more &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><strong>CASSIANO ARRUDA CÂMARA</strong><br />
</strong>DO NOVO JORNAL<br />
▶ rodaviva@novojornal.jor.br</p>
<p style="text-align: justify;">A força da representação dos funcionários públicos tem conseguido estabelecer uma intensa discussão em torno do acessório, deixando em segundo plano o principal. O assunto conseguiu, semana passada, levantar a temperatura normalmente amena das sessões da Assembléia Legislativa.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8448"></span>O clima de mobilização de claques do lado de fora chegou ao plenário no debate em torno de uma mensagem governamental que amplia o alcança das Organizações Sociais (OSs) que estavam restritos à saúde pública, para atingir setores como o ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e à preservação do meio ambiente e à cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o uso desses mecanismos de ação administrativa seja uma marca dos governos do Partido dos Trabalhadores, que multiplicaram – inclusive no Rio Grande do Norte – o raio de ação de ONGs (Organizações Não Governamentais) para a execução de programas governamentais, a maior reação a sua aplicação em nível estadual partiu do seu representante no parlamento estadual.</p>
<p style="text-align: justify;">Por OSs se entende uma espécie de título que a administração pública pode outorgar a uma entidade privada, sem fins lucrativos, para que essa receba benefícios do Poder Público na realização de ações que devem ser necessariamente de interessa da coletividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto se discute a mudança na lei estadual – na verdade uma adequação à realidade brasileira – se deixa para um segundo plano o cerne da questão.</p>
<p style="text-align: justify;">- Afinal de contas o que justifica a contração de uma OS? – Será que haveria necessidade de se buscar uma alternativa se a tradicional máquina governamental atendesse a expectativa do público?</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o ponto. Infelizmente sindicalistas, operadores do direito e boa parte do funcionalismo, discute o problema do ponto de vista do funcionário público. No caso da saúde pública, existe uma desmedida e radical defesa dos princípios do SUS, mesmo quando este não se tem mostrado capaz de atender as demandas da população.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é a toa que o Governo Federal, um Governo do PT, se viu obrigado a criar uma empresa para gerir os hospitais universitários brasileiros. O reconhecimento público que a antiga e cara estrutura deixou de atender as necessidades e a expectativa da população.</p>
<p style="text-align: justify;">É sureal criticar Estados e Municípios pela contratação de Organizações Sociais para administrar UPA´s, AME´s e hospitais, eximindo o Governo Federal desta responsabilidade, como se o SUS (como o nome explicita Sistema Único) não funcionasse integrado nos três níveis da administração. E quando existe terceirização esta é fruto do entendimento nos três níveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Falta só perguntar ao usuário. Não pode faltar nessa discussão é uma comparação entre a qualidade do serviço oferecido nas unidades de saúde terceirizadas e nas tradicionais. Outro item importante a ser examinado são os custos. Afinal de contas é comparando que o povo entende.</p>
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